quinta-feira, junho 30, 2005

FI-LO PQ KG


Um amigo me sugeriu que eu atualizasse o blog semanalmente... Lá se vai junho, e eu quase o deixo branco. Se já está difícil atualizar mensalmente, que dirá toda semana. Mas eu tento...
Este mês fez 2 anos que eu estou sem computador. Mas junho é um mês de muitas comemorações mesmo. Minha namorada fez aniversário. Fizemos uma festa. Também comemoramos 7 meses juntos. Sem falar no dia dos namorados.
Meu pai comemorou 60 anos. Mas não sei se ele comemorou mesmo. Faz 4 anosque a gente não troca uma idéia saudável. Ele parou de falar comigo quando soube que eu fumava, e desde então nossa relação só fez se deteriorar.
É incrível o preconceito da sociedade com os fumantes. Na minha opinião,desde que a minha fumaça não te alcance, eu não estou te prejudicando. Mas enfim, essa é só minha opinião.
As notícias do último mês também não foram muito animadoras, apesar de nada muito novo. As denúncias de corrupção nos altos escalões do poder não me surpreenderam nem um pouco. Há um bom tempo que eu não voto, desde que adquiri alguma consciência política. Se esses caras roubassem 1/3 a menos do que fazem, haveria mais escolas, hospitais funcionando, casas, saneamento, etc. etc. etc.
O Greenpeace premiou o governador do Mato Grosso c/ o troféu Motoserra de Ouro, porque seu estado, em um ano, desmatou uma área de floresta equivalente à Bélgica. Só p/ mudar de assunto, no Iraque, desde que Bush mandou suas tropas, o número de mortos em ataques terroristas já chega à casa dos 1000, contando apenas os ataques de extremistas suicidas e carros-bomba. A troca de tiros não conta. Em Bagdá morre mais gente que no Rio de Janeiro, imagine só...
E o Planet Hemp? Estou torcendo p/ que tenha acabado mesmo. É muito mais digno quando uma banda acaba por consenso dos próprios integrantes do que por pressão do mercado – tem tanta banda aí que já acabou e não sabe...
O meu “Usuário”, safra 1995, já está c/ 1 furo no meio, cheio de arranhões.Embalou muitas sessões...
No final de 95 fiz uma entrevista c/ o Marcelo D2 p/ o meu zine à época, o Cabrunco. Alguns trechos: “(...) não foi nada premeditado, a gente nunca falou ´ah, vamos falar de maconha´. Quando eu começava a escrever quase sempre saía isso, não era uma pauta, era uma coisa normal. (...) É uma coisa muito natural, assim, cara, maconha. Acaba influenciando muito na vida porque a gente é uma banda que fala de maconha, a gente fuma o dia todo(...). Mas pra mim não é ´o principal problema do mundo´, tá ligado? Acho que tem coisas piores pra serem resolvidas. Só que (a questão da legalização) é uma coisa que me incomoda pra caralho. Eu acho que tava no direito de poder falar.”
Tudo bem que se fosse hoje eu teria que marcar hora com a assessoria de imprensa do cara, mas a questão aqui é outra. Eu acho difícil que hoje o D2 tivesse liberdade p/ expressar seu ponto de vista tão claramente. Os tempos mudaram, não necessariamente p/ melhor.
E enquanto o mês passava, eu ia me achando muito pouco produtivo. Quando voltei do Rio, no final do ano passado, achava que iria entrar num puta ritmo de produção – sabe, de vez em quando eu desenho, e tenho uns quadrinhos na minha cabeça pedindo p/ sair... Mas o problema é que eu divido meu tempo entre o trabalho, a namorada e o ócio recreativo (grazzi, Domenico de Masi!). Talvez eu devesse transformar esse “ócio” em algo positivo.
Vamos ver... Também estou devendo um texto sobre o Bezerra da Silva p/ uma revista que vai estrear, e uma entrevista c/ um amigo de uma grande banda –a minha preferida aqui no Brasil. Talvez eu deva fumar menos... Uma recente pesquisa da Universidade de Londres afirma que a troca de e-mails e telefonemas afeta mais a memória do que fumar maconha. Enquanto o fluxo pessoal de tecnologia diminui nosso Q.I. em 10 pontos em média, quem acabou de fumar um baseado perde 5... Hmmm, talvez eu deva passar menos tempo na internet. Aí sim!
@dolfo s@´(usuário gonzo, jornalista bissexto, namorado da Gil – um cara de sorte)

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