sexta-feira, agosto 25, 2006

LONGA VIDA AO REI
Eu tenho que charlar!” Nunca vou esquecer dessa frase do meu chapa Rodrigo Piedra. O mês era agosto, e Rods celebrava seu nascimento & estilo de vida, uma cerveja hasteada ao alto numa mão, e sua mulher na outra. Mais do que sobreviver, charlar é preciso.
Agosto é mês de cachorro louco. Foi neste mês que, ano passado, eu quase morri num acidente de moto. É neste mês que grandes amigos meus fazem aniversário. Além do Rods, tem o Allan, o Bola, o Alma... Entre gênios & loucos, não se salva ninguém. Salud, cabrones! Longa vida a nós. E 1 brinde ao maior de todos, o homem que reinventou a mulher & fez o séc.XX ficar mais legal – e safado. Parabéns, Hugh Hefner! O cara, o exemplo, a fonte de inspiração. Octagenário, milionário & mais vivo que Fidel Castro. Quem precisa de uma ilha quando se pode ter o mundo?
NASCE UMA ESTRELA
Ele fez a sua própria revolução sexual – em letra de fôrma e papel couché – e construiu um império chamado Playboy. Por isso, aos 80 anos, Hugh Hefner continua tirando a roupa das mulheres mais estonteantes do mundo e vive rodeado de loiras por todos os lados.” A definição é do blog da Daslu. Ela diz tudo.
Nosso herói nasceu em Chicago em 1926. “Hef”, como é chamado desde a infância até hoje, estudou no Instituto de Artes e formou-se sociólogo na Universidade de Illinois. Casou-se c/ uma colega de classe, Mildred, c/ quem teve 2 filhos, Christie e David. Durante a faculdade, trabalhou como ilustrador no jornal Daily Illini e como editor da revista de humor do campus, a Shaft. Seu projeto de conclusão de curso foi sobre o Relatório Kinsey, um polêmico estudo sobre a sexualidade humana que abalou as estruturas da sociedade americana e que iria influenciá-lo profundamente.
Em 1951, Hefner trabalhava como redator na Esquire, quando a revista mudou-se de Chicago p/ Nova York. Hef teve seu pedido de aumento de $20 dólares negado, por isso preferiu ficar na cidade natal e abrir seu próprio negócio. Estudou o mercado e percebeu um nicho ainda não explorado: uma publicação masculina sofisticada que refletisse os novos valores da sociedade moderna. Os Estados Unidos viviam o seu período mais próspero – vencedores da 2ª Guerra Mundial e na inédita posição de principal potência econômica global.

Hefner pegou US$ 8.000 emprestados c/ os pais (protestantes conservadores descendentes de puritanos), fechou c/ uma gráfica e uma distribuidora (de amigos) e transformou a cozinha de seu apê em escritório. Nascia a Playboy, em dezembro de 1953. Hugh já mostrou a que veio no nº 1: estampou Marilyn Monroe na capa, e colocou lá dentro fotos da superstar antes da fama, publicadas originalmente num calendário obscuro. A venda de 50.000 exemplares foi suficiente p/ pagar os custos da 1ª edição e financiar a 2ª. Instantaneamente, a Playboy se tornou o maior fenômeno editorial dos anos 50 nos EUA. Ao final da década, sua tiragem era de UM MILHÃO de exemplares mensais.
O VERDADEIRO PLAYBOY
O sucesso de Hefner, no entanto, não foi uma unanimidade. Havia uma parcela da sociedade chocada e descontente c/ aquela revista que estampava mulheres nuas. “No centro da maioria das críticas feitas à Playboy encontramos o bom e velho sexo do demônio”, escreveu Hef em 1960, no primeiro de uma série de editoriais batizados de Filosofia Playboy: “Não consideramos sexo nem sagrado, nem profano. Mas sim um aspecto normal, e nada desinteressante, da cena urbana. Portanto, achamos totalmente permitido tratá-lo como assunto sério ou como sátira e com muito bom humor, de acordo com a situação.” A essa altura, Hefner já era o principal garoto-propaganda do estilo que sua revista vendia: jovem, rico, culto, apreciador de mulheres e curtindo a vida. Separou-se de Mildred, por estar “envolvido c/ uma amante muito exigente – a Playboy”. Era verdade: Hef agora tinha a revista, o programa de TV Playboy´s Penthouse, e acabara de fundar o antológico Playboy Club, um bar de luxo onde as garçonetes eram o destaque, servindo drinks vestidas de coelhinhas. Por essas e outras, sempre foi chamado de sexista pelas feministas, que o acusam de explorar a mulher como objeto sexual. Para o escritor Ruy Castro, no entanto, Hugh é um dos grandes responsáveis pelo sexo sem culpa em nossos tempos: “Hefner convenceu o leitor que ele podia ser informado, moderno, bem vestido, bem sucedido e irresistível (...) ao mesmo tempo em que fazia o leitor acreditar que o poder de sedução era uma espécie de pensamento positivo (...). A ordem expressa de Hefner era de que, ao posar para o pôster de Playboy, a mulher devia parecer radiante, fresca do banho, feliz por estar ali e encarando o leitor de frente, sem mistérios, sem olhares de soslaio e sem provocações baratas. Criou-se a fantasia do ‘girl next door’ (mesmo que, na vida real, algumas meninas não fossem tão ‘girls’ e muito menos ‘next door’).”
Em 1968, aos 42 anos, o Verdadeiro Playboy casa-se pela 2ª vez, c/ uma ninfeta de 18 anos chamada Barbi Benton. Juntos, deram a volta ao mundo em lua-de-mel no jatinho particular de Hefner, apelidado “Coelhão” por causa do logotipo da revista estampado na cauda. Em 1971, entrou p/ o mercado de ações e criou a Playboy Enterprises, que englobava a revista (7 milhões de exemplares/mês), uma editora de livros, uma gravadora, uma produtora de cinema e TV, uma agência de modelos, um serviço de limusine, 23 clubes (aqueles das coelhinhas), várias linhas de produtos, além de hotéis, cassinos e mais de 900 mil associados. Mudou-se p/ a Mansão Playboy, em Los Angeles, em 1975 – onde vive até hoje. Patrocinou a restauração do letreiro HOLLYWOOD, produziu o 1º filme do grupo de humor inglês Monty Python, e ganhou uma estrela na calçada da fama, em Hollywood Boulevard.
É PRECISO SABER VIVER

Em 1985, Hefner sofre um derrame e passa o controle das empresas p/ a filha Christie, CEO da Playboy desde então. Em 89, casou-se pela 3ª vez, c/ a playmate do ano Kimberley Conrad, c/ quem teve 2 filhos, Marston Glen e Cooper. Hoje, Hugh Hefner mantém-se ativo mas não casado. Continua dirigindo a revista (cuja 1ª edição fez praticamente sozinho), e supervisiona os canais a cabo, a produção de vídeos, o licenciamento de produtos e o site da marca. Ainda arruma tempo e disposição p/ participar de campanhas beneficentes e namorar três loiras turbinadas. Já chegaram a ser 7 (sete!) simultâneas, no ano 2000, mas aos 80 anos o velho magnata está pegando um pouco mais leve: “É mais fácil administrar 3 namoradas do que uma esposa”. Estima-se que Hef tenha levado 3000 mulheres p/ sua cama ao longo da vida: “Tive vários relacionamentos, e não meras estatísticas”. Um gentleman!Suas garotas atuais são Bridget Marquardt, 32 anos, Holly Madison, 26, e Kendra Wilkinson, 21, três loiras de parar o trânsito, cujas idades somadas não chegam à dele. Elas são estrelas do reality show The Girls of the Playboy Mansion, que estreou no Brasil há pouco tempo, no canal E!. Uma coisa leva à outra. Na real, Hef completou 80 anos no dia 9 de abril, numa festa de 3 dias c/ direito a Paris Hilton cantando “Happy Birthday” só de lingerie. A celebração continuou durante o que ficou conhecido como “Girls Next Door Tour”, uma temporada européia c/ festas em Roma, Veneza, Barcelona, Paris, Cannes, Munique e Londres, que rendeu material p/ a série de TV. Empresário extremamente bem-sucedido, megamilionário das comunicações, ícone de várias gerações, bon-vivant e sempre bem-acompanhado, Hugh Hefner tem todos os motivos do mundo p/ comemorar. O segredo da longevidade? “Uma mansão deslumbrante em Hollywood, três namoradas loiras e uma tigela de viagra!”

Paris, favorita da Playboy e do Viva La Brasa: "Happy Birthday, Mr. Heffff..."

2 comentários:

Anônimo disse...

esse seu blog e ducaralho,as fotos ficaram ducaralho,valeu cara.

magiozal disse...

"engraçado é pensar que o fundador da Playboy, a Rainha da Inglaterra, o Papa Bento XVI e o ditador Fidel Castro são praticamente da mesma geração."