quarta-feira, agosto 30, 2006

THE MAESTROMoacir Santos/ tu que não és um só/ és tantos/ (...)”. Trecho de “Samba da Benção”, de Vinícius de Moraes. Menção honrosa ao grande Moacir, antes que o mês acabe. Um dos mestres da renovação harmônica na música brasileira, nascido no sertão de Pernambuco, autodidata, aprendeu a tocar clarinete na infância e excursionou em circos na adolescência. Foi pro Rio de Janeiro em 1948, onde ingressou na Orquestra Tabajara e na Rádio Nacional. Saxofonista, compositor, arranjador e maestro, foi também professor de Roberto Menescal, Nara Leão, Sérgio Mendes, Baden Powell, entre outros. Estreou em disco em 1963, com “Bossa Balanço Balada”, e seu trabalho seguinte, “Coisas”, lançado em 65, foi eleito pelo jornal The New York Times como um dos 100 melhores álbuns de jazz de todos os tempos. Em 67, mudou-se p/ a Califórnia, onde compôs trilhas sonoras p/ diversos filmes ao longo das últimas décadas. Foi nomeado membro da American Society of Composers, Authors and Publishers e gravou discos pela Blue Note, o mais clássico selo de jazz. Em 2001, seus arranjos originais foram transcritos por Mário Adnet e Zé Nogueira no disco “Ouro Negro”, o último trabalho lançado c/ seu nome. Moacir Santos morreu no início deste mês, de derrame, aos 80 anos, nos EUA. Um dos músicos brasileiros mais conhecidos e respeitados mundialmente, pode-se dizer que o cara foi um dos grandes “culpados” pela bossa nova. Mas nos últimos anos, estava mais interessado em música erudita. Afinal, ele não era um só, era tantos.Discografia:Bossa Balanço Balada (1963)
Coisas (1965)
The Maestro (1972)
Saudade (1974)
Carnival of the Spirits (1975)
Opus 3 n°1 (1978)
Brazilian Horizons vol.2 (1998)
Ouro Negro (2001)

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