quarta-feira, novembro 22, 2006

O JOGADOR
Um dos cineastas mais autorais de todos os tempos. Assim pode ser definido Robert Altman, que morreu esta semana aos 81 anos. Sempre independente, fez sucesso nos anos 70 c/ as comédias M.A.S.H.”, que ironizava a Guerra do Vietnã (na verdade, a história é ambientada na Coréia, mas a comparação na época era evidente), e “Nashville”. Crítico do sistema e odiado pelos grandes estúdios, teve que passar os anos 80 filmando na Inglaterra por não achar financiamento p/ seus projetos em seu próprio país. Voltou aos EUA só p/ zoar Hollywood c/ a sátira “O Jogador”, um dos melhores filmes dos anos 90 - e um dos favoritos da casa. Dirigiu mais uns dez (“Short Cuts”, “Prêt-à-Porter”, etc.) até fechar a conta nesta terça-feira. Ganhou um Oscar “honorário” este ano, mas sabia que o prêmio era só uma média da indústria do cinema americano, e continuava preferindo a Inglaterra aos States: “Lá eu posso fumar maconha sem ser incomodado. O cinema perde um dos seus mais finos marginais.

3 comentários:

Os Brutos Também Amam disse...

O Jack Palance morreu na semana passada e vc não escreveu uma linha, pô!

Viva La Brasa disse...

É pq. o Jack era um dos ícones do cinema americano, e o Bob era um dos ícones do cinema ANTI-americano, sacou? Mas o Palance era legal, parecia ter sido desenhado pelo Jack Kirby e fazia parte de uma grande geração de canastrões, como Richard Harris, James Coburn e Robert Mitchum (o psicopata da versão original de "Cabo do Medo"). Isso pra não falar no Charles Bronson... Pois é, os brutos tb. morrem, amigo.

Daniels disse...

Altman foi o cara. E o melhor de tudo foi o pé na bunda que ele deu em hollywood. Mas o poster de MASH é genial.
Abraço, mano.
d.