quarta-feira, julho 26, 2006

PARIS É UMA FESTA Guerra entre Israel, Líbano e Palestina. Tensão nuclear no Irã. Lançamentos de mísseis na Coréia do Sul. Guerras civis no Sudão, Congo, Serra Leoa, Timor, Haiti. Atentados terroristas orquestrados pelo crime organizado em São Paulo. Políticos corruptos. O mundo anda tão conturbado que é melhor deixar as notícias p/ a grande mídia. É tanta desgraça que eu prefiro falar da Paris Hilton. Essa loirinha magricela de 25 anos é modelo, atriz e está estreando como cantora. Mas seu diferencial é mesmo ser a herdeira da fortuna da rede mundial de hotéis Hilton.
A Paris é uma riquinha safada que faz de tudo p/ estar em evidência. Foi capa da Playboy e já participou até de reality show nos EUA. Quando completou 21 anos, promoveu festas em 5 cidades de 3 continentes: NYC, Las Vegas, Hollywood, Londres e Tóquio. A última dela está circulando na Internet: um vídeo pornô caseiro na linha daquele clássico da Pamela Anderson c/ o Tommy Lee, no qual ela tem uma grande atuação e exibe p/ o namorado seus verdadeiros talentos. Pro(a)s leitore(a)s do Viva La Brasa, está aqui uma mostra do material. Paris, a patricinha milionária exibicionista. Por um mundo melhor.

quinta-feira, julho 13, 2006

CRUZ-CREDO
Uma peça plástica c/ formato de cruz vem assustando os donos das motos CG 150 Titan. Segundo um relato divulgado na Internet, um engenheiro da Honda fez um pacto c/ o diabo p/ que o novo modelo da CG fosse um sucesso de vendas. Em troca, instalou uma cruz invertida dentro do farol da moto. Arrependido do acordo, o projetista teria caído doente e alertado aos compradores desse modelo p/ retirarem o adereço de suas máquinas.
A Honda enviou um comunicado aos concessionários informando
que a tal cruz na verdade é uma peça chamada Clamp H 25, cuja finalidade seria “proteger e posicionar os cabos dentro do farol (...) reduzindo assim danos ou desgastes causados pela vibração decorrentes da utilização da motocicleta”, e que a retirada da peça quebraria o contrato de garantia.
Meu irmão Lú, que trocou recentemente uma Yamaha RDZ por uma CG 150, não acredita na versão oficial da empresa: “Do jeito que a peça estava instalada, não desempenhava função prática nenhuma no farol. Não quero nem saber, a minha eu tirei!” Lú já foi mecânico, motoboy e piloto de trilha – sabe do que está falando. “A maldição pra mim acabou”, afirma o açougueiro Sebastião, que escapou de dois acidentes recentemente: “Em um deles, quase entrei de frente em uma carreta. Quando vi a cruz, fiquei todo arrepiado. Só não vendi a moto porque ela foi financiada e ainda faltam várias prestações.”
A cruz da CG já se tornou o assunto favorito do momento em mesas de bares e rodas de motoqueiros, e a corrida às oficinas para retirá-la virou um fenômeno nacional. O preço do serviço está variando de R$ 5,00 a 20,00. Bosco, o mecânico que consertou minha moto após meu acidente, ano passado, confirma: “Já tirei 5 cruzes. Eu acredito. E já ouvi dizer que na câmara de ar do pneu dessa CG nova tem o nome Lúcifer escrito em alto-relevo...”
O pneu da CG é fabricado
pela Pirelli, e o nome do modelo de fato é City Demon.
Segundo comunicado da empresa, “Demon é uma palavra do idioma inglês que também pode significar pessoa muito habilidosa em alguma atividade. O nome do produto não está associado a qualquer manifestação religiosa. Trata-se apenas de uma força de expressão para ressaltar as condições difíceis que este produto enfrenta.” Vale citar que os pneus da Yamaha Fazer 250, fabricados pela mesma companhia, chamam-se Sport Demon.
O nome ou a foto desse suposto engenheiro satanista jamais vieram à tona. “Em 35 anos de Brasil nunca vimos um absurdo tão grande”, diz a assessoria da Honda. A empresa não descarta a possibilidade de alterar o desenho da peça p/ evitar maiores problemas. Em maio, as vendas da CG 150 Titan atingiram 38,5 mil unidades, o melhor resultado mensal da Honda no ano.

quarta-feira, julho 12, 2006

A ÚLTIMA RISADA DO LOUCO

ESSE CARA TINHA A CABEÇA NO ESPAÇO

Syd Barrett morreu. Um dos heróis mais chapados e geniais do rock, responsável por nove das onze músicas de “The Piper at the Gates of Dawn”, de 1967, um clássico do psicodelismo e uma das melhores estréias de um grupo em todos os tempos. O grupo, no caso, era o Pink Floyd. Barrett era tão poético e criativo quanto sombrio e depressivo, características que só se exacerbaram com o uso intenso de alteradores de consciência durante o final dos anos 60. Não deu outra: um ano após o lançamento do álbum de estréia do Floyd, Syd afastou-se da banda. Não queria fazer mais shows. Gravou alguns discos na virada dos anos 60 pros 70, como “Barrett” e “The Madcap Laughs”, e sumiu de cena definitivamente. Em 75, o Pink Floyd lançou Wish You Were Here, um disco inteiro em homenagem ao amigo. A essa altura, ele já estava vivendo na casa da mãe, em Cambridge, Inglaterra. Passou 30 anos recluso, e nos últimos anos não lembrava nem um pouco o Syd que todos conheceram: morreu careca e inchado, em função da diabetes. Para o jornalista português Rui Tentúgal, que acompanhou o Pink Floyd ao longo das últimas décadas, a originalidade de Barrett estava “no caráter surrealista das letras que escrevia e na forma como fez evoluir o blues p/ a psicodelia. As letras, muito ligadas ao espírito da época, tinham a ver com o mundo dos sonhos e a música incluía longas divagações, que refletiam a liberdade e a improvisação introduzidas pelo jazz.” Sobre o mito, Tentúgal define: “Não há, em relação a Syd Barrett, um culto idêntico ao de Jim Morrison, mas ele ficou associado à imagem de gênio atormentado e louco, e tornou-se um exemplo perfeito dos mitos que alimentam o rock.”

Discografia:
> The Piper at the Gates of Down (67)
> Saucerful of Secrets (68)
> Barrett (69)
> The Madcap Laughs (70)
> The Peel Sessions (produzido por Roger Waters em 88, c/ velhas gravações de estúdio)