sexta-feira, maio 25, 2007

PARÊNTESES
"Morro da Favela", quadro de 1924 de Tarsila do Amaral: outros tempos
Mês passado falei sobre a violência no Rio e no Iraque, e tentei mostrar por A + B que tiros e bombas não são privilégio desses lugares. Como o mundo é cão e não me deixa mentir, a coisa só piorou de trinta dias pra cá. O Rio de Janeiro vive uma guerra civil declarada há vinte e tantos dias, concentrada no Complexo do Alemão. O Bope ocupou as favelas, os traficantes fizeram barricadas, e no meio das balas, gente inocente – moradores, trabalhadores, o povo enfim. A Palestina, que vive uma guerra de 40 anos contra o Estado de Israel, agora assiste um conflito armado entre as duas principais correntes ideológicas, o Fatah e o Hamas, que fazem as vezes de partidos políticos e lutam pelo controle no país ocupado. Se palestinos não conseguem se entender c/ palestinos, como reconstruir uma nação? Problema igual ao do Iraque, cujas tribos étnicas (sunitas, xiitas e curdos) se odeiam até o fim. A Anistia Internacional denunciou a existência de um esquadrão de morte em Sergipe. Aracaju e cidades do interior como Lagarto, Itabaiana e Barra dos Coqueiros nunca viram tantas mortes por assassinato, envolvendo disputas de tráfico e motivos mais obscuros. O Secretário de Segurança Pública contesta a Anistia: “Não tenho conhecimento disso. Não existe nada disso na atualidade. E os índices de homicídios diminuíram.” Bom saber. Faz a gente se sentir mais seguro.

2 comentários:

Anônimo disse...

vc viu aquela tragedia em roindonopolis? bizarro!!

Viva La Brasa disse...

Rondonópolis... Um misto de treinamento & exibição da polícia deu a maior merda pq usaram balas de verdade e mataram um menino, além de ferir um monte de gente... O Brasil é um país bizarro... Vê só quantas operações da PF desbaratando esquemas que SEMPRE envolvem peixes muito graúdos... O último a entrar na roda foi o presidente do senado, Renan Calheiros, que sempre posou de honesto... Não sei se vamos durar outros 500 anos.