domingo, junho 17, 2007

PLAY WITH PARIS
O que há c/ essas pop stars americanas? Todas querem ser a Madonna! Desde que Lousie Veronica Ciccone surgiu nos anos 80 cantando que tinha dado pra um cara e se sentiu como na primeira vez (“Like a Virgin”) e que mesmo que o pai reprovasse ela ia ter o filho que tava esperando (“Papa Don´t Preach”), a música pop nunca mais foi a mesma – nem as cantoras do ramo. Madonna andava com viados e travestis, ia pra cama com mulheres, gravava clipes de inspiração herege (“Like a Prayer”, onde fazia um santo querer comê-la) e sadomasoquista (“Justify My Love”), simulava masturbação numa cama em seus shows, lançou um livro de fotos eróticas chamado Sex... Nunca uma mulher havia exposto tanto os tabus sexuais, e tudo isso sem culpas e pro mundo todo ver e ouvir. Claro que se ela não vendesse tantos discos teria um séquito infinitamente menor de clones. Mas, segundo o próprio Livro dos Recordes, ela é a artista feminina de maior sucesso de todos os tempos, c/ 275 milhões de discos vendidos, perdendo apenas p/ Beatles, Elvis e Michael Jackson no ranking geral de vendas.
Dizem que as partes mais erógenas do corpo são O EGO & O BOLSO. Depois de ter dado tão certo (c/ o perdão do trocadilho), Madonna criou um nicho de mercado: o das cantoras bonitas, gostosas e rampeiras: Britney Spears, Cristina Aguilera, Jennifer Lopez, Beyoncé – todas cantando como divas e rebolando como strippers. Nada contra a safadeza (muito pelo contrário), mas não deixa de ser bizarro que artistas que agem como prostitutas ou maníacas sejam um modelo pras menininhas que ainda estão formando suas personalidades.
Acontece que nenhuma das performers supracitadas nasceu em berço de ouro.
Paris Hilton, por sua vez, não só nasceu num berço de 18 quilates, como é herdeira do berçário – sua família é dona da rede internacional de hotéis Hilton. Símbolo máximo do culto aos famosos nos EUA, ela não precisaria fazer nada além de compras pro resto da vida, mas nossa querida Paris (uma habitué deste blog) também gosta de fazer barulho: além de tirar onda de modelo, lançou um disco ano passado c/ direito a “Happy Birthday” de lingerie pro Hugh Heffner como estratégia de lançamento. Ela tb ataca de atriz e, apesar de já ter feito alguns filmes de Hollywood, o único papel digno de Oscar até agora foi sua atuação num vídeo pornô caseiro que “vazou” na internet, na linha do clássico de lua-de-mel da Pamela Anderson c/ o Tommy Lee.
Paris é parecida c/ a Lolitta Pille, ninfeta francesa que escreveu o best-seller Hell, relato autobiográfico sobre uma patricinha fútil, perdulária e drogada. Sim, usar drogas e causar problemas tem se tornado um dos itens essenciais no currículo das celebridades femininas da música pop. A inglesa Lily Allen viu as vendas de seu disco de estréia aumentarem depois de dizer que ganhava dinheiro traficando drogas antes da fama. A loira Britney já entrou e saiu de várias clínicas de desintoxicação, e bateu seu próprio recorde de esquisitices ao aparecer de cabeça raspada e quebrar o vidro do carro de um paparazzo num acesso de fúria. Aguilera adotou um visual dreadlock-topa-todas na época do disco “Dirty”, e ambas (ela e Brit) beijaram na boca sua matriz (Madonna) numa misancéne durante uma premiação da Mtv (foto ao lado). Paris Hilton não é tão bagaceira quanto suas concorrentes, mas ela é uma putinha de grife, afinal. Ano passado, fez mais sucesso na sua condição de “natural born celebrity” do que por seus dotes artísticos: estrelou ao lado da filha do Lionel Ritchie a série de TV “Simple Life”, onde tinham que se virar numa casa classe média sem luxos nem cartões de crédito. O programa deu tão certo que este ano estréia uma versão dele aqui no Brasil, c/ Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro (as nossas celebridades são melhores que as deles).Mas nem tudo correu bem p/ nossa patricinha favorita em 2006. No mês de setembro, foi enquadrada dirigindo bêbada, teve sua carteira de motorista suspensa e acabou condenada a três anos de liberdade condicional – por ser ré primária. Bad girl por vocação, Paris foi pega este ano dirigindo sem autorização, não só uma vez, mas DUAS. Aí não teve jeito e ela teve que “tocar pianinho no xis”: inicialmente condenada a 23 dias de prisão, cumpriu apenas um fim de semana na cadeia, o que gerou acusações de favorecimento por parte da lei. Perante à má repercussão c/ a opinião pública, um juiz de Los Angeles ordenou o retorno da celebridade de 26 anos à prisão p/ terminar de cumprir sua pena por violação de condicional.Chorando e gritando “Mãe, mãe, não está certo”, Paris ouviu o veredito no tribunal e voltou a ser trancada no dia 08 deste mês. Ela passou a primeira noite em claro, aos prantos, em sua cela c/ porta de vidro, isolada das demais. No dia seguinte foi levada a um terapeuta e desde então parece ter se acostumado à idéia de que ela tb está sujeita à lei, e não se teve mais notícias de sua temporada no “hotel 100 estrelas”.
Mas se você, leitor(a), tá c/ peninha da patricinha, pode ajudá-la a cumprir seus trabalhos forçados no jogo “
The Prison Life: Paris”, onde nossa herdeira favorita precisa carimbar placas numa esteira, vigiada pela carcereira lésbica. A idéia é engraçada e o joguinho é divertido – é preciso acertar o maior número de placas sempre tomando cuidado pra não prensar o cãozinho de estimação Clinckerbell, o que leva à desclassificação automática. As inscrições das placas já valem a piada: “CRY-BABY”, “NOT-RITE”, “RICHGRL”, “SXTAPE”, “SMPLIFE”, “DY-NASTY”, “ABUVLAW”, “TRAUMA”, “FOODSUX”, “WANNABE”, “WLDTHNG”, “ILUVME”, “DRV2FST” e “ESCAPE”, entre outras pérolas que descrevem c/ perfeição o histórico da menina.
Clique no link acima e jogue. Acredite, esta será sua única chance de brincar c/ a Paris Hilton.

Capa do disco da Paris na versão pirata do grafiteiro Banksy, c/ as músicas "Por que sou famosa?", "O que eu fiz?" e "Pra que eu sirvo?"

4 comentários:

Anônimo disse...

O banksy é genio total, precisa de um texto só sobre ele no seu blog. No mais tá tudo certo, fera.
(grafiteiro/PE)

mininu malukin disse...

faltou falar na Fergie e na Gwen Stefani, rerere... joguin legal!

Viva La Brasa disse...

Faltou falar na Kelly Key, na Tati Quebra-Barraco, nas dançarinas de axé e até na Xuxa, a nossa Madonna genérica - algum jornalista fodão disse nos anos 80 que ela era a única unanimidade do Brasil: pais e filhos se uniam na intenção de comê-la. Não lembro o nome do cara, mas ele tava certo - quem viu "Amor Estranho Amor" e assistiu ao Xou da Xuxa sabe... Nós brasileiros somos tão safados que não precisamos de modelos estrangeiros pra quebrar tabus sexuais. O Brasil é o país da putaria.

M.M. disse...

e na esqueça da Gretchene sua filha a Tammy... mmmmmmmmmmm