quarta-feira, julho 02, 2008

GRANDE HOTEL
NOSTALGIA TURVA E FUTURISMO ESTRIDENTE
Flashback da NZ: Fome de Tudo fazendo efeito
Junho custa a passar. Trabalho numa TV que transmite a maratona de shows que acontecem durante todo o mês, do dia de Santo Antônio (13) à noite de São Pedro (28). O que antes era uma festa que celebrava os costumes nordestinos, c/ pequenos “arraiás” de bairro embalados por trios “pé-de-serra” (sanfona, zabumba e triângulo), agora são megaeventos bancados pelo governos estaduais e diversas prefeituras (Caruaru, Campina Grande etc.), onde empresários de bandas ganham muito dinheiro. É uma tendência da Bahia ao Ceará, a comercialização do São João. Aqui na área, o principal show do tipo é o Forró-Caju [foto], c/ várias atrações nacionais: Alceu Valença, Calypso, Elba e Zé Ramalho. Alguns, como Dominguinhos, Targino Gondim e Cordel do Fogo Encantado, têm uma proposta menos comercial, mas quem faz a praça lotar são bandas como Aviões do Forró e seu “chupa que é de uva”, Cavaleiros do Forró e seu “senta que é de menta”, e outras desse naipe, como Calcinha Preta e Mulheres Perdidas, cujos nomes já denunciam a intenção.
O evento é “de grátis”
, mas quem vai de carro paga até R$ 8,00 p/ estacionar. Acontece no Mercado Central, um complexo de 3 mercados do centro antigo, onde é possível comprar de flores da estação a todo tipo de carnes: branca, vermelha, frutos do mar... De artesanato, literatur
a de cordel e ervas medicinais a bodes e galinhas vivos – p/ buchadas, canjas e despachos. Lá tb acontece, há 5 anos, a Rua da Cultura, um happening (gratuito) c/ exposições de arte, partidas de xadrez, adolescentes que acordam tarde, e shows de rock, reggae, rap, MPB, geralmente bandas novas, iniciantes mesmo, eventualmente alguma presença ilustre de passagem pela cidade: Wander Wildner ou MV Bill, por exemplo. Toda segunda-feira, chova ou faça lua cheia. Começou na Vila Cristina, zona sul, um ano depois mudou-se p/ o Beco dos Cocos, zona de meretrício. Logo em seguida, o produtor Lindemberg Monteiro descolou um palco maior, um sistema de som, e firmou a RDC entre a Praça das Flores e o ponto de ônibus. Só pára no Forró-Caju, p/ ceder lugar ao palco “alternativo” – na real, um espaço menor p/ as bandas de forró menos conhecidas.
Existe um outro evento aberto ao público e patrocinado pelo poder público que acontece anualmente em Aracaju: o Projeto Verão, que promove, além de shows, competições esportivas
durante o dia, tudo nas areias da Praia de Atalaia. Este ano os medalhões foram Capital Inicial, O Rappa, Seu Jorge, Marcelo D2, Dudu Nobre e Paulinho da Viola. Em outras praias, como Caueira e Pirambu, as atrações foram Pitty, Wanessa da Mata, Nando Reis, Cidade Negra. A única banda que não tocou na praia, ironia, foi a mais praieira de todas: Nação Zumbi. Os mangueboys, acostumados a fazer shows nos campeonatos de surf em Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, tocaram na Rua da Cultura.
Nação Zumbi de graça perto de casa? Noite estrelada, chinelo, bermuda, cerveja e namorada, é tudo nosso... Estava hospedado num hotel há 3 quadras do evento. O que eu tava fazendo lá? Naquela segunda começou uma reforma no meu barraco que ainda não terminou (estamos em 1º de julho). Reforma de pobre é que nem novela da Globo, leva meses e tem fortes emoções a cada capítulo. Na época, meu quarto ia ser todo quebrado e não havia condições de ficar em
casa. Até porque não havia “casa” ainda, só meu quarto, o banheiro, a cozinha e o resto da laje. Me hospedei no centro de Aracaju por causa do preço das diárias e da posição estratégica: próximo da Rodoviária Velha, c/ ônibus p/ qualquer parte, e perto da casa da minha namorada, no Bairro Industrial.
O Grande Hotel foi construído nos anos 70
, um projeto ambicioso de hotel tradicional nos padrões internacionais. Suntuosos 5 andares p/ a época, que até hoje destoam dos prédios da vizinhança, 97 funcionários, 60 quartos, sendo 2 suítes presidenciais, onde já se hospedaram Pelé e Roberto Carlos. Ao longo das décadas, o GH perdeu prestígio e hoje funciona tb como
apart-hotel. “Moro há 3 meses e já indiquei um grupo de pessoas que hoje dividem a cobertura”, disse um dos moradores, filho de ex-funcionária. A cozinha do restaurante original do hotel era 5 estrelas, hoje é um self-service terceirizado. “Já almoçava e jantava, só fiz acrescentar o café da manhã", conta esse morador.
A chegada das pousadas, e de novos hotéis na área da praia, diminuiu muito o fluxo daqui, tudo após o governo Collor”, conta Seu Canuto, o mais antigo funcionário do hotel. Atualmente o Grande Hotel - que nunca fechou, ao contrário dos seus concorrentes do centro da cidade – possui 8 funcionários. Nota-se o abandono nas paredes dos quartos, c/ infiltrações semelhantes a quadros do Jackson Pollock. As cortinas são de plástico grosso, manchadas e empoeiradas. “O proprietário não pode investir como deveria, seria inviável no momento tocar uma reforma tão grande sem um retorno imediato”, desculpa-se a direção. Os quartos, fiéis até demais ao projeto
original, são espaçosos: os de solteiro têm 3 camas – é possível juntá-las e fazer um ménage à trois, se for o caso. Mas a gerência não fraciona a diária, o que exclui o GH das opções de motel disfarçado, mesmo rodeado por casas de strip-tease: Pippo´s Bar, duas quadras acima; Pitbull Drinks, na esquina ao lado; e na Rua da Frente, o “nyght club”(sic) La Belle D´Jou, assim mesmo, nesse francês paraguaio, ao lado do Beco dos Cocos, aquela zona no Mercado, lembra? “Mantemos o nível de 1ª linha, sem c/ isso podar ou impedir as atitudes de nossos hóspedes”, diz Seu Canuto.
Dois fatores contribuíram p/ o fim do
glamour do Grande Hotel. Primeiro veio a fama de “maldito”: em 1980, um hóspede foi encontrado morto pela camareira, caído no chão, coberto por lençóis; fora enforcado pela mulher, que deixou o hotel de manhã cedo sem levantar suspeitas. No mesmo ano, um funcionário da Petrobras tentou matar outro hóspede c/ uma faca; ele subiu pelo elevador e cegou um olho da vítima após bater na porta do quarto. Foi dominado por funcionários que chegaram à cena por causas dos gritos, e preso antes de cegar o outro olho ou fazer algo pior. Dizem que foi “crime de corno”. O outro motivo da decadência do hotel foi a transformação social pela qual passou o centro da cidade. “O que antes era privilégio tornou-se um incômodo para quem vinha tratar de algum assunto em Aracaju”, diz Jaime Santana Neto, do site Balaio de Notícias. A região em que fica o hotel é de forte comércio durante o dia, e à noite tb: lá batem ponto prostitutas, travestis e traficantes. Hoje em dia, essa área é conhecida como Cracolândia.

A HORA DA ZONA MORTA
A praça Fausto Cardoso, a avenida Rio Branco, e as ruas Apulcro Mota, Florentino Menezes e Santa Rosa têm histórico de prostituição, mas de uns anos p/ cá o “Zidane” transformou o lugar numa espécie de “Zona Morta”. Zidane, no caso, não é o craque francês aposentado recentemente, campeão da Copa de 1998; é o apelido que o crack ganhou por aqui, por causa do seu efeito: um pega na pedra é como uma cabeçada no peito. Depois da meia-noite, vários mortos-vivos circulam por lá. A maconha sumiu da praça, os índices de violência aumentaram, e os puteiros viraram escritórios do tráfico.

Foi nesse clima “família” que eu atravessei 4 quadras c/ minha mina p/ ver o show da Nação
Zumbi no Projeto Verão 2008. A noite foi aberta c/ uma banda caloura, Severina, que apesar do nome, só toca covers de sucessos pop-rock das rádios. Em seguida, Plástico Lunar, c/ seus rockões chapados estilo anos 60/70, considerada por Adelvan “Escarro Napalm” Kenobi “a melhor banda de Sergipe”. Eu ainda prefiro Lacertae, mas tb gosto da Plástico [foto]. O batera é meu amigo Odara, legendário maluco & professor de história, na cena desde o final dos anos 80 c/ a Crove Horrorshow, cujo nome significava “Sangue Bom” no vocabulário nadsat, do livro A Laranja Mecânica. Seu grupo atual é formado por uns moleques vintage que cresceram curtindo vinis do Pink Floyd fase Syd Barrett e do Arnaldo Baptista depois dos Mutantes. Ótimo show, tipo um Júpiter Maçã c/ mais peso e guitarras. 1968 não acabou mesmo!
Quando a Nação começou o show, o Mercado já estava lotado. Mesmo sem tocar nas rádios, os caras conseguem mobilizar milhares de pessoas onde quer que passem. Em Aracaju eles são quase “entidades”. Foi aqui que começou a epidemia dos homens-caranguejo, conforme relata um cartão-postal do DJ Dolores (sergipano residente em Recife) reproduzido no encarte do Da Lama ao Caos, de 1993. É como se os X-Men fizessem um concerto de rock p/ uma molecada mutante. Nesse caso, um show da turnê do Fome de Tudo, 7º disco da Nação Zumbi, produzido por eles em parceria c/ Mário Caldato Jr., brasileiro radicado na Califórnia e produtor dos melhores discos dos Beastie Boys: Check Your Head e Ill Comunication, entre outros. Fome de Tudo tb é foderoso, melhor que o Futura (2005), o álbum antecessor, do qual eles só tocaram “Hoje, Amanhã e Depois”, única música que o cinegrafista enviado pela Aperipê TV, Carlos Bonfim, registrou por inteira, e que eu estou “clipando” p/ veicular no Periferia - eventualmente. O que pega é que o Futura foi lançado pela gravadora Trama, e hoje a Nação está na Deckdisc.
O show foi todo baseado no disco novo. Tocaram “Bossa Nostra”, “Infeste”, “Inferno”, “Onde Tenho que Ir”, “Fome de Tudo”, “No Olimpo”, “Carnaval” (que este ano foi mais cedo)... Acho que tb rolou “Nascedouro”, “Originais do Sonho” e “Toda Surdez Será Castigada”, mas não tenho certeza, estava chapado na hora e escrevo este texto 4 meses depois. As antigas sempre vinham acompanhadas de alguma piada do vocalista Jorge du Peixe:
- Agora vâmo tocar uma nova, não sei se vocês já conhecem... pode ter vazado, esse negócio de internet é uma fuleragem... E mandava “Manguetown”, um dos maiores sucessos do disco Afrociberdelia (1996), o último c/ Chico. Ou:
- Tá todo mundo de bico doce aí?
, antes de começar “Macô”, numa referência ao bar em frente ao qual o palco estava montado, algo inédito.
Geralmente o palco da Rua da Cultura e do Forró-Caju é armado de costas p/ o rio - o Mercado fica em frente ao Rio Sergipe - , mas naquela noite estava disposto lateralmente, dava p/ ver as águas que separam o continente da Barra, minha casa, ali do outro lado, à esquerda; do lado direito, a Praça das Flores; de frente, o bar Bico Doce e o Beco dos Cocos.
Os caras devem gostar de tocar aqui, porque parecem se divertir quando estão na área. A recíproca é verdadeira. Há quem diga que foi o melhor show que já fizeram por estas plagas. Adelvan K. e minha amiga Ellen Rocha, por exemplo. Eu acho difícil escolher. Toda vez que tocou em Aracaju, a Nação Zumbi quebrou tudo: em 1999, no último evento promovido pela Marginal; em 2003, trazidos pelos amigos do Lacertae; e em 2005 e 2006, nas primeiras edições do Projeto Verão. Além disso, é minha banda favorita, e eu já os vi tocando em outros lugares: Abril Pro Rock em Recife, Concha Acústica em Salvador, e Circo Voador no Rio. Não há o que falar. Um guitarrista maquinado, que vai do suingue caribenho ao peso do metal, cozinha jazz/funk do Pupilo e do Dengue, e uma percussão de maracatu que não tem igual no mundo, fazem os caras terem uma sonoridade sem precedentes. Nação Zumbi não parece c/ nada, a não ser consigo própria.
Sempre achei que o Jorge foi quem segurou a maior barra pela perda do Chico. Nem entro na questão emocional, quem sou eu p/ julgar? Mas, além de ser um dos amigos mais próximos do França, ele meio que “caiu de pára-quedas” nessa história de estar à frente de uma banda, ainda mais uma c/ esse peso. Foi uma escolha natural. Sempre um cara discreto, o “Autônomo” já escrevia algumas músicas no início da banda. “Maracatu de Tiro Certeiro” é dele. Na fase de readaptação, entre 1997 e início dos anos 2000, o microfone da Nação era dividido c/ Gilmar Bola Oito e Toca Ogam, mas Du Peixe, tocador de alfaia, acabou mostrando vocação p/ esse trampo de poeta & band-leader. Suas letras existenciais, ora realistas ora oníricas, são tb cheias de malandragem: “cada cor tem o seu cheiro/ cada hora lança sua dor/ e dessa insustentável leveza de ser/ eu gosto mesmo é de virar real” ("Bossa Nostra"). Mostrou seu potencial de virar $ ao emplacar um hit numa época em que é proibido fumar, “Blunt of Judah”, do disco Nação Zumbi (2003), produção independente da banda e talvez o melhor da fase pós-CS. Atualmente vem se destacando tb como artista plástico, em parceria c/ sua esposa Valentina: são deles as capas do Fome de Tudo (2007), e do recém-lançado Combat Samba (2008), do Mundo Livre S/A, grupo parceiro e sócio-fundador do Movimento Manguebit.
Mestre Maureliano, luthier dos tambores da Nação Zumbi, dizia que as alfaias estavam p/ Chico Science “como os metais p/ James Brown: marcando o ritmo e conduzindo a música. São o diferencial. Além da percussão da banda, Jorge du Peixe, Lúcio Maia e Pupilo usam um verdadeiro arsenal eletrônico:
samplers, baterias, sintetizadores e várias combinações de pedais. Por misturar acústica, elétrica e eletrônica, já foram chamados de “retrofuturistas” pela mídia. Perguntei ao Jorge o que ele achava dessa definição: “Pois é, definir é um problema. Dá até pra lembrar uma frase de Hakim Bey: nostalgia turva e futurismo estridente. É mais um cartucho do que sempre fomos, porém calçado no agora. ‘Agorismo’ (risos)... Retrofuturismo não existe”.
Terminaram o show c/ uma versão dub de “Praieira”, num gesto de camaradagem c/ a banda que viria a seguir, Guerreiros Revolucionários, dos rastas do Bugio, Nilton Graúna e Plebeu Jaó.

- Quem não gosta de reggae bom sujeito não é!, mandou Jorge na saideira.

CADA MACACO NO SEU GALHO
Passei mais uma semana no Grande Hotel: café da manhã, ducha quente, ar condicionado e cerveja gelada num autêntico Frigobar Gelomatic dos anos 70 – o que mais eu poderia querer? Hoje em dia o lugar é freqüentado por vendedores e representantes que não passam mais de 2 dias hospedados, viajando na seqüência. Essa alta rotatividade é lucrativa p/ o hotel, que recebe uma média de 200 hóspedes por semana. Mesmo assim, mantém-se distante da prostituição ao seu redor e ainda conserva certa classe em meio ao caos.
Fevereiro foi o mês em que Lula visitou Sergipe, p/ um dos lançamentos do Programa de Aceleração do Crescimento, e falou aquelas besteiras que ficaram famosas: “Seria tão bom se o Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele, e deixasse o Legislativo cuidar das coisas do Legislativo e o Executivo cuidar do Executivo”, referindo-se aos 3 Poderes. Dizem que estava bêbado. Depois, ele defendeu Renan Calheiros em Alagoas e Severino Cavalcante em Pernambuco, em outros eventos do PAC. Teria bebido além da conta nessas ocasiões tb? E, se for o caso, a culpa pelas idéias tronchas é do álcool? Só sei que nos meses que se seguiram, a mentora do PAC, Dilma Roussef, Ministra da Casa Civil, tida como candidata do Presidente à sucessão, ganhou as manchetes dos jornais mais pelos escândalos em que se envolveu do que pelas realizações políticas.
Paguei minha conta no hotel dia 25 de fevereiro. Exatamente 1 mês depois, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária deram uma batida de surpresa nos bares, boates e pousadas da Cracolândia:
12 estabelecimentos foram fechados “por estarem irregulares e sem condições sanitárias de funcionamento”, segundo o relatório. Entre eles, o Pitbull e o Belle D’Jou, 2 dos puteiros mais freqüentados da cidade. Nesse último, foi apreendido um 38 c/ 5 balas. Algumas pessoas “rodaram”, entre elas um cara que eu sempre pensei que fosse paralítico, mas que só usava a cadeira de rodas p/ guardar o bagulho – e a grana. “A ação fiscalizadora está diretamente ligada ao combate ao tráfico de drogas, principalmente do crack, e à exploração da prostituição que vem associada”, informou a assessoria da polícia, que realizou outra operação no dia 05 de maio.
No dia 28 de maio, a Nação Zumbi ganhou o Prêmio Tim de Música na categoria “disco de pop/rock”, em São Paulo. Em 28 de junho, policiais do Cope, apoiados pelo COE, PM e Dipol, realizaram a "Operação Zidane” em Aracaju. 74 agentes, no total. De acordo c/ o titular da Delegacia de Combate a Tóxicos e Entorpecentes (Decte), delegado Robério Santiago, a operação foi montada a partir do elevado número de denúncias. Numa pousada, foram apreendidos 50 pacos de crack e até Dienpax, remédio usado no golpe “Boa Noite Cinderela”. Em outras duas acharam mais crack, maconha, dólares, notas falsas de R$ 50, e garotas menores de idade se prostituindo e viciadas na pedra. Foram presos 3 donos e gerentes de pousada, mais 2 pessoas acusadas de tráfico. As penas variam de 4 a 20 anos de prisão.

A repressão ao crime na Cracolândia diminuiu a violência na noite do centro da cidade, mas não acabou c/ o tráfico nem a prostituição. O crack continua empesteando o ambiente, a Rua da Frente é dos travestis, e as putas migraram p/ a orla da Atalaia. "O nosso propósito não é acabar c/ a prostituição, porque a prática não é crime, já que todos têm o direito de ir e vir, e os maiores de 18 anos podem dispor do seu corpo da mesma forma que podem dispor da vida. O Estado pune, de acordo c/ a legislação, a existência dos oportunistas de plantão, que se aproveitam das pessoas que vendem seus corpos”, explica o delegado da 2ª Delegacia Metropolitana, Luciano Cardoso, referindo-se a gigolôs e cafetinas.
A Operação Zidane bem que poderia ter se chamado “Operação São Pedro”, vide data. Enquanto pousadas eram fechadas durante a blitz, o santo fazia milagre e o Pitbull Drinks reabria suas portas, sob nova alcunha: Lagoa Azul Show. O logotipo é o mesmo, uma pin up estilo cartoon, vista de costas, olhando p/ trás.

Por falar em logotipos, quando saí do Grande Hotel, notei uns rabiscos de caneta abaixo do logo, no aviso de normas na porta do meu quarto, que diziam: “De grande, só o nome”.

NAÇÃO ZUMBI, 18/02/08, ARACAJU-SE:

imagens: Carlos Bonfim (Aperipê TV) / reportagem: Homem-Brasa

7 comentários:

Boogie Boy disse...

Muito bom o seu blog man, dei altas risadas com o Grande Hotel hahahah..

vou add no meu blog.

abração.

Viva La Brasa disse...

Valeu. Seu blog tb é responsa, punk na veia: Stooges, Boss Hog, Scott H. Biram... Tô dando umas aulas aí na sua cidade, e tenho ouvido direto Johnny Cash na estrada, combina c/ a fama faroeste de Cebola City... Segue na pedreiragem, cabrón, vou adicionar o "Canço" aqui tb.

alysson disse...

loucas aventuras no grande hotel foi? :D

esse prédio faz parte da história da cidade, pena que nunhuma iniciativa tenha sido tomada para revitalizá-lo e nem a redondeza, poderiam ter feito algo no tempo da polêmica "revitalização do calçadao" ou da revitalização do mercado, deve ser por que as prostitutas, travestis e traficantes não garantem eleição de ninguém

alysson.ma@yahoo.com.br

SKT REC disse...

Nação é a minha banda preferida tb. !! As fotos ARREBENTARAM,a última parece os 4 Cantos ( Olinda )... SHOW !!

Adelvan disse...

Demorou, mas botou pra fuder, deu uma geral no que anda rolando no VERDADEIRO underground de Aracaju, heheheh

Rustic Rural disse...

Meu grande amigo Sá;... Só pra lembrar neste mesmo dia tu foi de carona até, hotel... eu(Costaeira) e o Tacer deixamos vc, na porta desse "Grande Hotel" - boa...boa...

adolfo sá disse...

E aí Costa! Lembro sim, é lógico. O Tacer já tá escalado p/ gravar uma edição do Periferia aqui na TV. Valeu a carona! heheh

Viva La Brasa