domingo, maio 10, 2009

RETRONOTÍCIAS
“Ôôô, cadê o isqueiro... Demorô formá o bonde dus maconheiro!”

Num feriado de Dia do Trabalho marcado por recessão mundial e gripe suína, a Marcha da Maconha comemorou sua 11ª edição a pleno vapor na França, Espanha, Itália, Inglaterra, EUA, Japão, México e Argentina. No Brasil, proibida por determinação judicial em 4 capitais – São Paulo, Salvador, João Pessoa e Fortaleza –, a Marcha aconteceu de modo discreto em Brasília, BH, Juiz de Fora e Porto Alegre, no Rio de Janeiro contou c/ a presença do ministro Carlos Minc e mais 1000 pessoas, e em Pernambuco ninguém segurou a coisa: 2000 cabeças se emberlotaram no bairro do Recife Velho, cantando músicas e entoando palavras de ordem: “Legalize já!”, “Não compre, plante!”, “Passa a bola!”...

VOU APERTAR
Criada em 1999 p/ “fazer evidente a quantidade de consumidores, a fim de terminar a discriminação e a perseguição ao usuário, e reinvidicar a descriminalização p/ cultivo, consumo pessoal e uso medicinal” – segundo o site argentino Global Marihuana March –, e realizada tradicionalmente no início de maio, a Marcha da Maconha foi reprimida c/ uso de força policial ano passado no Brasil, enfraquecendo o movimento.
Em São Paulo, ativistas se reuniram no Parque do Ibirapuera p/ protestar contra a censura. Foram monitorados o tempo todo por policiais militares e guardas civis, dispostos a conter “qualquer manifestação de apologia à droga[palavras da assessoria da PM paulistana]. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nos anos 60 fumou mas não tragou, acha a estratégia ineficaz: “As políticas atuais, chamadas genericamente de ‘guerra às drogas’, estão fracassando, enquanto o consumo aumenta aceleradamente.” Como diz o ditado, tem 3 ‘ex’ que ninguém nunca viu: ex-viado, ex-ladrão, e ex-maconheiro.
A subprefeita da Lapa, Soninha Francine, ex-VJ da Mtv, ex-comentarista de futebol e ex-vereadora, colou na roda p/ dar seu apoio moral. “É uma mudança legislativa que eu apoio convictamente”, disse ela, que já sofreu na pele o preconceito – em 2001 foi demitida da TV Cultura ao sair na capa da revista Época c/ a manchete ‘Eu fumo maconha’: “Tivemos um plebiscito em relação ao comércio de armas. O aborto já se discute em marcha pública. A pena de morte, que é cláusula pétrea da Constituição, é discutida abertamente, assim como a união civil de homossexuais. O que queremos é a revisão do código penal, e dizem que isso é uma ameaça à ordem pública”, ironiza Soninha.

Em Recife, cidade brasileira onde o evento mais bombou este ano, o clima da passeata foi ‘sossegado’. A polícia acompanhou a massa à distância, c/ 4 viaturas e apenas 1 incidente registrado – um baseado confiscado de um adolescente que insistia em exibi-lo aos ‘hômi’. Bom, esse estava pedindo, né... A própria organização orientava os manifestantes a não consumirem nada ilícito durante o percurso. Dias antes, o Ministério Público tentou embargar a realização c/ uma liminar, derrubada pelo juiz Alípio Carvalho Filho, da 2ª Vara Criminal de Pernambuco, que entendeu que a proibição fere o princípio de liberdade de expressão.

FATOR FHC


Recentemente, FHC causou alvoroço ao pronunciar-se a favor da descriminalização da erva. Em entrevista ao jornal gaúcho Zero Hora, ele propôs: “Em lugar de nos contentarmos c/ uma guerra perdida travada ao mesmo tempo contra o usuário – que vai p/ a cadeia – e contra o produtor, lutar pela redução do consumo e focalizar as ações policiais na repressão ao contrabando e ao crime organizado, que se articula crescentemente pela corrupção c/ setores da polícia e da política.

Questionado sobre sua fraca atuação a respeito do assunto nos 8 anos em que esteve na presidência, e o possível aumento de poder do tráfico caso ocorra a descriminalização, Fernando Henrique cita a criação da Secretaria Nacional Antidrogas nos anos 90 e sua atual liderança na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, ao lado dos ex-presidentes Gaviria, da Colômbia, e Zedillo, do México, países que já praticam a despenalização – o que ele também poderia ter implantado no Brasil caso não fosse tão alinhado c/ os interesses dos EUA durante seus 2 mandatos: “Naquela época, havia forte pressão americana p/ que houvesse um comando único na ‘guerra às drogas’, que recusamos e enveredamos pelo caminho da Senad, que acentuava os aspectos educacionais e preventivos. Não me recordo se a legislação que permite o uso em pequenas doses foi enviada ao Congresso no meu governo, mas a posição de olhar p/ o usuário como vítima, e não criminoso, já era minha.

Descriminalização quer dizer que o usuário não vai pra cadeia, não pratica crime ao fumar maconha”, explica FH. “Não estamos propondo a legalização, isto é, não achamos que a sociedade deva dar uma sanção positiva ao uso da maconha. Estamos dizendo que a maconha faz mal, mas os usuários em vez de ir pra cadeia devem ser tratados pelos sistemas de saúde. Dizemos que os governos e a sociedade devem se empenhar em campanhas p/ reduzir o número de usuários.

H1N1
Falando em saúde, o Governo brasileiro confirmou nesta sexta os primeiros 4 casos de gripe suína no país. Aliás, gripe ‘suína’ não mais, agora é ‘gripe A’ ou H1N1, sigla do vírus mutante da Influenza. O porco pagou o pato por ser o principal hospedeiro e disseminador original. “O vírus chegou ao Brasil!”, divulgou o ministro José Gomes Temporão, como quem anuncia a vinda do Kiss ou do Motorhead p/ uma temporada de shows. Show de horror, no caso. O vírus já derrubou 46 pessoas ao redor do mundo nas últimas 2 semanas – 42 delas só no México.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, já são mais de 4300 casos confirmados em 25 países. Até ontem [sábado] eram 2415, ou seja, bastou 1 dia p/ o número de infectados praticamente dobrar. A escala da OMS que mede o nível de alerta p/ uma pandemia [contaminação mundial] está na fase 5 de 6. México, EUA e Canadá têm os maiores números de infecção, mas já foram confirmados casos em países tão distantes e diferentes como Guatemala, Polônia, Israel, Nova Zelândia, El Salvador, Coréia do Sul, Holanda, China, Costa Rica e Suíça, entre outros. As novidades neste ranking são Austrália, Argentina e Brasil.


A boa notícia é que o vírus não é transmitido pelo consumo de carne de porco – o calor do cozimento o elimina. Portanto, não precisa cancelar a feijoada. Mas a gripe é transmitida através de qualquer contato mínimo c/ uma pessoa infectada, seja a respiração, seja um aperto de mão.
O contágio no México, lugar de origem da mutação, se deu de forma tão rápida que o país inteiro praticamente parou. Escolas foram fechadas, e quem precisou sair à rua só o fez c/ proteção. Parecia cena de filme de ficção científica, daqueles que apresentam futuros tenebrosos pós-apocalípticos: pessoas c/ máscaras cirúrgicas circulando por aeroportos, medo no ar. “Se a gripe se alastrar pela África, trará ainda mais pressão sobre o continente”, preocupa-se Luís Gomes Sambo, diretor da região africana da Organização Mundial do Comércio, em discurso na conferência dos ministros de saúde dos países africanos em Adis Abeba, capital da Etiópia. No caso, a saúde c/ a qual Sambo está preocupado é a do bolso.

A OMC calcula que o México teve um prejuízo diário de US$ 55 milhões ao dia desde a eclosão da epidemia. Top 10 do turismo mundial, é o país latino-americano mais afetado pela crise econômica global, amargando o encolhimento de 3,7% do PIB este ano – c/ estimativas de queda de quase 5% até o fim de 2009.

PONTO DE EQUILÍBRIO
Arrependei-vos, adoradores do bezerro de ouro!

Desde que foi deflagrada c/ a quebra do Lehman Brothers, tradicional banco americano e um dos pilares de Wall Street,
a crise financeira internacional já exterminou gigantes da indústria como a Chrysler e provocou a maior onda de demissões ao redor do mundo desde o crack da bolsa de Nova York em 1929. Por causa da recessão, as montadoras precisam diminuir a estrutura de custos, diminuir o que chamamos de ‘economia ponto de equilíbrio’, p/ conseguirem ser rentáveis c/ um volume menor”, disse Jaime Ardila, presidente da General Motors no Brasil e Mercosul, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Apesar da crise fulminante, o setor automobilístico nacional apresentou seu melhor desempenho de vendas nos últimos anos durante o 1º trimestre deste ano, graças à redução na alíquota do IPI, imposto sobre produtos industrializados: “A GM brasileira não tem problemas p/ continuar c/ as operações normais. Tem suficiente liquidez, suficiente fluxo de caixa p/ financiar os investimentos”, afirmou Ardila.


A boa colheita das montadoras não reflete, no entanto, o quadro geral do momento econômico.
Entre novembro de 2008 e janeiro deste ano, o mercado brasileiro perdeu quase 800.000 postos de trabalho [797.515, p/ ser mais exato], sendo 79% desse contingente formado por assalariados c/ ganhos entre R$ 415 e R$ 1.254. “São as grandes empresas que demitem mais, como é o caso da Embraer”, analisa Janine Berg, especialista de emprego da Organização Internacional do Trabalho no Brasil: “Isso tem um efeito ‘bola de neve’; agora são as grandes, depois os provedores delas começarão a demitir. Pode ser só o começo da crise no mercado de trabalho.

QUEBRADEIRA
70% dos demitidos no Brasil têm apenas o ensino fundamental. Segundo José Dari Krein, professor de economia da Unicamp, já era esperado que a classe de renda mais baixa fosse a mais afetada pela diminuição de vagas no mercado de trabalho:Há uma elevada rotatividade de mão-de-obra devido à baixa qualificação. Todos os anos, 40% dos trabalhadores são despedidos e recontratados.” Independente desse indicativo, o gasto do governo brasileiro c/ seguro-desemprego nos meses de janeiro e fevereiro deste ano subiu 25% em relação ao 1º bimestre de 2008. Foram R$ 2,6 bilhões pagos a funcionários c/ carteira assinada demitidos sem justa causa. “Embora o impacto no caixa do Tesouro Nacional tenha se tornado mais palpável agora, o aumento do número de desempregados em busca do seguro começou no último trimestre do ano passado, quando a economia brasileira deixou bruscamente uma trajetória de crescimento e sofreu a maior retração medida na série histórica do IBGE, iniciada em 1996”, informam os repórteres Gustavo Patu e Juliana Sofia, em reportagem especial da Folha de S.Paulo.

Por essas e outras, é de se estranhar o clima de paz e cordialidade em que ocorreram as comemorações do Dia do Trabalho no Brasil. Em São Paulo, onde a Força Sindical reúne anualmente 1 milhão de pessoas na praça Campo de Bagatelle, o teor político e contestatório ficou de fora da festa. A candidata do PT à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, enviou um discurso por escrito que foi lido por um dos representantes da Força: “A leitura foi recebida sem empolgação pela platéia, que sequer aplaudiu as palavras de Dilma”, relatou a jornalista Valéria Gonçalvez, da Agência Estado. Não houve protestos, ninguém quebrou nada. Quem foi lá queria mesmo era ver o show do Benito de Paula.

Na Europa, onde o nível de escolaridade é bem maior, o 1º de maio foi marcado pelo confronto entre manifestantes e forças policiais. Em Istambul, na Turquia, e Atenas, na Grécia, os protestos foram contidos c/ o uso de canhões de água e bombas de gás lacrimogênio. Em Berlim, capital da Alemanha, 29 policiais foram feridos e 12 pessoas acabaram presas. Na França, os centros de cidades como Marselha, Bordeaux e Grenoble foram tomados por milhares de trabalhadores. Em todos esses países houve corpo a corpo, voaram garrafas e pedras, vitrines de lojas foram depredadas, carros e latas de lixo, incendiados. O Japão, que passa pela mais forte recessão em 20 anos, também foi palco de conflitos, ainda que em menor grau. Até países onde a democracia não é praxe, como Venezuela, Camboja e Filipinas, organizaram protestos nervosos. Menos o Brasil.

VELOZES E FURIOSOS
Mas quem sou eu p/ criticar? O sujo falando dos mal-lavados... Passei o 1º de maio de ressaca em casa, depois de uma noitada de surf music a 200 decibéis. Os Retrofoguetes passaram pela cidade e fizeram estragos. O show rolou no Capitão Cook, um bar perto da praia c/ uma ambiência que lembra ao mesmo tempo um pub inglês, pelo clima intimista e pouca iluminação, e um saloon de faroeste, c/ vários modelos de nós em cordas penduradas nas paredes de madeira. O lugar pertence a um argentino ‘buena sangre’ e funciona há mais de 15 anos sem interrupções. Antigamente os shows rolavam na parte de fora, mas ultimamente têm acontecido lá dentro, onde não há palco – na real, as bandas tocam num nível ABAIXO do balcão do bar.
The Baggios, um duo local [guitarra e bateria] que faz um blues rock e acaba de lançar o 1º disco, Hard Times, fez as honras da casa. Tocaram p/ pouca gente. Geral começou a chegar mesmo lá pela meia-noite, mais ou menos a hora que Morotó, CH e Rex pegaram no batente: o inchado Morotó Slim dichavando riffs e solos 'dickdaleanos' em sua Gibson, o cabeludo CH c/ seu chapéu de caubói & linha de baixo heavy metal, e o puro-osso Rex Croctus espancando a batera – kit básico c/ bumbo, 2 caixas, cimbal e pratos.
2/3 dos Retro são ex-integrantes da clássica banda de psychobilly baiano The Dead Billies. O grupo se desfez no ano 2000, c/ 1 disco independente lançado [Don’t Mess With..., 1997] e várias apresentações memoráveis na história. O insano vocalista Glauber “Moskabilly” partiu p/ uma carreira solo estilo Zack de La Rocha – daquele tipo que ninguém sabe, ninguém viu. O baixista Joe Tromondo toca c/ a Pitty e mora em SP. Os que sobraram, Morotó e Rex, montaram o mais fudido power trio do rock nacional junto c/ o moleque CH, que tocava na Nancyta & os Grazzers.
Retrofoguetes é pura técnica e fúria a serviço da diversão. Conheço esses figuras há ‘miliano’, são uns comédias. Tocaram umas 2 horas sem parar, acho que todo o repertório do disco Ativar Retrofoguetes! [2004], mais algumas novas e uns covers, tipo o tema de Havaí 5-0. O som é surf music naipe Man or Astro-Man?, Dick Dale na veia, mariachis from hell: “A banda busca uma leitura muito pessoal da surf music tradicional, trazendo p/ esse gênero influências inusitadas como psychobilly, Flash Gordon, Galaxy Rangers, música tradicional mexicana, HQ, boleros, Robô Gigante, rockabilly, Isaac Asimov e Perry Rhodan”, diz o verbete deles na Wiki.

Tinha gente saindo pelo ladrão, e quando o set list acabou a juventude roqueira não queria liberar os baianos. Os Retro tiveram que improvisar e daí começaram a aloprar também: tocaram tangos, Michael Jackson [“Billie Jean”], Iron Maiden [“Run to the Hills”], etc... Rock dus baiano doido. Melhor show do ano empatado c/ Manu Chao em janeiro, cada um na sua. Os caras já ‘tavam até contando piada entre uma música e outra p/ ver se neguim os deixava irem embora – é sério, eles estavam cercados pela horda. O Rex mandou várias hilárias, mas a melhor foi do Morotó: “O que é um pontinho branco na cabeça do pau do Marcelo Camelo?*

POTHEADS
E essa maconha, hein?
Quem nunca foi intimado na balada c/ essa frase típica dos cabeções insaciáveis? Drogados, alienados, financiadores do tráfico. Não faltam adjetivos pejorativos aos usuários da erva, começando pelo próprio termo 'maconheiro'. Muitos fazem valer o estigma. Mas não se pode dizer que se trata de uma classe desunida. Ao contrário do 1º de maio em clima de cordialidade, o dia 03 não passou em brancas nuvens p/ os ativistas pró-legalização. Mesmo contra tudo e contra todos, ainda há aqueles malucos dispostos a lutar por uma causa – mesmo que a causa seja fumar unzinho – e dar a cara a tapa – depois de dar uns ‘tapas’ p/ não ficar ‘de cara’.

Nos EUA, nação que mais inve$te na ‘guerra às drogas’, 42% da população admite já ter dado uns peguinhas num back pelo menos uma vez na vida. Ao contrário do que gostariam as autoridades, as pessoas cada vez mais saem do armário quando o assunto é Cannabis sativa.
Os maconheiros daquele país passaram a se tornar algumas das pessoas mais bem-sucedidas da sociedade estadunidense”, comenta o blog pernambucano Filipeta da Massa: “E não estamos falando de Willie Nelson e Snoop Doggy Dog”. Recentemente, a revista COED criou um ranking c/ os 10 usuários mais VIP do planeta. A lista é encabeçada por Barack Obama, e inclui Arnold Schwarzenegger [governador da Califórnia], Michael Phelps [maior medalhista olímpico de todos os tempos], Sir Richard Branson [fundador da Virgin], Michael Bloomberg [prefeito de N.York] e Ted Turner, da CNN – o maior latifundiário dos States. “Esses caras estão na Forbes, liderando o mundo livre, e estão aí p/ provar que todos os estereótipos atuais de ‘pothead’ não são mais do que mitos”, conclui o pessoal da Filipeta.

Como diria o Obama, “yes, we can!
video.
"MIRSILOU" VERSÃO RETROFOGUETES

* resposta da piada: "Um dente-de-leite da Malu Magalhães!"

2 comentários:

Adelvan disse...

FHC, como sempre, bom de lábia. Mas na hora do vamos ver mesmo, na pratica, nada a ver o que ele fala com o que faz. Fariseu total. Me lembro quando ele era presidente, as entrevistas eram uma coisa totalmente diferente do que era o governa na pratica. Enfim, um merda. Um adendo: os Dead Billies lançaram 2 discos, além do citado teve o heartfelt sessions, sensacional, por sinal. Cheers, muthafucka.

Boogie Boy disse...

Oh Great Lord!!!!

uma noite From Hell, total.
Sem falar que ainda restaram duas baquetas presenteadas a Chiara (uma foi dada a Givanildo que teve a ousadia de ensaiar com ela sabado passado).
E nem tomando as baquetas do Rex o sujeito sussegou...

kkkkk

definitivamente uma adoravel noite "From Hell"

e que venha a Merda em julho...

\,,/