quarta-feira, setembro 23, 2009

SUCK YOU DRY
Em 2008 o Mudhoney esteve no Brasil p/ sua 4ª turnê no país, passando por 6 cidades. Tocaram no Sudeste, no festival Demo Sul em Londrina [PR], na festa de 10 anos da Monstro Discos em Goiânia [GO], e fizeram 2 apresentações no Programa do Jô, divulgando The Lucky Ones, 8º álbum de estúdio da banda.
No dia 15 de outubro foi a vez de Salvador [BA] receber os caras que forjaram o som de Seattle nos anos 90, c/ seu rock garageiro e bêbado, influência total p/ Kurt Cobain e cia.. O show foi no festival Boombahia, no Pelourinho. Eles já haviam tocado em Recife [PE] há alguns anos, mas nunca tão perto da minha casa. Fui lá conferir e aproveitei p/ gravar umas imagens pro Periferia.
É difícil não cair no clichê, mas não tem muito pra onde fugir. O Mudhoney fez um show histórico e marcante”, definiu o blog baiano El Cabong: “Postura de palco simples e arrasadora, mas sem precisar de apelações. O som que a banda tira de seus instrumentos – e da garganta – é o que brilha. Formada há 20 anos e com seus membros passando dos 40, a banda mostrou como fazer um showzaço de rock.
Tocaram algumas músicas novas, mas o bicho pegou mesmo nos clássicos grunge. Vi neguinho ‘chorando’ c/ “Into the Drink”, “Hate the Police” e “Touch Me I’m Sick. Fiz um clipinho de “Suck You Dry”, hit do disco Piece of Cake, e usei num encerramento do Perifa’s – apenas 30s porque o tempo do programa estava estourado, pra variar.
1 DRINK NO INFERNO
Foi uma noite daquelas. Após o show, esticamos p/ uma boate na Barra chamada Groove, que tem uma foto gigante dos Ramones na entrada. Meu mano Marcos ‘Magajanes Muertos’, do estúdio Bola Preta, descolou convites p/ uma tal de “Festa Glam” e, pelo preço, resolvemos conferir: no inferninho, uma banda EMO chamada Nancy tocava um som influenciado por New Order.
Foi a coisa mais próxima de uma “despedida de solteiro” que tive, já que 1 mês depois eu estaria casando. Lá dentro, a rapa do rock baiano – integrantes de bandas de garagem como Sangria e Jupiter Scope, e até a megastar Pitty – e umas baianinhas bem gatas. Entre a ressaca e a dor na consciência, fiquei c/ a 1ª opção e enchi a cara c/ Skol. Não desceu redondo, e no fim de noite no Mercadinho do Peixe, acabei fazendo estrago no Celta 0km do meu amigo Marcos: “Você vomitou e dormiu, perdeu o sarapatel às 6 da matina, haha!”, me falou o ‘Bola’ no dia seguinte.
O esquema foi tão 666 que Ronaldo Chorão, da banda Gangrena Gasosa, voltou conosco p/ Aracaju no carro do Adelvan K., do Programa de Rock [104.9 FM]. Logo após a exibição do clip do Mudhoney no Periferia – que vocês acompanham a seguir – a fita c/ as imagens brutas sumiu. Rock é coisa do demo.
ENTREVISTA: MARK ARM [MUDHONEY] - por Bruno Dias
Qual a principal diferença em estar na banda agora e de quando vocês começaram?
Eu acho que quando se é mais novo você leva as coisas todas para o lado pessoal, e fica nervoso com qualquer coisa. E quando se é mais velho você é mais flexível. Eu acho que é mais difícil tocar ao vivo quando se é mais velho, muitos de nós já são casados, possuem filhos, empregos, é mais difícil largar tudo e sair em turnê.
O que mantém o Mudhoney junto por 20 anos?
Existem várias coisas que mantém a banda junta, as duas principais são: Todos amamos fazer música. E a outra, é que nós nunca tivemos expectativas muito altas com relação à banda, nunca ficamos desapontados. Nunca tivemos o pensamento de que seríamos a maior banda do mundo, que iríamos tomar conta da música pop. Apenas tocar nossa música e viver a vida como vivemos. Eu acho que nós somos muito sortudos por viver de música.

video

3 comentários:

Boogie Boy disse...

Fiquei literalmente arrepiado...

Quase fui nesse show.

saulo_brit disse...

fúria

eu fui nesse show e simplesmente acho um absurrdo a fita de "imagens cruas ter-se perdido. boa matéria homem brasa!

Adelvan k. disse...

Antes tarde do que nunca heim. Bela lembrança, Foi uma noite de revival total. Não conseguia deixar de me sentir totalmente de volta à primeira metade dos anos 90 que pra mim, pessoalmente, foi provavelmente a última grande época da historia do rock.