sábado, janeiro 16, 2010

PSICODÁLIA
O mundo está cheio de plástico. Este derivado do petróleo que serve p/ fazer mesas, cadeiras, copos, garrafas, canetas, pen-drives, carros, motos, embalagens e tampas – mais utilidades que Bombril – é ao mesmo tempo um item indispensável na vida contemporânea e um dos maiores vilões p/ o mundo natural. Produto industrial que demora NO MÍNIMO 100 ANOS p/ se decompor, o plástico compõe quase 80% do lixo encontrado nos mares.
Em 1997, o velejador Charles Moore, participando de uma travessia da Califórnia p/ o Havaí, entrou numa região conhecida como Giro Subtropical do Norte do Pacífico, ou ‘Zona Morta’, assim chamada por ser um “ponto estacionário”, formado por uma grande massa de ar quente, totalmente insalubre, cujas correntes se enroscam no sentido horário. Os veleiros evitam passar ali, e a maior parte dos animais também. Mas o que Moore encontrou foi mais assustador do que qualquer lenda marinha:
Dia após dia, eu não conseguia ver nenhum golfinho, nenhuma baleia, nenhum peixe sequer; tudo o que eu via ali era plástico.” Ele criou uma fundação e desenvolveu um método, junto a especialistas em poluição da água, p/ quantificar os detritos. Os primeiros resultados foram publicados no Marine Pollution Bulletin em 2001: a equipe recenseou uma média de 334.000 fragmentos de plástico por km2 – c/ pico de 969.777 fragmentos por km2 em certos trechos – , p/ um peso médio de 5 kg/km2. A massa plástica é 6X maior que a de plânctons naquela área oceânica, tão grande quanto o Texas, rebatizada de Eastern Garbage Patch, ou ‘Lixão do Leste’.
A água está sempre em movimento, o que torna ainda mais difícil a medição. Eu percorri 150.000 km a bordo do Alguita pelo Pacífico Norte e encontrei plástico em todo lugar”, diz Charles Moore. O Lixão do Giro do Pacífico está registrado no documentário The Mermaids Tears, que traz cenas bizarras – e infelizmente verídicas – de gaivotas e albatrozes mortos por confundirem lixo c/ peixe, focas e leões marinhos enforcados por fios de nylon, e tartarugas c/ cinturinha de Dita Von Teese após terem crescido c/ pulseiras e outros objetos esféricos em volta das suas carapaças.
OUTROS PLÁSTICOS
O custo da limpeza das praias de Bohuslän, na Suécia, foi de $1 milhão de euros ano passado. No Peru, a cidade de Ventanillas investiu $ 400 mil dólares p/ limpar a sua costa, o dobro do orçamento p/ limpeza de toda a zona urbana. No Brasil... Deixa pra lá. A única coisa boa que produzimos nessa área foi o Plástico Lunar, grupo de rock biodegradável que ainda tem muita brasa p/ queimar, sem nenhum dano ao meio ambiente.
A despeito da poluição dos mares, 2009 foi um grande ano p/ eles, que nem são de ir p/ praia... Começaram tocando no Festival Psicodália, em pleno carnaval de Santa Catarina. Lançaram seu aguardado 1º álbum, Coleção de Viagens Espaciais, após 10 anos, 2 EPs e uma participação na coletânea Brazilian Peebles da Baratos Afins – selo c/ o qual assinaram.
No 2º semestre gravei c/ eles o clip de ‘Gargantas do Deserto’, e em seguida a banda tocou no Festival DoSol, em Natal [RN]. Sofreram uma baixa c/ o pedido de “tempo” do Daniel [foto], mas sacodiram a poeira na turnê Nordeste Fora de Eixo, c/ Jr. e Julico dividindo os vocais. Em dezembro, foram chamados novamente p/ o Psicodália, que desta vez aconteceu na virada do ano, em Rio Negrinho [SC].
A Plástico Lunar era apenas uma das 30 bandas de nomes engraçados e chapados, escaladas p/ a 10ª edição do festival: Bandinha Di-Dá-Dó, Baratas Humanóides, Cadillac Dinossauros, Cosmo Drah, Mesa Girante, Poucas Trancas, Terreno Baldio, etc. Mas, num festival psicodélico onde a principal atração eram Os Mutantes, que tal seria tocar no ápice da noite do réveillon p/ uma multidão gritando o nome da sua banda?
- Plástico! Plástico!, vi c/ meus próprios olhos o público aclamando os caras, através das imagens de celular do Werden ‘Tatu-Bola’ Tavares, que registrou a viagem em fotos e vídeos de 1 minuto. Pra variar, os lunáticos só conseguiram a grana p/ viajar em cima da hora, graças ao patrocínio do Banese Card, intermediado pelo produtor Roberto Nunes.
Daniel Torres, o irmão pródigo, encontrou a turma na conexão do RJ e reintegrou a banda nessa noite festiva. Encontrei c/ o Júnior semana passada e perguntei como foi a experiência; tudo o que ele lembrava era de que “foi legal, gritaram nosso nome, vendemos todos os CDs”...
THAT 70'S SHOW
TARJA PRETA P/ ENTRAR NO CLIMA

A BANDA EM SEU HOTEL 1000 ESTRELAS

PSICODÁLIA 2009/10: CASA CHEIA & PLÁSTICO NA VEIA

JR. NO BAIXO + AMPS MARSHALL = EXPLOSÃO DE ROCK

DÊ UM VINHO A DANIEL E VOCÊ TERÁ UM SHOW

CRIATURAS ESTRANHAS CIRCULAVAM APÓS A MEIA-NOITE

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