quinta-feira, fevereiro 25, 2010

JUBA & LULA
No início do mês rolou o Project Cuba, 1º campeonato de surf na ilha dos irmãos Castro. Organizado pela Pan American Surf Association, o evento fez parte do plano de desenvolvimento do surf competição em países inéditos e coroou o 1º campeão cubano da história, o local de Havana UMBERT.

Alguns surfistas de países vizinhos foram convidados p/ uma prova de exibição: o jamaicano rasta Icah Wilmot [foto] venceu a 1ª competição internacional de Cuba, seguido por Junior Gomes da República Dominicana e pelo campeão cubano Umbert, 2º e 3º lugares respectivamente. Até uma garota e um bodyboarder participaram da bateria: Ametza Nichols ficou em 4º e Edwin Morales completou a confraternização.
Falando em confraternizar, o Presidente Lula esteve na ilha de Fidel & Raúl esta semana. Ele assinou uma linha de crédito de $500 milhões de dólares p/ compra de alimentos, produção de artigos farmacêuticos, reforma de estradas e hotéis, e projetos de mineração, no último esforço de auxílio econômico durante sua gestão. Foi a 4ª viagem de Lula a Cuba desde que assumiu a presidência do Brasil, em 2003.

De lá foi p/ o Haiti, onde assina hoje outra linha de crédito, de $100 milhões p/ as vítimas do terremoto que destruiu Porto Príncipe. Mas não adianta. Dinheiro nenhum vai trazer de volta a vida de Orlando Zapata Tamayo [foto], preso político cubano que morreu após 85 dias de greve de fome, na terça-feira, apenas 3 horas antes da chegada do nosso Presidente. Pegou mal.
Zapata, sobrenome de herói nacional mexicano, era um pedreiro de 42 anos que foi condenado a 30 anos de cadeia pelos crimes de “desacato à autoridade e desordem pública”. O jornal espanhol El País publicou: “Na agenda de Lula, velho aliado do regime, não há espaço para os dissidentes, que inclusive lhe enviaram uma carta pedindo ao presidente brasileiro que intercedesse por eles, em especial por Orlando Tamayo”. Lech Walesa, ex-presidente polonês e Nobel da Paz, pediu a todos os vencedores do prêmio que pressionem o governo cubano a libertar “aqueles que foram condenados a anos de prisão por causa de suas convicções”.
Raúl Castro eximiu-se de culpa e responsabilizou os EUA: “Eles financiam a oposição com $50 milhões de dólares anuais!”, declarou o irmão de Fidel, dando uma de Hugo Chávez. Nosso presidente foi outro a dar explicações: “Eu não recebi carta nenhuma! Lamento pela perda da vida de um ser humano, mas não posso concordar com greve de fome porque eu já fiz”... Lula, sempre se contradizendo. E o que dizer da ‘pérola’ do técnico brasileiro Marcos Conde, ao comemorar o sucesso do 1º campeonato de surf em Cuba: “Agora a PASA está planejando levar o mesmo projeto a OUTROS PAÍSES NÃO DESENVOLVIDOS, for the love of surf!

Oh yeah!

SURFISTA DE ESQUERDA Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?”... É sim. É o Rob Machado no Brasil. O ‘cabeleira’ – um californiano nascido na Austrália e descendente de latinos, 12 vitórias no World Tour, vicecampeão mundial em ‘95 e Pipe Master no ano 2000 – chegou na terrinha em pleno carnaval p/ o lançamento do filme The Drifter, e pelo jeito não quer ir embora.
Alheio à política externa, Machado passou as últimas semanas arrepiando as marolas de Maresias [SP], Itajaí e Praia Mole [SC], a bordo de sua fish 5’3”. A repórter catarinense Lara Coutinho entrevistou a lenda viva do ‘cool surf’ na tarde de ontem, no hotel, enquanto caía uma chuva em Floripa.
O que Rob Machado tem a ver c/ Cuba & Lula? Quase nada, mas o cara também é chegado em ilhas perdidas no tempo e se amarra numa esquerda surfável...
LARA - Você queria ficar sozinho e se separar do mundo, mas ironicamente uma equipe seguiu você pela Indonésia p/ filmar. Você realmente se sentiu sozinho durante a viagem? ROB - Sim, haviam pessoas comigo. Mas durante o filme eu comprei uma moto, isso ajudou a me separar da equipe. Eu pilotava p/ todos os lugares e também estava acampado a maior parte do tempo. Os caras tinham que ficar em hotéis e eu podia dormir na praia, na minha barraca. Eles iam embora e eu ficava sozinho. Então, havia um filme sendo feito sim, mas durante o tempo no qual não era feito foi muito legal.
L - Por que a Indonésia?R - Por diferentes razões. Meu amigo Taylor Steele estava morando lá, eu fui visitá-lo e tivemos a idéia de fazer o filme. Tudo começou lá e nós chegamos à conclusão de que a Indonésia seria o melhor lugar, porque além de ter boas ondas é um lugar lindo. O povo de lá é incrível e tem uma cultura maravilhosa.
L - Você atua no filme? Você está interpretando em algum instante?
R - Interpretando a mim mesmo [risos]. Nós recriamos cenas porque perdemos algumas coisas quando não estávamos filmando. Quando alguma coisa acontecia e a equipe não estava por perto, eu contava pra eles e nós recriávamos a situação. É muito fácil interpretar você mesmo.
L - Você acha que algo mudou no seu jeito de ver o mundo depois dessa viagem?
R - Eu voltei c/ um julgamento diferente em relação às coisas. Hoje eu dou um passo atrás e observo as situações de ângulos diferentes. Quando você está cercado por pessoas que não tem muito e eles são felizes mesmo assim, você questiona os seus valores, o que você possui.
L - Você se envolveu em trabalhos voluntários nas comunidades locais?
R - Lá eles têm muitos problemas relacionados à água. As pessoas que vivem nas vilas precsiam caminhar 2 ou 3 quilômetros p/ conseguir água potável. Acabei colaborando em projetos que ajudam nesse sentido e também na prevenção da malária. Nós patrocinamos a construção de um poço, e eu ajudei o pessoal a cavar.
L - Como foi voltar pra casa depois de 6 meses na estrada?R - Foi bem difícil no início. Foi como me colocar de novo no caos total, sair do controle e cair novamente na velocidade. Mas depois de 1 mês eu entrei no ritmo novamente.
L - O que você gostaria de comunicar c/ o filme?
R - Gostaria talvez de inspirar as pessoas a sair e viajar. Tentar algo novo, diferente daquilo que você faz normalmente. Existe tanta coisa lá fora p/ ser vista. Descobri que mesmo isolado na esquina mais longínqua da Indonésia você continua a encontrar pessoas que te inspiram.
PROJETO CUBA

FINALISTAS DO 1º CAMPEONATO DA ILHA DE ...LOST

"QUER FALAR COM PAI VÉIO VENHA AGORA..."
EM CUBA, DERECHOS HUMANOS SÓ P/ "HUMANOS DERECHOS"

NO SURF, COMO NA VIDA, ÀS VEZES É PRECISO......VOLTAR ATRÁS PARA SEGUIR EM FRENTE...
...ENSINA O MESTRE ROB MACHADO

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