segunda-feira, março 08, 2010

BLOGO LOGO RESISTO
A palavra BLOG é uma contração de “web log, uma espécie de ‘diário virtual’. Segundo a Wikipedia, “é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou ‘posts’ [...], organizados de forma cronológica inversa”. O termo foi criado por Jorn Barger em ’97 e emplacou depois que Peter Merholz desmembrou a expressão web log p/ formar a frase we blog” –‘nós blogamos’.
Meu blog nasceu em fevereiro de 2005. Eu tinha voltado do Rio de Janeiro e estava desempregado há alguns meses. Influenciado por Allan Sieber, que mantém até hoje o TALK TO HIMSELF SHOW na internet, comecei a postar como forma de me manter na ativa e não acabar louco. Uma necessidade. Jornalismo não é opção, é karma. O problema é que eu não entendia lhufas de HTML, Flash, essas porras. Um amigo, o carioca BP, criou o logotipo original e jogou no ar. Surgia o VIVA LA BRASA.
Febre no início da década, os blogs já renderam dinheiroBruna Surfistinha e até meu chapa Allan já lançaram livros a partir dos seus – mas nos últimos anos vêm perdendo espaço p/ as redes sociais, como Orkut, Facebook, Flicker, Twitter etc. Nos EUA, o número de blogueiros caiu pela metade de 2007 pra cá. Numa era em que ninguém quer ler mais do que 140 caracteres na internet, eu sigo postando crônicas & entrevistas, contrariando a tendência. Mas não estou sozinho nessa.
Quase todo dia eu coloco um desenho ou cago uma regra, com freqüência as duas coisas ao mesmo tempo. É muito fácil, você coloca uma coisa na página e na mesma hora os ‘leitores’ mandam seus comentários, geralmente oscilando de simpáticos a doentes mentais. Muito divertido, ainda mais quando você entra no jogo de ofensas mútuas com seu ‘público’”, diz Sieber. “Como consegui viver tanto tempo sem isso?
Em comemoração aos 200 posts em 5 anos de existência do VxLxBx – 201 c/ este aqui – fiz uma lista estilo Alta Fidelidade c/ meus blogs favoritos aqui da área e entrevistei os 5 blogueiros que mantém as páginas no ar. Nenhum deles ganha um tostão c/ isso. Mas aposto que todos se divertem:
ESCARRO NAPALM / PROGRAMA DE ROCKEscarro Napalm era o insano fanzine do Adelvan ‘Kenobi’ Barbosa, o vocalista asmático da banda de grindcore ETC, que c/ músicas como “Couro de Buceta” antecipou o regionalismo HC dos Raimundos nos anos 90. Hoje Adelvan [um mix do ator francês Gerard Depardieu c/ o forrozeiro Zenilton] mantém 2 blogs, o Escarro – p/ o qual eu contribuí criando o logo punk – e o PDR-Sergipe, extensão do Programa de Rock que apresenta toda sexta-feira à noite na Aperipê FM.
Quando vc fez seu 1º show de rock? E o último?
O primeiro show foi em 1993, com uns 22 anos, numa Associação de Bairro abandonada lá no Santos Dumont. Era um fedor de merda seca da porra, por isso tem uma gravação que circulou até na net daquela época que foi batizada de ‘ETC Live in Fedor de Merda’. O último foi no início dos anos 2000, no mesmo palco onde é realizada a Rua da Cultura, lembro que gerou uma polêmica bem besta, eu tava bêbado e falei que a única musica nova que a gente fez, ‘Into the Deeps of She-Ra´s Pussy’, um doom metal em homenagem a uma ‘platinum blonde’ que fazia streaptease com a irmã numas festas de black metal que eu ia na época, era nosso Hino da Galera da Catedral, já que existia um Hino da rua da cultura, e um auto-denominado dono da rua da cultura lá ficou puto. Enfim, era divertido.
Escarro Napalm era um zine, agora é um blog. Qual a diferença?
Eu acho MUITO diferente, no formato e na forma de fazer e ‘distribuir’. Infinitamente mais prático né? Parece coisa de ficção científica mesmo. Mas no final das contas o que importa mesmo é o conteúdo, acho que as pessoas dão muitas vezes mais importância à mídia na qual determinada obra é apresentada do que à obra em si, e eu acho isso besta. O maior exemplo é vinilxCDxMP3, porra, o que importa mesmo tá lá, é a música. Por outro lado é tanto blog no mundo que quem acompanha essa porra toda? E olha que Caetano já se perguntava: ‘quem lê tanta notícia?’ em "Alegria Alegria" nos anos 60, em plena era da imprensa ‘impressa’ mesmo, que dizer hoje em dia? É um excesso de informação impressionante. Me lembra também uma frase de uma música do Kid Abelha (veja só): ‘eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal’, essa geração de hoje mais fissurada em internet me dá essa impressão. Por essas e outras que nunca tive internet em casa. Me recuso. Não quero parar completamente de ler, em papel. Acho melhor. Ler na net, só artigos, notícias, coisas menores - ler livro mesmo, tem que ser no papel. Antes de fazer o blog era o que eu mais me perguntava: ‘será que a internet precisa de mais um blog’? Como tava muito fácil fazer – um tempo antes não tinha achado tão fácil não, ou mudaram as ferramentas ou era eu que era burro mesmo – fiz, em parte pra colocar e deixar disponível textos antigos meus, inclusive conteúdo do fanzine da época da xerox, que tou colocando aos poucos, à medida que consigo digitar ou algo novo que eu tenha a dizer. Se alguém ler, é lucro, senão, tá lá, disponível. Faço mais pela facilidade mesmo. E é uma escrita interessante, te deixa mais à vontade pra escrever num tom mais pessoal. Foda mesmo era fazer um fanzine, datilografar, colar, dobrar, xerocar, grampear e mandar pelo correio. Quando lembro fico impressionado com minha (nossa, né?) força de vontade na época.
Como é manter 2 blogs e 1 programa de rádio sem ganhar nada por isso, só por curtição?..
É tranquilo, porque faço de forma bem relaxada, sem pressão nenhuma. O compromisso maior é com o programa de rádio, mas dá pra fazer tranquilo também, já que eu trabalho num computador conectado à net. Aqui mesmo ou em casa vou tendo idéias de blocos, depois é só catar as musicas e ir testando, ouço várias vezes um bloco antes de pôr no ar, pra ver qual musica combina melhor, qual deve vir antes, essas coisas. Às vezes monto os blocos mais por sonoridade, às vezes num esquema mais conceitual, depende. Faço por diversão, sem compromissos maiores. Só não vão confundir com desleixo né, se vou fazer procuro fazer da melhor forma possível. É diversão levada a sério.
Você lê muita ficção científica. Algum autor previu a internet?
Rapaz, boa pergunta... Que eu saiba, não – mas eu sei pouco, na verdade não leio muito ficção cientifica não, embora tenha essa preferência, especialmente no cinema. Todos os meus filmes preferidos de todos os tempos são de ficção cientifica: 2001, Laranja Mecânica, Star Wars, Blade Runner... Mas ler mesmo, li pouco. Já li dois livros de Phillip K. Dick, ‘Blade Runner’ e ‘O Homem do Castelo Alto’ (ambos sensacionais, diga-se de passagem), 2 de Arthur C. Clarke, ‘2010’ e ‘3001’, li ‘Fahrenheit 451’ de Ray Bradbury, os clássicos da distopia política, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, 1984 e NÓS, que não deixam de ser Ficção Cientifica, mas mais por um viés politico/sociológico. São mais alegorias sobre o presente (da época em que foram escritos, mas que valem para todas as épocas, claro, não por acaso se tornaram clássicos) do que especulações sobre o futuro, cientificamente falando... e acho que só! Muito pouco né? Nunca li nada de Isaac Asimov, por exemplo, o que é um pecado para qualquer fã de FC.
BOTECOSPÍCIOÁlvaro Müller, eu já disse aqui, é um dos melhores jornalistas da “nova geração nem tão nova assim”. Bom de texto, de copo e de violão, já passou por jornais e TVs e hoje trabalha numa universidade. Em seu blog – cujo logo fui também eu que fiz – ‘Alvilão Caninha’ zoa as bizarrices da nossa profissão, como um curso de cyber-repórter em 45 horas, mas às vezes fala sério e pode ser até poético, dependendo de quantas tiver tomado...
Como começou sua história no jornalismo?
Minha primeira idéia era fazer música, mas minha mãe conseguiu me convencer de que era um meio muito ingrato, no qual muita gente que faz porcaria ganha dinheiro e quem faz algo decente pena para sobreviver. Eu caí na conversa dela e vim parar no jornalismo, o que acabou dando no mesmo, né? (risos) Mas o fato é que fui um dos piores alunos de ensino médio que a minha escola já enfrentou. Isso lá em Alagoinhas (BA), minha terra natal. Não fui expulso porque minha mãe era professora fundadora do colégio, mas acabei terminando o ensino médio num supletivo. Sempre gostei muito de ler e escrever e apesar de péssimo aluno, de não gostar de decorar fórmulas, sempre tive opinião formada e devidamente fundamentada. Coisa de quem é filho de uma historiadora. Fiz vestibular pra Direito, mas pra minha sorte, perdi e fui chamado para a 2ª opção, jornalismo.
Por que começou a fazer um blog?
Essa história é boa! O BOTECOSPÍCIO surgiu depois que um homossexual preconceituoso me viu com uns amigos homossexuais e comentou com outra pessoa que achava que eu era ‘do babado’ (termos dele, é claro). Não sou homossexual e fiquei indignado com a atitude preconceituosa de um gay que não admite amizades ‘homo-hetero’. Resolvi não só dar a resposta, como torná-la pública e fazê-la chegar ao conhecimento do cidadão. Daí surgiu o boteco!
Fale sobre a música que você fez p/ Cleomar e o festival que venceu...
A música ‘Cleomar’ surgiu de uma necessidade mais do que natural, minha e do Gilton Lobo, de fazer uma homenagem ao Cleomar Brandi. Não ao amigo, muito menos ao jornalista. Numa tarde qualquer fui ao apartamento do Gilton e entre uma cerveja e outra compusemos um retrato do boêmio, uma ode à vida bem vivida, coisa que só quem compartilha madrugadas etílicas e musicais com o Cleomar é capaz de mensurar. Já o prêmio do SESC foi o resultado da nossa necessidade, não menos natural, de registrar tal homenagem. Temos muitas composições em parceria, mas quase nada gravado. Algumas delas, inclusive, sequer possuem letras escritas e são reféns das nossas memórias - o que não é nada bom. Mas assim que o Gilton e eu fizemos essa, me deu vontade de gravá-la com um instrumental bacana e o SESC coincidentemente abriu esta oportunidade a custo zero. Para nós, ter imortalizado a homenagem em CD vale muito mais do que o fato de ter vencido o prêmio.
O que você faz além de compor, blogar e trabalhar?
Sem dúvida a boemia é a minha programação favorita, pouco importa o dia da semana - daí o motivo de alguns amigos me chamarem de Alvilão Caninha (risos). Fora isso curto muito shows, ouço música praticamente o dia todo, gosto muito de cinema, leio bastante. Tento fazer um pouquinho de cada coisa quando o jornalismo dá espaço, o que é difícil. No mais, minhas programações são sempre atreladas a amigos e família.
CHAGASGRAFGraffiti é arte de rua, e o grafiteiro André Chagas é um artista de mão cheia – de tinta spray. Dono de um talento absurdo e uma técnica apuradíssima, Chagas já venceu vários concursos de desenho aqui na cidade e está adquirindo ainda mais base teórica no curso de design gráfico na UNIT. Seus painéis fantásticos e hiperrealistas podem ser vistos da zona norte à zona sul – Cidade Nova, Centro, Coroa do Meio – e agora investe numa abordagem inédita aliando pintura e fotografia.
Com que idade começou a grafitar?
Com 20 anos.
Fale sobre os concursos que já venceu...
O primeiro concurso de GRAF que participei foi em 2002 na antiga escola de tênis Jurinha Lobão, no bairro Coroa do Meio. Não sei qual foi o resultado pois cheguei atrasado na premiação. Mas acho que não fui bem colocado, pois não tinha muita experiência na área. Em 2004 participei do concurso de graffiti do drive-thru também na Coroa do Meio, cheguei mais uma vez atrasado pra premiação, mas dessa vez fiquei em 1º entre 6 painéis concorrentes. Em 2005 participei de um concurso de graffiti organizado pela secretaria de esporte no estádio Lourival Batista (Batistão). Fui 1º colocado entre dez painéis concorrentes, e dessa vez cheguei na hora certa da premiação. Em 2006 participei do concurso de mascote realizado pela SETRANSP, fiquei em 1º lugar entre 200 concorrentes. Em 2007 criei um brasão pra polícia de choque do estado, e minha arte foi selecionada entre três. Eu particularmente não gostei muito do brasão que fiz.
Quando foi que vc viu o blog como outro meio p/ divulgar sua arte?
Um amigo meu me incentivou a criar o blog, até que um dia resolvi fazer, tem uns dois anos que já tenho.
Quais os melhores blogs de grafiteiros?
Eu não costumo visitar blogs de grafiteiros com muita freqüência, mas sempre vou em www.artcrimes.com, lá tem link para todas as páginas dos principais artistas de graffiti do mundo; www.delarge.co.uk; www.graffitiplanet.com; e www.fotolog.com/chagasgraf, nesse endereço tem alguns fotologs de grafiteiros de várias partes do mundo que estão em minha rede.
Novos projetos?
Atualmente estou experimentando uma nova técnica que se chama FOTOGRAFFIT, em parceria do fotografo Lúcio Telles, que é possuidor de um acervo fotográfico com registros de imagens surpreendentes do movimentos folclóricos do nosso estado. Ex: Cacumbi, Reizado, Lambe-Sujo, Taieiras, Samba de Coco, Parafusos e muitos outros. Usamos essas imagens impressas e coladas nas paredes, em seguida interagimos com a arte do graffiti. O resultado é bem legal, e a proposta que foi despertada naturalmente é de evidenciar essa cultura através dessa fusão. Muitos de nós sergipanos não nos damos conta das riquezas culturais que existem aqui em nossa região, suponho que isso pode ser consequência também de um fortalecimento de culturas de outros estados e países que rompem fronteiras até chegar aqui. Já utilizamos as ruas da cidade como principal galeria dessa junção cultural. Mas cada um pode também achar outras junções artísticas específicas, criando assim mais formas culturais de interações com o meio que vivemos.
CANÇO! I HATE ROCK’N’ROLLMaicon Stooge é de Itabaiana, a maior cidade do interior de Sergipe. Ex-zineiro, tem um bom traço e chegou a arriscar umas HQs, mas desde que formou sua 1ª banda tornou-se um roqueiro doido e, mais recentemente, um blogueiro pirata: Canço Mariano disponibiliza perfis completos, fotos e downloads de bandas de garagem das quais a maioria das pessoas nunca ouviu ou ouvirá falar, tipo Amazing Spidermen, Jay Reatard, Angry Angles, Thee Ultra Bimboos...
Como é a cena em Itabaiana?
Bom, não sou o melhor sujeito pra falar sobre cenas, eu não acredito nelas e não consigo enxergar uma cena em Itabaiana ou acreditar que tão cedo uma cena venha a se formar por estes lados de cá. Aqui, como na maioria das cidades do interior, o que existe são tímidos apreciadores de rock que na maioria são muito mal informados, um punhado de bandas e meia dúzia de gatos pingados que se metem a fazer arte, eventos e coisas afins.
Qual foi sua primeira banda?
Em meados de 1998 dois amigos (Givanildo e Ferdinando) me fizeram o convite mais sem noção do mundo: ‘–Temos uma banda, Karranca, e estamos precisando de um baixista, quer tocar? –Mas eu não tenho baixo! –A gente arruma um e te empresta. –Mas eu não sei tocar. –A gente ensina umas notas’... Assim entrei na minha primeira banda, KARRANCA, fiquei até 2001, migrei pra guitarra, fiquei um bom tempo sem banda, fiz fanzines e outras coisas até que em 2005 formei a PSICOSÔNICOS, em 2006 gravamos uma demo que nos custou R$ 90,00 e muito suor em 3 horas de gravação. Depois surgiram a CARBURADORES, a THEE BADMOTHERFUCKERS, a DR. GARAGE EXPERIENCE. Atualmente mantenho um duo chamado THEE SWAMP BEAT BROTHERS e estamos nos preparando pra gravar nosso primeiro EP.
E o blog? Como começou essa história?
No início eu tinha pavor de internet, mas quando descobri que poderia utilizá-la pra encontrar álbuns e que a melhor ferramenta eram os blogs, rolou uma ‘paixão à primeira acessada’, hahahah... E não demorou muito pra que eu começasse a fazer meu próprio blog, com muita dificuldade no início mas nunca desistindo, buscando informações em fóruns e em outros blogs eu criei e venho mantendo (algumas vezes empurrando com a barriga) o CANÇO!, do qual me orgulho muito.
O que você acha do download livre de MP3 ser considerado crime?
A idéia de PIRATARIA DE INFORMAÇÃO sempre me soa doce, hehehehe... Das coisas que mais me atraem na internet, o compartilhamento de cultura é o que mais me instiga, apesar dos riscos que isso venha a acarretar no futuro, não sei, acredito que o esforço e dedicação em manter um blog deste tipo vale a pena. Se meu blog ou qualquer outro que esteja utilizando das ferramentas que a própria internet oferece pra divulgar cultura e arte incomoda de algum modo a indústria fonográfica ou qualquer instituição, o próprio sistema acabou proporcionando e permitindo isso. Não considero criminosa a troca de arquivos de MP3 na rede, crime maior é não compartilhar cultura e arte.
TOC A DO TAZBUGADOÚnico não hospedado pelo Blogger, e sim pelo Wordpress. O geek Ludwig Birkner é um gênio da computação: sabe tudo de sistemas, programação, edição, redes. Quando o conheci, seu apelido na produtora era ‘Ludvírus’ por causa do passado hacker. Regenerado, passa um pouco de seu conhecimento – que está mais p/ poder mutante tipo X-Men – em seu blog. Como se não bastasse ser sósia do Bill Gates enquanto jovem, seu filho Heitor é a cara do Macauley Culkin...
Com que idade ganhou seu 1º computador?

Meu primeiro computador foi um CP-300 da Prológica, ganhei ele quando tinha uns 7 anos lá em Brasília. A tela só tinha 2 cores e a memória era só 64kbytes, não usava disquete, somente fita k7 e o leitor/gravador de fitas tinha que ser comprado à parte.
E com quantos anos começou a ganhar dinheiro com isso?
A primeira vez que ganhei um bom dinheiro com os computadores foi quando eu tinha uns 15 anos que eu fiz um ‘banco de dados’ em BASIC num MSX. Deu para tirar uma boa grana, mas antes já tinha feito algumas digitações e algumas tretas como falsificação de boletim escolar para os alunos meio capengas.
Uma guerra atômica pode derrubar a internet definitivamente? Tipo, todos os arquivos que circulam por aí se perderem?..
Não, realmente poderemos perder algumas informações, mas pela própria natureza da internet que é de se replicar, mesmo que uma guerra atômica aconteça muitas informacões estariam salvas em outros servidores não atingidos, e reza a lenda que as grandes empresas que lidam com a informação na internet tem servidores protegidos de tudo, fogo, vento, água, falta de energia, terremoto, ataques terroristas e até ataques nucleares.
Depois do surgimento do Flickr, Facebook e Twitter, qual a utilidade dos blogs?
Na verdade o blog é uma evolução da ‘home page’, que na tradução seria página pessoal, mas nunca funcionou assim, pois a interface da ‘home’ nunca foi muito amigável ou pessoal. Já o blog por sua vez é uma página pessoal mesmo, enquanto nas redes sociais você se vê preso aos gostos da organização que a fez, já o blog é seu e somente seu, mesmo com as limitações quem comanda ele é você. O intuito do blog não é medir a sua popularidade, pelo menos não era para ser, mas é para ser o SEU PEDAÇO na internet, uma coisa que somente o blog é.
Qual será a próxima onda?
Não me atrevo a jogar alguma teoria da conspiração para o futuro, pois todos os ‘visionários’ que apostaram em uma ‘nova onda’ não acertaram nas suas previsões. É só dar uma olhada em empresas como Yahoo, que tentou fazer uma rede social e não teve sucesso. A internet é MUTANTE, está sempre em constante mudança mesmo, a única coisa que posso dizer com certeza é que chegará um dia num futuro (distante ou não) que algum micreiro irá inventar algo diferente e revolucionário, e a internet de novo vai dar uma guinada e crescer para esse lado. Exemplos: Google, ICQ, Twitter, Orkut, blog, tudo isso foram ‘cristas’ nas ondas da internet.
YES, WE BLOG
ADELVAN NO COMANDO DO PROGRAMA DE ROCK
ÁLVARO MÜLLER GOSTA DE CERVEJA E MULHER
SWAMP BEAT BROTHERS, GARAGE ROCK DE ITABAIANA
CHAGAS CONFERINDO MAIS UMA CRIAÇÃO...
...E O PROJETO 'FOTOGRAFFIT' NO BECO DOS COCOS

3 comentários:

Álvaro Müller disse...

Viva o La Brasa! Daqui há mais cinco, dez anos estarei por aqui. Caso ainda não tenha partido dessa pra uma "melhor".

Boogie Boy disse...

Vida longa ao VIVA LA BRASA !!!!

rafa disse...

Parabéns ao Viva La Brasa!! Curto muito, já descobri muita coisa massa lendo esse blog e acabei conhecendo muitos outros blogs bacanas aqui.

Quem sabe depois desse post eu não voltou a atualizar o meu, hehehe.

abraços!!