quarta-feira, março 17, 2010

MARUJINHO
Surf é minha vida. Meu sonho é ficar largado na Indonésia só c/ o rango e as pranchas.
No último fim de semana, Bruno Marujinho venceu o Litoral 655 Open de Surf, encerramento do circuito sergipano 2009. A etapa temporã foi agendada p/ 13 e 14 de março de 2010 por causa dos eventos do Governo e da Prefeitura, organizados pela FSS de dezembro a fevereiro.
Já estava quase tudo definido e este evento serviu p/ coroar oficialmente os campeões estaduais: Daniel Silva, 27 anos, venceu a 1ª e a 4ª etapa e ficou c/ o título Open mesmo sem chegar à final. “A maré tá baixa e o nível de competição tá alto, uma verdadeira loteria, a gente tem que aproveitar o máximo dessas ondas pequenas p/ fazer as manobras”, falou ‘Daniel do Aéreo’ ao jornal Cinform.
PODIUMNa feminino, Carine Gois, 20 anos, levou mais um pra sua extensa coleção – que inclui o vicecampeonato brasileiro universitário e o bicampeonato no Verão Sergipe, onde vale grana. Quem ganhou esta etapa foi Izabel Prazeres [foto], um nome no mínimo sugestivo. As surfistas sergipanas são as mais bonitas do Nordeste: Carine em 2º, Coralina Silva em 3º e Roberta Amora em 4º não me deixam mentir.
Edson Júnior, o ‘Papagaio’, foi campeão INVICTO da master – surfistas acima dos 35 – c/ incríveis 5 vitórias em 5 etapas. “Acordo todo dia às 5H da manhã e vou surfar antes do trabalho”, falou ao caderno Líder [confira entrevista c/ o shaper Thiago Bastos] o surfista de 38 anos adepto de alimentação natural. Marujinho, campeão da Open na praia do Havaizinho, também mantém uma dieta espartana: “Surfo 4H por dia e malho diariamente”, diz Bruno.
Gostaria de falar aos donos de lojas pra apoiar o surf, pois os atletas estão aí pra alcançar seus objetivos e o retorno pra marca é grande”, falou ao site Ondulação: “O atleta viaja muito, e onde ele estiver a marca do patrocínio também estará.” Na final deste domingo, Marujo [foto] enfrentou fogo cerrado de 3 baianos, incluindo o franco atirador Demi Brasil, campeão da Júnior na 3ª etapa e finalista em duas categorias, e Wheslen Christian, que se alternou na liderança da bateria o tempo todo, mas acabou em 4º lugar após cometer uma interferência no Marujinho, que já vinha na onda e correu pro abraço.
Robson Fraga foi outro que encontrou pedreira da Bahia na final do longboard p/ ficar c/ o título estadual. “Ganhar em casa é melhor ainda, quando eu soube que era o único sergipano na final disse pra mim mesmo que iria dar todo meu gás pra deixar a vitória em casa, e foi o que aconteceu, conseguir pegar duas boas, umas delas um high score [8.50 pontos e 14 de média], me deixando c/ folga pra conseguir meu objetivo”, falou o ‘Siri’, que já venceu até campeonato profissional na terra do Caetano.
Mas os baianos não saíram de mãos abanando: os títulos estaduais da Jr. e Mirim ficaram respectivamente c/ Gilcimar Silva e Osvaldo Júnior, e Vinícius Witchrestiuk [foto], de 16 anos, venceu a final até 18 na última etapa, c/ Demi em 2º. Em agosto Osvaldo venceu o Cyclone Open nas 2 categorias. Nosso estado vizinho está mostrando uma leva forte de novos nomes, enquanto do nosso lado apenas as meninas da nova geração vêm chegando junto. Menção honrosa ao local de Pirambu Davi Teles, 21, campeão da 3ª etapa na Open.
GALEGO, NETINHO & MARUJOAinda não temos um circuito profissional, e o único Pro da nova geração em atividade – Raphael Melo, 24 anos – não tem patrocínio nem como competir em casa. O último que o ‘Galego’ correu por aqui foi o Verão Sergipe na Praia da Costa: “Tivemos que surfar muito pra manter o equilíbrio”, falou na ocasião meu amigo adepto do Yoga. Raphael levou um cheque de $500 reais. Como diria a Lady Kate: “Tá bom, mas bom, BOM mesmo não tá.
Bom, pelo menos o Galego tem a Coralina. Valmir Neto, 27 anos, o maior campeão desta década, ex-Top 4 CBS, ex-Top 8 ANS, terminou c/ a namorada – Carine – ano passado, mudou pra casa da mãe em Natal [RN] e deu um tempo das competições. Marujinho, 22, que já chegou a correr o Circuito Nordestino como profissional, voltou a competir na categoria amador Open p/ não ficar parado.
Há exatamente 1 ano eu entrevistei o Bruno p/ o programa de TV ‘Periferia’, abordando justamente essa questão. Na época ele estava prestes a perder o apoio da construtora Norcon – que lhe pagava 1 salário mínimo – e fazia uns bicos de motoboy.
Comecei a surfar c/ 10 anos por incentivo do meu pai e de um amigo dele chamado Alex, os dois me empurravam c/ a metade de uma prancha, depois de um tempo meu pai comprou uma prancha nova pra mim, comecei a gostar do surf e até hoje estou praticando e competindo”, diz o nativo da praia de Aruana.
Como amador, Bruno Robson está ganhando mais do que como Pro: vendendo a prancha que recebeu pelo 1º lugar no Litoral 655 Open, Marujinho já lucra uns quinhentinho$, no mínimo.
GALERIA DOS CAMPEÕES
DANIEL SILVA, CAMPEÃO 2009 EM 2010
EDSON PAPAGAIO, IMBATÍVEL NA MASTER
DEMI BRASIL, DE ITACARÉ [BA]: VICE OPEN E JR.
CARINE GÓIS FAZ BONITO NA ÁGUA - E NA AREIA TB.
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TRILHA SONORA: 'QUANDO A MARÉ ENCHER', EDDIE + NAÇÃO ZUMBI

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