quinta-feira, abril 01, 2010

ABRIL PRA PLÁSTICO

Confirmado: Plástico Lunar no Abril Pro Rock 2010.


Presentão de aniversário pro ‘Plástico’ Jr., garganta, baixo & coração da banda, que comemora amanhã, dia 02, c/ um show no bar Capitão Cook. “Era pra eu ter nascido 1º de abril, mas os médicos não acreditaram quando minha mãe falou que a bolsa tava estourando”, diz o figuraça. Desde que gravei o clip de ‘Gargantas do Deserto’, nos tornamos grandes amigos. Liguei pra ele ontem. “E aí Adolfo, vai no show de sexta?” Vou sim, jurei. “Você sempre diz que vai mas nunca vai, seu mentiroso!” Heheh.


O Abril Pro Rock nasceu junto c/ toda aquela cena manguebeat no início dos anos 90. “Em 18 anos, foi responsável por levar à Recife nomes como Motorhead, Jon Spencer Blues Explosion, Sepultura, Soulfly, Placebo, dEUS, Bloco Vomit, The Queers, Asian Dub Fundation, Stephen Malkmus, Aterciopelados, Camille, Marky Ramone, Lee Perry, Los Alamos, Diplo e Stereo Total”, enumera o expert Adelvan Kenobi. “Serviu de projeção nacional e passagem de algumas bandas fundamentais da música pop brasileira. Skank, Chico Science & Nação Zumbi, Paralamas do Sucesso, Planet Hemp, Ratos de Porão, Pato Fu, Lenine, Korzus, O Rappa, Mutantes, Tom Zé e Arnaldo Antunes”, escreveu A.K. no Escarro Napalm: “Também foi palco da formação de uma nova cena de bandas independentes como Cachorro Grande, Matanza, Forgotten Boys, MQN, Retrofoguetes, Volver, Vamoz, Pitty, Moptop, Shaaman, Orquestra Imperial, Los Hermanos e Zefirina Bomba.


Demorou pro Paulo André – produtor do evento e dono da marca – chamar meus chapas lunáticos. “A Plástico e o Abril Pro Rock já vêm flertando há anos”, Júnior abre o jogo: “Começou quando Jorge Du Peixe e DJ Dolores elogiaram a gente e passamos a trocar e-mails c/ o Paulo André, ele sempre cobrava nosso disco, mas rolou todo aquele processo...


O disco de estréia da banda, ‘Coleção de Viagens Espaciais’, lançado ano passado pela Baratos Afins [SP], demorou uns 2 anos sendo produzido, a maior parte do trampo feito no estúdio caseiro do tecladista Léo Airplane, que também toca acordeon nas bandas Naurea e Corações Partidos. “Quando a Naurea viaja pra Europa o Léo gasta todo o dinheiro que ganha c/ placas e aparelhos eletrônicos”, diz Nah, produtora da banda sergipana e irmã de Léo e do também músico Alex Sant’Anna: “O Alex é outra história. Vem c/ a mala cheia de vinho.


Voltando ao Júnior: “Então, já era pra Plástico ter tocado em 2008, mas como a gente ainda não tinha disco, foi a Rockassetes, banda do nosso ex-guitarrista Rafael Costello. O ‘Coleção...’ saiu em 30 de março do ano passado, muito em cima pro Abril, aí o Bruno Montalvão [ex-empresário da banda] encaixou a Vanguart. Quer dizer, estamos sempre sendo passados pra trás!” Pausa p/ risos.


A Plástico Lunar não é astronauta de 1ª viagem em festivais. Somente em 2009, fizeram o Psicodália no carnaval de Santa Catarina, a Feira de Música em Fortaleza/CE no mês de agosto, o DoSol em Natal/RN em novembro, a Conexão Vivo em Recife/PE em dezembro [mês de lançamento do ‘nosso’ clip] e novamente Psicodália/SC, onde tocaram na véspera do ano-novo. Sem falar da tour Nordeste Fora do Eixo e dos shows no Sudeste no lançamento da coletânea 'Brazilian Pebbles vol.2'.


No início de 2010, tocaram no palco principal do Projeto Verão, evento anual da prefeitura de Aracaju que costuma trazer nomes como Nação Zumbi e Manu Chao. “Gostei pra caráleo de tocar lá”, diz Jr., “só que o som ficou um pouco mais baixo do que o ideal. Eu insistia pro nosso técnico aumentar o volume, mas ele dizia que a mesa já tava equalizada pra Fernanda Takai e ia dar muita diferença no P.A., aí eu falava: -Deixa de ser frouxo, homem! Estoura essa porra!” Mais risos.


A banda hoje está desfalcada de um de seus membros-fundadores, Daniel Torres”, lembra Adelvão, “mas segue em frente com Júlio Dodges (sempre detonando) na guitarra e vocal, Plástico Jr. no baixo e vocal, Léo Airplane nos teclados ‘vintage’ e uma locomotiva movida a rock and roll e demais substancias afins que atende por Marcos Odara na bateria. Aos poucos vão se inserindo no circuito de festivais alternativos.” A platéia do A.P.R. terá a oportunidade de ver o novo quarteto e ouvir composições saídas do forno, como ‘América’ do guitarrista Julico e ‘Nem Aí’, de Júnior, entre outras.


A 1ª passagem da Plástico por Recife já rendeu boas histórias. A Conexão Vivo rolou no circuito ‘off’ da Feira da Música Brasileira, e muitos grupos sergipanos tocaram lá. Via de regra, seus integrantes aproveitaram a oportunidade p/ fazer um corpo-a-corpo c/ produtores e representantes de gravadoras do sul/sudeste. Os plásticos não. “Ficamos num hotel distante de onde estavam acontecendo as coisas. Olinda, um lugar bonito, você conhece né?”, me pergunta Jr. Conheço sim, conheço bem o lugar. “Pois é, ficamos curtindo uma de turista...”, haha, eu não contenho o riso outra vez: “O hotel tinha uma piscina massa, a gente ficava lá tomando cerveja, saía pra ver o pôr-do-sol, voltava pra piscina...


É a banda mais rock’n’roll que eu conheço. E amanhã eu vou ao show. Pode acreditar.


A QUÍMICA DA PLÁSTICO É NÍTIDA; ARTE SOBRE FOTOS SNAPIC


Tour Nordeste Fora do Eixo from marcelinho_hora on Vimeo.

Um comentário:

recife skate disse...

e aí doido tu vem no abril????