domingo, abril 18, 2010

DADAÍSMO
O PUNK ROCK NÃO MORREU
 
O ano era 1985, o lugar, a boate Metrópolis, zona sul do Rio de Janeiro. O evento, Staff Poll, eleição que premiava os 10 surfistas mais populares do país. “Todo mundo do surf do Rio lá: e além da cariocada, alguns paulistas, caiçaras, santistas e catarinenses”, relata o jornalista Dadá Borgerth: “Quando Kadu Moliterno, apresentador e locutor da festa anunciou a quarta colocação, viu-se um vulto escalando a cena pelo lado errado e, em seguida, se encaminhando totalmente 'over control' até o centro do tablado. 

O vulto era Dadá Figueiredo. Kadu, que interpretava o surfista Juba na série Armação Ilimitada, entregou o troféu e perguntou se ele tinha alguma coisa a dizer. Dadá cuspiu cerveja na platéia e gritou:

Morte aos parasitas! Filhos da PUTAAAAAAAA!

A aparelhagem da casa quase foi para o espaço juntamente com os ouvidos presentes”, lembra o xará Borgerth: “'Garoto de coragem', comentou Kadu um tanto relutante diante da cena, e anunciou o terceiro colocado”...

Aos 21 anos, Dadá já era uma lenda, adorado por muitos por seu surf ultra-moderno e odiado por outros por sua inédita atitude punk. Eram os anos 80, tempo de new wave, cabelos mullet, camisas de ombreira e bermudinhas fluorescentes. “Por que é que eu tenho que andar igual a esses caras aí, porra?”, perguntava o irreverente surfista ao repórter da recém-criada revista Trip. “Não fico colado com a galera do surf por que sei que, se andar com os caras, não vai dar muito certo.

OVELHA NEGRA

Dadá foi o entrevistado de estréia das Páginas Negras, na Trip nº 1. Àquela altura, suas rabetadas, 360s e laybacks já haviam lhe rendido bons resultados em competições, como o 5º lugar no Festival Olympikus em Floripa/SC e o 3º lugar no Summertime Sul em Matinhos/PR. Mas o que começava a chamar a atenção da mídia mesmo era seu estilo de vida.

Diferente: esta é a melhor definição para Dadá”, escreveu Borgerth: A visão do fusca azul escuro (idos anos 70) semi-podre, parado no acostamento da Avenida Sernambetiba 3100, foi a certeza que me faltava quanto às minhas suspeitas de que aquela seria sem dúvida uma entrevista fora dos padrões que estava acostumado a fazer. O fato de estar guiando no propósito de evitar complicações com a polícia (Dadá não portava um documento sequer) não me privou de apreciar o vistoso crucifixo pendurado por uma corrente no retrovisor interno, bem como perceber os inúmeros stickers fixados nas laterais das portas, painel e vidros, além de um chumaço de notas pequenas misturado com as inúmeras fitas em anarquia, dentro do porta-luvas escancarado. No rack, duas pranchas modelos star-fin borda preta com vários colantes, além dos habituais dos patrocinadores também de bandas punk e suas simbologias, esforçavam-se para nos acompanhar rumo ao surf, com a vital ajuda de apenas um extensor...

Acompanhar Dadá naqueles tempos era uma experiência extrema. “Gosto de punk... da música punk... da atitude punk; pro surf eu sou um punk!” P/ a sessão de fotos, vestiram no Dadá uma camiseta preta c/ seu nome abaixo da logomarca do Exploited, grupo inglês pioneiro no hardcore. “Gosto mesmo é do Olho Seco, Garotos Podres, Inocentes.

ANTI-MODA

 
Em 1987 foi criado o Circuito Brasileiro de Surf Profissional e Dadá fechou entre os Top 16, em 14º lugar. Em 88 perdeu p/ Picuruta Salazar uma polêmica final na etapa do Guarujá e deu W.O. na hora da premiação. Finalizou a temporada em 7º no ranking nacional.Também foi vice nas triagens do Hang Loose Pro, etapa do mundial no Brasil. 

A essa altura, seu cabelo que um dia fora moicano havia crescido e se tornado dreadlock; suas roupas ficavam cada vez mais pretas e rasgadas; e as tatuagens começaram a tomar conta do braço. Dadá saiu da casa da mãe na Tijuca, bairro suburbano da zona norte carioca, e montou sua fábrica de pranchas no morro. A Anti-Fashion era uma parceria c/ o amigo Eduardo Crivella. Desfez a sociedade porque o negócio estava ficando popular demais p/ os padrões ‘dadaístas’.  

Criou uma nova marca ainda mais underground, Necrose Social. Antes disso, me aventurava na fabricação de pranchas para meu uso e de alguns amigos. Eu shapeava e um outro amigo laminava, mas a bagunça era tanta que minha mãe proibiu que a oficina continuasse funcionando”, falou à Trip: “Era a maior zona, eu não sabia fazer porra nenhuma direito, cagava tudo que estava por perto.

Dadá foi das equipes Cristal Graffiti [de 82 a 84], Company/Cyclone [de 85 a 89] e Redley [de 90 a 94]. Em 89 venceu o circuito carioca c/ 2 vitórias consecutivas nas etapas de abertura e
ficou em 5º lugar no Gotcha Pro, no Havaí – seu melhor resultado internacional.Competia na África do Sul, nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. Em 1990 me tornei o surfista mais bem pago do país”, relatou recentemente num testemunho de fé reproduzido em vários blogs. 

Contava com o dinheiro dos patrocínios e também da premiação. Tinha uma grife, e minha condição de vida já era boa. Quanto às viagens, os patrocínios bancavam tudo; todo mês eu estava viajando. Quando saía da água a mídia já vinha em cima de mim: Dadá! Dadá!..

NECROSE PESSOAL


Ganhando em dólar, ídolo das multidões, estrela de capas de revistas e jornais como O Globo. “A minha marca Necrose Social já estava sendo imitada em Santos e no Nordeste”, lembra o revolucionário. “Dadá: o mais radical, punk, irreverente, jovem, rebelde, contestador, que adotava diversos sinais exteriores de provocações, por completo desprezo aos valores estabelecidos pela sociedade. Na verdade, aonde eu fosse tinha em meu encalço uma legião de seguidores para o mal... Muitos queriam tirar fotos comigo. Sabendo que eu bebia, iam se chegando, me chamando pra beber. Às vezes acontecia de me ver rodeado de muita gente maluca...

Como seu estilo extravagante fazia sucesso, os patrocinadores o deixavam solto para agir do jeito que quisesse. Aparentemente, tudo ia bem pro astro do surf hardcore. Mas quem sentiu na pele o peso dos excessos foi o homem de carne e osso. “Era uma pessoa muito visada, pois estava sempre envolvido com muita bagunça”, diz Dadá: “Fui preso uma vez em Florianópolis. Logo no dia seguinte, chegando no campeonato às sete horas da manhã, voltando da delegacia, lá estava eu no jornal...

Em parceria com o skatista Lúcio Flávio montou a banda Os Nor+, cujo maior hit foi a provocativa 'Bodyboard e Jet-ski Fora Daqui'. Quando não procurava confusão, a encrenca ia até ele. “Em 1990 eu, que ia sempre a shows punk, levei 12 facadas! Andava no meio dessas gangues. Até hoje não sei como eu não morri... Foi incrível... Passei então a cheirar cocaína junto com álcool. Depois usei também ácido e outros tipos de droga.” Magro, de cabeça raspada e todo remendado, apareceu na última etapa do Brasileiro apenas p/ pegar a grana da premiação de pré-classificado e os pontos que o garantiriam no Top 16 pro ano seguinte. Nem entrou na água.

Passou o ano de 91 se recuperando e em 92 veio com tudo. Eleito “O Surfista Mais Hardcore do Brasil” por uma revista especializada, obteve o 3º lugar no Tabletes Valda surfando em casa, na Barra da Tijuca, e venceu o Sea Club em Ubatuba/SP, derrotando o bicampeão brasileiro Jojó de Olivença numa final que ficou conhecida como “Deus X Diabo”. Jojó é um dos pioneiros dos Surfistas de Cristo, mas o endiabrado Dadá levou a melhor. “Muitas vezes eles oravam por mim e tentavam me levar para a igreja, mas eu sempre resisti.

Foi sua melhor temporada no circuito brasileiro, Top 5. Mas o lado negro da Força já havia dominado nosso amigo: “Naquela época, os campeonatos duravam de quatro a cinco dias e eu nunca agüentava ficar mais de três dias sem beber. Quando chegava na sexta-feira, momento das baterias decisivas, eu acabava caindo na noite. Virava a noite anterior a uma bateria cheirando e bebendo. Na hora da disputa, eu havia dormido um punhado de horas, e obviamente acabava perdendo.

LUZ NO FIM DO TUBO
 
 
De 1992 a 1997 foi só vício. Foi quando tive que vender dois terrenos para poder continuar cheirando cocaína. A loja fechou e fui vendendo tudo que tinha, a fim de comprar a droga maldita. As coisas foram acabando, porque não entrava dinheiro. E fiquei realmente na pior... A fama? O dinheiro? A galera? Fiquei sozinho, meu camarada!

A despeito de sua condição deplorável, Dadá ainda venceria a última etapa do circuito carioca de 1993, terminando aquele ano como vice-campeão estadual. Foi seu último lampejo de brilhantismo antes de sumir do mapa. “Dali a pouco estava surtando. Não tinha jeito mesmo! Estava louco varrido! Quebrava coisas dentro de casa, pichava paredes com coisas horríveis, desenhos espantosos, coisas esquisitas, uma doideira!

Foi nessa fase que conheceu Renata, sua esposa. “Ela participou dos piores anos da minha vida, eu estava usando cocaína direto. Acabei internado 2 meses e 3 semanas. Fiquei mais de um ano fazendo terapia, indo a grupos de AA (Alcoólicos Anônimos) e NA (Narcóticos Anônimos). E vivia triste, porque no fundo já não queria usar drogas. Só que não conseguia evitar. De 2 em 2 meses voltava a usar. A terapia não funcionou. E eu começara a voltar aos campeonatos... Estava mesmo precisando mudar.

Em um campeonato no Sul, Dadá reencontrou o surfista catarinense Bita, amigo e adversário nos anos 80. Ele estava numa onda diferente da minha... Era um lance legal, doido também, mas onde não rolava droga, bebida, vício, tristeza, ódio, doideira, nada disso. Ele falava de Jesus.

PATROCÍNIO DE CRISTO


Tudo na vida é causa e efeito. “Quando adolescente via meu pai brigando com a minha mãe. Ele era alcoólatra. Um vez saiu à noite e chegou no outro dia, batendo então demais nela. Cansado de suportar tantas brigas do meu pai passei a gostar muito de ir para a rua, e ao fazer isso comecei a cheirar cola de sapateiro, cloreto de metileno, éter, benzina, etc. Tinha muitas alucinações, resultado de assistir a tantos problemas na família e ansiar fugir deles.

Dadá se converteu à religião evangélica em 1997, mas a redenção não viria sem sacrifício: “O cara perguntou quem gostaria de aceitar Jesus, e eu aceitei. Queria mudar de vida, topava qualquer parada. E foi o que fiz. Saí daquela reunião e usei droga de novo. No entanto, três dias depois experimentei uma sensação de arrependimento como jamais experimentei em toda a minha vida! Era algo diferente, mas eu não conseguia entender o quê. Voltei pra cara e quase me internei de novo.

Acompanhando a esposa aos cultos da Sara Nossa Terra [mesma igreja onde Rodolfo ex-Raimundos se converteu], passou a levar o negócio a sério. Milagre ou recompensa, os resultados voltaram a aparecer: em 98, aos 34 anos, voltou aos Top 16 do circuito profissional do RJ; em 99, sagrou-se campeão carioca master. Mas já estava numa idade limite para as competições e tinha filho para sustentar. “Ele encontrava-se no típico dilema dos atletas em fim de carreira na busca de um futuro melhor”, escreveu o jornalista Fernando Gaspar em 2003: “Dadá precisava se estabilizar, encontrar uma garantia de vida maior do que a premiação de circuitos Master de surfe, mas ele não possuía capital, apenas a reputação de ter sido um dos melhores surfistas que o Brasil conheceu.

Dadá já freqüentava a igreja há 2 anos, quando recebeu um presente que mudou sua vida. “O bispo Francisco me deu 5 pranchas e uma placa”, recorda nosso herói. Era para ele montar uma escolinha de surf. “Decidimos ajudar o Dadá Figueiredo porque percebemos nele uma visível melhoria de comportamento. Percebemos que sua atitude havia melhorado a olhos vistos, não só como pessoa, mas também com relação às outras pessoas”, diz o bispo: “O contato com o mar e com as ondas faz do surfista uma pessoa especial. Porém, o surfista vive pela onda, mas esquece do criador da onda. Quando estiver conectado com Deus, terá uma onda além da onda.

ESPINHA DE PEIXE

Hoje Dadá tem 46 anos e continua quebrando as ondas como um garoto. Batidas verticais, rasgadas invertendo a direção e 360s de front e de back ainda fazem parte do seu repertório. Está casado há mais de 10 anos com a Renata e continua freqüentando a Igreja. Formou-se em Educação Física e é shaper, dono de uma marca de pranchas que leva seu nome. Sua escolinha emprega 12 professores e possui 300 alunos, entre eles seu filho mais velho, Dávio, que em 2008 venceu o circuito carioca para surfistas abaixo dos 12 anos.

Gosto do surf pelo visual, pela emoção. Tem ao mesmo tempo paz e adrenalina, a gente sente uma liberdade grande. Meu sonho é um dia ser campeão mundial, de preferência em casa, numa etapa aqui na Barra, com toda a torcida me apoiando”, empolga-se o guri: “As pessoas não imaginam que um surfista campeão pode ganhar mais do que um médico ou advogado. Fazendo o que eu gosto, vou ser feliz, isso é o que importa.” A filha Samara também está aprendendo a surfar. Filho de peixe peixinho é?

Todo mundo sabe que não é bem assim. Filhos de gênios quase nunca são geniais. Mostrando que os tempos de porra-louca passaram de vez, Dávio-pai pondera: “Eu tento mostrar que tem que saber escolher as coisas certas na vida pra não se decepcionar mais tarde. Desde cedo tem que ter um objetivo e nunca desistir.” Gato escaldado que já gastou algumas de suas 7 vidas, ele analisa o contexto atual: “Está cada vez mais difícil. O surf não é valorizado, não está nas Olimpíadas e é muito ruim para arrumar patrocínio. A prioridade do Dávio tem que ser os estudos, com o esporte em segundo plano. Chega numa idade que se não tiver estudo fica difícil, não consegue nada. A vida é muito diferente das que levam os atletas do futebol.

Dadá tem uma nova banda de rock, Aliança Incorruptível, e sua influência está mais viva que nunca no mundo do surf. “Manobras que só apareceriam no circuito mundial três ou quatro anos mais tarde com o gênio Martin Potter e o semideus Kelly Slater eram executadas por Dadá com uma plasticidade incrível”, escreveu outro jornalista, Fabrício Fernandes, em 2005: “Foi um dos ícones do surf nacional, marcando a década de oitenta como o exército de um homem só. Revolucionou todos os conceitos do surf, redesenhando suas linhas de forma magistral, sempre se vestindo largado, irreverente, batendo de frente com a cultura mauricinha. O power surf de caras como Neco, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni levam a assinatura de Dadá Figueiredo, que ouvindo sons como Olho Seco e Bad Religion, transformava as praias em ginásios lotados para assistir suas mágicas performances.

READY-MADE

O ano era 1916, o lugar, Cabaret Voltaire, na zona boêmia de Zurique, na Alemanha. Um grupo de escritores e artistas plásticos, dois deles desertores do exército, criam um movimento de oposição a qualquer tipo de equilíbrio e lógica. Ceticismo absoluto e improvisação, com ênfase no absurdo para protestar contra a loucura da 1ª Guerra Mundial. A idéia era denunciar valores podres e escandalizar a sociedade. O movimento foi batizado de Dadá, numa alusão à brincadeira de criança com cavalos de pau [dada em francês].

Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo, portanto certas coisas e sou por princípios contra manifestos”, escreveu o poeta Tristan Tzara no Manifesto Dadaísta: “Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem pró nem contra e não explico porque odeio o bom senso.” Tzara foi um dos maiores expoentes do movimento, junto a Marcel Duchamp, criador dos Ready-Mades.

Dadá Figueiredo nasceu pronto e se reinventou tantas vezes que é impossível não lembrar dele ao ver a nova geração de aerialistas tatuados, como o cearense Pablo Paulino e os paulistas Wellington Gringo e Etham Paese, ou as roupas da marca Weird. Basta assistir suas manobras nos vídeos que ele vem postando no Youtube ou reler sua histórica entrevista na Trip, pra ficar claro que o surfista punk que chocou o mainstream nos anos 80 continua mais atual que nunca, 25 anos depois.

De política Dadá não gosta e nem procura entender”, escreveu Borgerth em 1986. “São todos uns corruptos. Parasitas corruptos... vivem só roubando, roubando, roubando e prometendo”, bradava Dadá, herói do surf suburbano: “Não gosto de panelinha; panelinha é foda... Enquanto existir no homem este instinto de querer ser e se sentir superior ao seu semelhante, ele pastará.



11 comentários:

FUN disse...

IDOLO !!!!
vou indicar pra a galera lá do blog!!!

Viva La Brasa disse...

grande fun!
mais um figueiredo que quebra tudo!
confiram:
stephanfigueiredo.blogspot.com

Luciano Burin disse...

parabens pela matéria!
Resgate de um dos poucos ícones verdadeiros do surf brasileiro
abs,
Luciano Burin
www.surfecult.com

silver surfer disse...

o homem foi historia do surf brasuca. o ser surfista tem um ego descomunal. coaduno com o pensamento de dadá, quanto a ser um iconoclasta, um contestador radical. tenho uma tirada que costumo declamar apenas para os mais chegados: amo o surfe, mas odeio surfista!
sem preconceito algum, hehehehehe.
a natureza é harmoniosa, sempre coloca no universo seres especiais para contrabalançar a mediocridade sagrada o homo sapiens...

Sem Ônus disse...

Excelente Post: Dadá é lenda Viva, sinônimo de luta fé e força, ensinamento as novas gerações de que a energia do mar nos aproxima mais de DEUS!
Link vai pro blog
Meio da Barra Rules!

Sem Ônus disse...

Faltou escrever que a escolinha do Dadá fica na Avenida do Pepê em Frente ao Hotel Praia linda um pouco antes do point do windsurf! abraço

jesus eduardo disse...

lembro muito daquele tempo...uma vez na praia grande de Ubatuba o Dada tava na agua surfando muito,era so limpa parabrisa e muita velocidade.Agente era da equipe company-cyclone e o valero disse so assim;-Pega muito hein!!!parabens pela materia...the first the best,fuck the rest!!!

Joka disse...

D+ !!! Bela matéria, parabéns....

drop disse...

Foda a matéria, todo mundo do passado que conhece sua história fala bem dele, a memória que eu tenho dele é ele quebrando nas valinhas da JohnKennedy barra da tijuca e eu meus amigos todos mulek de bobeira com o surf dele, sempre pegandos as melhores do dia.
Salve Dadá!

SurfOnLine disse...

Muito irada a matéria!! esse cara foi meu ídolo! Tanto que até hoje carrego o mesmo apelido por causa desse cara. Foi um dos melhores surfistas da sua época, mas foi incompreendido. Adorava ver o surf punk e criativo do Dadá e foi muito irado reler algumas coisas. Coloquei um link no twitter pra cá. Parabéns!!!

layon disse...

salve DADA!!!!!!!!!!!!
mais cade o login para baixar NOR+