terça-feira, maio 18, 2010

TIJUANA BIBLES Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados”, reza a Bíblia em seu livro inaugural, o Gênesis, que conta a história da criação do universo, do mundo e da humanidade. No versículo 7 do capítulo 2, Moisés escreveu: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe sobrou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Sabemos no que deu essa história: Deus arrumou uma companheira pro 1º homem, ela foi na conversa da cobra, comeu a maçã da árvore do paraíso, ofereceu ao namorado, ambos conheceram o bem e o mal, caíram em desgraça, foram expulsos, tiveram filhos, e aqui estamos nós.
Adão, o personagem bíblico, é um ícone religioso p/ cristãos, judeus e muçulmanos. Adão Iturrusgarai, o cartunista, é um piadista que não respeita credo, classe social ou opção sexual. Suas histórias estão mais p/ as “Tijuana Bibles” – quadrinhos safados c/ temáticas infantis [como sátiras a Mickey, Popeye e Betty Boop] publicados nos EUA nos anos 40/50 – do que p/ a Bíblia que inspirou seu nome de batismo. Não é à toa que esse tipo de gibi era chamado de “catecismo” no Brasil. Sexo & religião andam de mãos dadas, que o digam os padres pedófilos da Igreja Católica...
Só moleque doente não gosta de pornografia, de filmes e de revista de mulher pelada”, disse Adão à EleEla, revista da qual foi colunista por um ano, “[...] o Brasil é foda, o último bastião da sacanagem. Sexo e relacionamento são os temas principais do meu trabalho mesmo. Muito porque é o que fica na minha cabeça. Vivo muito em função dessas coisas: putaria, mulher, cerveja...
Nascido em Cachoeiro do Sul [RS] em 1965, Iturrusgarai já começou a carreira envolvido em polêmica, quando publicou a revista Dundum no início dos anos 90 em Porto Alegre: “Era a primeira administração do PT na cidade e os vereadores da oposição quiseram usar isso como forma de enfraquecer a prefeitura, porque tinha verba municipal na revista. Eu lembro deles falando que a prefeitura estava estimulando a zoofilia, uma baboseira sem tamanho. Mas vira e mexe tem alguém reclamando dos meus quadrinhos. Principalmente a igreja e alguns setores mais conservadores da sociedade.
De saco cheio, mudou-se p/ a França, onde passou 2 anos – período que inspiraria as tiras autobiográficas La Vie En Rose. Em 94, retorna ao Brasil e é convidado a ser o ‘4º amigo’ dos Los 3 Amigos, HQ do trio Angeli, Laerte e Glauco – trinca de ases do cartum underground dos anos 80. No mesmo ano, publica a revista Big Bang Bang, c/ personagens como a Família Bíceps [antes do Massaranduba do Casseta & Planeta] e Rocky & Hudson, casal de cowboys gays [bem antes de O Segredo de Brokeback Mountain]. “As tiras de Rocky e Hudson nasceram quando começou a história da AIDS. Eu sou um especialista em piada de cu. Deve ser meu lado de viado.
Apesar de gaúcho, ele gosta mesmo é de mulher. “Já morei junto com duas namoradas, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Na verdade, eu me mudei pro Rio por causa de mulher, assim como eu tô me mudando pra Argentina. Sempre vou por causa das mulheres”, falou em 2007. “Você vai na Europa e não come mulher não, nem na Argentina, é dose. Na África deve rolar de comer mulher, mas igual ao Brasil é difícil. Não é à toa que eu fiz muita merda por aqui. Quer dizer, não dei o rabo e essas coisas, mas aprontei...
Casado e pai de 2 filhos [Olívia, 2 anos, e Camilo, 7 meses], Adão vive na Patagônia e aguarda a 2ª temporada de ALINE, a série de TV baseada nas tiras da personagem criada por ele – uma ninfomaníaca que vive c/ 2 namorados e vira monstro quando está na TPM. “Eu achei que um triângulo amoroso daria muito pano pra manga de piadas. Coloquei uma mulher no meio da coisa toda e deu certo, porque falta mulher nos quadrinhos brasileiros. Depois da morte da Rê Bordosa então, a coisa ficou escassa. Daí eu pensei, por que não uma menina? Eu tive a idéia depois de um porre em São Paulo.
Seus cartuns já foram publicados nas revistas Bundas, Capricho, Caros Amigos, Chiclete com Banana, Chacal Puant, Flag, General, Tarja Preta, Veja, Vírus, no Jornal do Brasil e Correio da Manhã em Portugal. Fez parte do time de roteiristas da TV ColOsso e teve algumas de suas tiras transformadas em desenho animado pelo Casseta & Planeta. Seus desenhos já viraram até sandálias Havaianas [série Cartunistas]. Atualmente é fixo da Folha de S.Paulo, do jornal O Liberal e da revista Fierro, na Argentina, e teve as tiras Pecados, Penitências e Análise compiladas em livrocom prefácio do meu psicanalista”.
A edição de maio da revista SuperInteressante traz 3 capas destacáveis c/ os temas 'AMOR', 'ROTINA' e 'FIM'. No verso de cada uma, quadrinhos mostrando um pobre-coitado que passa pelas maiores agruras p/ se declarar à sua amada, como levar mordida de cachorro e acabar num hospital. Na real, uma propaganda do perfume Humor! da Natura. Mas também uma prova de que Adão no fundo é um romântico – desde que lhe paguem...
Viva La Brasa - Você me falou que tava aprendendo a pegar onda de pranchão, quando morava no Rio de Janeiro... E aí, surfista, abandonou o esporte?!..
Adão Iturrusgarai - Cara, eu tô morando na Patagônia. E pegar onda aqui é coisa de macho. Aliás, coisa de BEM macho. Como eu sou mais ou menos macho, passo. Mar a 10º não dá pra encarar. No verão tentei pegar umas ondas, água a 18º, mas desisti.
VLB - Vc mora há quanto tempo na Argentina? Como é a vida na Patagônia? Um amigo esteve em Buenos Aires e Mar Del Plata, vi as fotos e fiquei c/ a impressão de ser o lugar mais ‘europeu’ da América... Mas por outro lado a economia tá fudida há quase 10 anos... Já que vc ganha em real, deve viver bem por aí...
AI - Buenos Aires tem várias caras. Mas a mais evidente é a européia. Tem bairros que são iguaizinhos a Paris. Mesmo com uma economia fraca e instável há decadas, isso ainda se preserva. Mas já se vê muitos sinais de terceiro mundo, como: violência, grades, sujeira. Atualmente tudo está pela metade aqui. Então sugiro para todos os brasileiros mudarem para a Argentina.
VLB - Como é publicar na Fierro, a maior revista em quadrinhos sulamericana?
AI - Eu e meus colegas disputávamos a tapa exemplares da Fierro. Nunca imaginei que viesse a publicar na revista. Ela mudou muito mas mantém um excelente time de desenhistas. É ótimo estatr acompanhado desse pessoal. Uma pena que eu tenha pouco tempo para produzir HQs longas. Não esqueça que faço uma tira diária...
VLB - Eu sabia que a Mafalda e a Maitena eram argentinas, mas comecei a prestar atenção mesmo nos quadrinhos daí depois de ler aquela HQ do Che roteirizada pelo Hector Oesterheld e desenhada por Alberto e Enrique Breccia, pai e filho...
AI - Você tem que ler o livro do jornalista Paulo Ramos. Ele está lançando agora. O Liniers fez a capa e eu prefaciei. Se chama Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos.
VLB - O Oesterheld foi assassinado pela ditadura nos anos 70, junto c/ as filhas... Dos Perón aos Kischner, a política argentina é uma coisa bizarra, ahn? Os políticos parecem ser ainda piores que os do Brasil, se é que isso é possível...
AI - Sim. Inacreditavelmente isso é possível. A política Argentina é mais complicada que a brasileira. E o pior é que eles não tem oposição. E é triste ver que muitas passeatas que eles fazem aqui são encomendadas por gente podre.
VLB - Seus quadrinhos são basicamente sobre sexo & comportamento. No Brasil funciona – brasileiro se amarra em sacanagem – mas e na Argentina?
AI - Minha entrada no quadrinho argentino é bastante tímida. Por enquanto só publico na revista Fierro. Então não dá pra sacar muito o impacto do meu trabalho aqui. Pretendo fazer mais, mas por enquanto estou ocupado cuidando de meus dois filhos.
VLB - Que tal las chicas portenhas?
AI - Esqueça as portenhas. Fique com as brasileiras. Elas são bem complicadas. Como a política. Leia os livros da Maitena e tende entendê-las. A exceção é Laura, minha mulher, que é perfeita.
VLB - Não é a primeira vez que vc vive no exterior. Quando era jovem vc foi morar na França, período que inspirou a série "La Vie En Rose", das tirinhas existencialistas...
AI - Depois de tantas idas e vindas me dei conta que sou um aventureiro. Não tenho vontade de ir morar no Brasil, apesar de morrer de saudades dos amigos. É bem provável que em breve eu vá mudar para outro país mas não vai ser o Brasil. O Brasil é muito selvagem. Eu morava no Rio de Janeiro, que é mais selvagem ainda. Quero um pouco de tranquilidade. Estou casado e com dois filhos, não quero distrações.
VLB - Outra autobiográfica era aquela "Momentos Rídiculos da Minha Vida Imbecil", ou algo do tipo... Hahah, essa era campeã! Você chegou mesmo a fazer aulas de teatro e teve um professor que queria que vc beijasse outro homem num exercício?
AI - Sim, eu fiz essas aulas. Mas não lembro se acabei beijando o cara. No máximo um selinho sem saliva.VLB - Por falar nisso, homossexualismo é um tema que sempre esteve presente em seus quadrinhos... Seus primeiros personagens que emplacaram foram Rocky & Hudson, os cowboys gays... Você é gaúcho... Esses aí tinham algo de autobiográfico tb?
AI - Perguntinha capciosa a sua, hein? Eu sempre desconfiei muito daqueles gaúchos machos. Daquele excesso de macheza dos tomadores de chimarrão. A idéia dos caubóis surgiu pra tirar um sarro do gaúcho tradicionalista. E a primeira idéia era que fossem gaúchos mesmo. Mas, para não ser muito regional, resolvi criar dois caubóis. E foi na época que morreu o ator Rock Hudson. Aquele que fazia papel de macho em Hollywood. Mas, de macho, só tinha o chapéu. Mas que fique bem claro que adoro os gays. E odeio homofobia. Rocky e Hudson sempre teve uma aceitação no mundo gay e eu sempre gostei disso. Tirar um sarro, mas com elegância.
VLB - Quando ainda morava no Rio Grande do Sul você publicou 2 gibis que se tornaram referência dos quadrinhos brasileiros: Dundum e Big Bang Bang... Essas revistas ganharam prêmios? Venderam muito ou pouco? Tem vontade de lançar um novo título?
AI - A Dundum, por causa da polêmica vendeu bastante. Claro que não chegou a ser um Harry Potter ou Paulo Coelho. Mas deve ter vendido uns 3 mil exemplares. Para um fanzine, está de bom tamanho. A Big Bang Bang devia vender uns 7 mil. Mas era uma revista distribuida em SP, com editora e tal. Mas não se sustentou. Muito trabalho para pouca grana. Acho linda a idéia de lançar um novo título, mas é difícil pensar nisso tendo que produzir uma tira todos os dias. A tira te consome uns 30% do teu tempo diário. O ideal seria juntar um grupo e fazer algo. Nos últimos 15 anos tivemos várias idéias mas nenhuma foi pra frente. Com Laerte, Angeli, Caco Galhardo, Allan Sieber... conversamos muito, mas ficou na conversa.
VLB - Você acha que seu traço foi influenciado por quais autores? Às vezes me lembra o Ota, da Mad – sem querer ofender...
AI - É uma honra ser comparado ao Ota. Sou fã do trabalho dele e somos grandes amigos. Afastados, mas sempre amigos. Tenho uma lista grande de influências. A mais importante delas é o Wolinski. Tem também o Henfil, Angeli, Glauco, Crumb (sempre ele), Vuillemin, Mattiolli, Popeye... putz, eu posso ficar o dia escrevendo sobre isso.
VLB - Em que pé está a série de TV da Aline?
AI - Vai para uma segunda temporada. Parece que vão produzir mais 7 episódios.
VLB - Você acha que na adaptação rolou o velho erro de ‘miscasting’ e de ‘áçucar global’? A Maria Flor é uma gata mas a mina que faz a Kelly é que tinha a cara da Aline... Não assisti todos os episódios, mas desde o 1º, não vi a personagem vestir sua minissaia de caveira, o cabelo era diferente... Um dos namorados era muito manjado de novelas [e além disso muito ‘galã’], e que papo é aquele de "nós só queremos é que todo mundo seja feliz"?!..
AI - Obviamente, se eu pudesse meter o bedelho, muita coisa ia sair diferente. Mas assinei um contrato que me impedia dar opiniões e tal. Eu cheguei a fazer várias exigências: casting, roupa e tal... mas negociar com a Globo é bastante complicado. O máximo que minha advogada (nem pense em não ter uma nesses casos) conseguiu é mudar uma cláusula aqui, outra ali, subir um pouco a grana e blá blá blá. Eu considero que a Aline da Globo é uma adaptação do meu texto. Eu digo do meu texto, por que visualmente não transparece isso. Quase como se fosse uma adaptação de um livro, de um romance. A minissaia de caveira aparece algumas vezes, mas os personagens são tão diferentes. Cá entre nós, no especial de fim de ano estão todas as minhas piadas ali. Isso foi bem bacana. O especial tava bem parecido, até por que, as primeiras tiras da Aline são bem ingênuas, bobinhas. Mas acho interessante que mais gente conheça o meu trabalho e compre meus livros e compre dos colegas, etc.
VLB - Nos anos 90 vc trabalhou como roteirista da TV ColOsso, que era um programa muito legal. Hoje nem o desenho do Bob Esponja consegue salvar a programação infantil da Globo... Você já viu a TV Globinho? Que tipo de idiota escreve aqueles roteiros?!..
AI - Nunca assisti TV Globinho. Tenho mais o que fazer pela manhã. Responder esta entrevista, por exemplo. TV ColOsso era muito legal. Bom, pelo menos era legal de escrever. Mas só pelo fato de ter quebrado a hegemonia da Xuxa, já é de bom tamanho. Acho que TV ColOsso foi a última coisa politicamente incorreta escrita para crianças, infelizmente. O Laerte costumava dizer uma coisa muito legal sobre o tema: -Quando escrevemos para o programa não pensamos em crianças!
VLB - Os 90 também foram o auge e o começo-do-fim da imprensa independente, c/ os zines [eu mesmo fazia um, o Cabrunco] e revistas como General e Vírus, das quais vc participou. Hoje o underground migrou pra internet...
AI - Fazer revista em papel sempre foi um negócio caro e de bravos corajosos desmiolados. A internet tornou possível e gratuita a publicação. Antes você tinha que vender uma linha telefônica pra imprimir uma revista. "Vender uma linha telefônica" é bem coisa de velho.Tem uma lista enorme de desenhistas novos que estão fazendo fama na internet.
VLB - Recentemente o Casseta & Planeta animou uns quadrinhos seus. Vc participou do processo? O que achou do resultado? Já pensou em lançar uma série em animação?
AI - Não participei de nada. Só vendi o direito de veiculação de determinadas tiras que eles escolheram. Eu não vi o resultado. Assino a Globo Internacional aqui mas vejo muito pouco TV. Não pensei em série de animação. O dia que me proporem algo, vou pensar.
VLB - Outro cartunista gaúcho peso-pesado é o nosso chapa Allan Sieber. Vocês já trabalharam juntos nas tirinhas dos Irmãos Brothers [hahahah, belo nome]... Ele tem uma produtora de animação, a Toscographics. Por que nunca fizeram um curta juntos, ou um piloto p/ a TV, ou algo do tipo?
AI - Esse título ‘Irmãos Brothers’ nós roubamos de uma banda gaúcha. Sim, não temos nenhum escrúpulo. Eu vi o Allan crescer. Peguei ele no colo, troquei suas fraldas. Cara, ele é um dos melhores atualmente. Babo pelo Allan. Seu desenho impressiona a cada dia, morro de inveja. Seu único defeito é continuar se desenhando magro e com cabelos nas tiras. De resto, é um gênio.
VLB - Você foi um ‘Dartagnan’ do Los 3 Amigos, o grupo formado por Angeli, Laerte e Glauco – o 4º mosqueteiro [ou mariachi, no caso]. Como foi a experiência de trabalhar c/ esses caras, heróis de todos nós?
AI - Cara, Laerte e Angeli são grandes amigos. São caras que eu admiro muito e tive a sorte de conhecer e trabalhar junto. Aprendi muito com eles. Mas o mais importante é que são grandes amigos. Nos encontrávamos uma vez por semana e o esporte era tirar um sarro de um dos quatro. O Glauco era campeão nisso. Teve uma reunião que não largou do meu pé o tempo inteiro. E você não parava de rir. E desenhávamos e depois íamos tomar um café por perto. Um café somente por que eles não estavam mais na balada.
VLB - Uma pergunta chata: faz bem pouco tempo da morte do Glauco e do filho dele... A mídia diz que o uso do Daime desencadeou o surto psicótico que levou o maluquinho lá a matá-lo... Qual sua opinião sobre isso?
AI - Eu não posso afirmar isso ou aquilo por que não tenho muito conhecimento sobre a coisa. O que sei é que algumas substâncias não são recomendadas para algumas pessoas com "problemitas". Mas se não fosse o Daime, seria o LSD, seria a maconha. Enfim... o Glauco estava no lugar errado, na hora errada. Triste.
VLB - Durante um tempo vc publicou na EleEla e ao ser entrevistado pela revista [uma das minhas preferidas por sinal], disse que, sempre que troca de cidade ou país, vai atrás de uma mulher... Já se deu mal alguma vez? Tipo aquela HQ do Fábio Zimbres, "O Pato em Marte"...
AI - Sempre me dou mal, rsrs. Mas agora até que estou me dando bem. Tenho uma mulher muito bacana e dois filhinhos lindos. Estou mais maduro e isso faz uma diferença. Recém deixei de ser adolescente.
VLB - Pra qual lugar não se mudaria de jeito nenhum?
AI - Pra algum lugar que eu já morei.
O MUNDO MARAVILHOSO DE ADÃO ITURRUSGARAI: http://adao.blog.uol.com.br/

6 comentários:

fabio" binho "nunes disse...

caraca Brasa!!!!

estou sem tempo algum pra net man

ta fodax mesmo, fechei com a Freesurf de patrô principal, fuui pra Nicaragua e El Savaldor, voltei agora e fui a Porto semana passada, não parei ainda, mas agora vai aliviar acho.....

O teu blog como sempre esta animal man

parabensssss

abraxxxxx e pazzzz

Tazbugado disse...

Muito boa matéria Adolf :)
Sou fã de quadrinhos desde que tinha cabelos.A Tv Colosso marcou a minha infância.
Pena que a TODA PODEROSA GLOBO sempre estraga as coisas .....
Mas o importante é isso ai, manter a velha chama dos quadrinhos no papel pra nova geração sentir um pouco da "Old School".

Anderson Ribeiro disse...

Putz, há quanto tempo não lhe faço uma visita! belo texto, bela entrevista. Como sempre lincando asuntos que vão desencadeando outros e outros, sem perder o fio da meada. Começar com a Bíblia foi simplesmente fantástico e ainda mais com o resumo da história lá do paraíso. Perfeito.

Riot disse...

Muito legal a entrevista.
Sou fã da Aline!
Bj0s

programa de rock disse...

Excelente - com grandes dicas, inclusive.

programa de rock disse...

Aliás, destaco duas dicas: "Nunca pense em assinar um contrato com a Globo sem o acompanhamento de um advogado" e " esqueça as argentinas e as européias, a mulher brasileira é a melhor". Bom saber disso.