sexta-feira, junho 25, 2010

MOSQUITO ARACAJU FAMILY - PARTE 1
A mulato/ an albino/ a mosquito/ my libido/ yeah!..
Em 1991, enquanto o Nirvana estourava nas paradas de sucesso c/ Smells Like Teen Spirit, um adolescente de Aracaju [SE] começava a alçar vôo em cima do skate: Lúcio Flávio Andrade Santos, o Mosquito.
Primeiro atleta da região a se destacar nacionalmente, desde cedo contou c/ o apoio dos pais. Ao perceberem o dom [sobre]natural do filho, seu Laerte e dona Enalva montaram a Underground, uma loja c/ uma pista, p/ que evoluísse mais rápido. “Foi o primeiro skatista que vi acertar um nollie heel flip nose slide em 1993”, testemunha Sérgio Guerra, proprietário da Venice Skateshop.
Mosquito começou cedo e marcou época. Alexandre Macarrão, um de seus companheiros de session no início da carreira, lembra: “Como esquecer daquela mini-ramp, foi o único point de Aracaju, no início dos anos 90, em que a evolução era realmente possível. Já dava pra ver que o talento dele era diferenciado. Misturava velocidade e técnica como poucos!
Profissionalizou-se em 94, ano da morte do Kurt Cobain. Vicecampeão brasileiro logo em sua temporada de estréia, repetiu a dose em 96 e passou o resto da década entre os Top 10. Desenvolveu modelos de shapes, tênis e camisas p/ as marcas Formula e PTS. E liderou o ataque sergipano aos circuitos brasileiro e mundial, compondo a ARACAJU FAMILY c/ os parceiros Adelmo Jr. e Fabrízio Santos.
Radicado há quase 10 anos na Califórnia, onde vive c/ a esposa Marina e o filho Mateus – um cidadão norte-americano de 2 anos de idade – Lúcio Santos, como é conhecido nos EUA, anda meio sumido de cena. Mas o natalense Paulo Costa resgatou sua história no blog Veteran Skate, c/ a entrevista que reproduzo a seguir.
I’m worse at what I do best/ and for this gift I feel blessed/ Our little group has always been/ and always will until the end”, cantava Cobain...
Veteran Skate - E aí, Lúcio Flávio, como foi que tudo começou no skate?
Mosquito - Eu e meu irmão Laerte surfávamos e tinha um cara da nossa rua que começou a andar de skate, aí montamos um com patins e o resto que sobrou do dele. Era feito com uma madeira que cortamos no serrote mesmo... (rs)
VS - Qual a origem do apelido?
M - Esse mesmo amigo, Ricardo, me chamava de ‘Mosquito’ porque quando íamos surfar eu era o menor da turma. Nem conseguia levar minha prancha. Ele que levava p/ mim.
VS - Quais skatistas te influenciaram no início e no decorrer da sua carreira?
M - No começo de carreira foi o Renato Cupim, Rui Muleque, Alexandre Ribeiro, Frankie Hill e Matt Hensley. Depois foram o Tarobinha, Chupeta, Kris Markovich, Mike Carroll, Eric Koston, Pat Duffy, Rick Howard, Danny Way, Colin Mckay (eu também dava uns rolês no half… rs). No geral todo o time da Plan B original, mas a minha maior influência de todos era o Hensley mesmo.
VS - Seus pais sempre te apoiaram, não? Lembro deles sempre com você nos eventos aqui em Natal, João Pessoa...
M - Sim. Meu pai queria que eu fosse jogador porque ele tinha um time de futebol de salão. Quando começamos a surfar ele não gostou nem um pouquinho da idéia. Minha mãe comprou pranchas de isopor p/ gente escondido, aí um dia quando meu pai foi na praia ele me viu de pé descendo uma onda boa numa prancha de isopor (tinha cordinha de varal e passava até parafina… rs). No outro dia ele foi com a gente numa fábrica de pranchas e comprou duas pranchas. Eu fiquei na pilha do surf, meu pai levando na praia de manhã e pegando à noite até uns 12 anos de idade, quando comecei a andar de skate. Comecei em março de 1988 e em outubro rolou o primeiro campeonato. Fiquei em 1º no iniciante e 3º no amador (na época podia competir em 2 categorias). A partir daí meus pais montaram loja de skate, me apoiaram me levando em todos os eventos ao redor do nordeste e mandaram eu e meu irmão p/ SP passar temporadas e competir. Eles foram essenciais na minha carreira!!!
VS - E a idéia da loja com área de skate?
M - Começou da idéia de transformar a boutique de minha mãe numa loja de skate, já que em Aracaju não existia uma skateshop no final de 1988. Já a pista veio quando eu já tinha recebido umas propostas de passar p/ PRO dumas marcas do sul, mas eu era muito novo e meus pais seguraram até eu ter uma idade e estudo melhor p/ tomar uma decisão, afinal de contas afeta muito os estudos. O projeto da pista era uma área p/ eu treinar mesmo, já que na época não tinha skatepark em Aracaju, só half público (tinha uns 2). O Renato Cupim veio p/ dar uma demo em Aracaju (fomos em Natal também) e começamos a escolher o local e alugamos uma casa. O Cupim projetou tudo, mas nunca chegou a andar lá. Foi embora quando estava quase pronto. Até hoje ele lamenta isso… rs.
VS - Você sempre esteve nos eventos pelo Nordeste, nas primeiras colocações, ganhou vários...
M - Lembro que na primeira vez que fui num campeonato fora do estado eu nem sabia o nível dos caras. Fui p/ Salvador e já ouvia falar de John-John, André Lagartixa, Fred Diabo Louro… eu pensava: ‘vou lá e ver se dá p/ ir na final pelo menos’... ganhei! Nesse mesmo ano fui campeão baiano, sergipano e nordestino… Comecei a competir em todo lugar do nordeste... Lembro alguns que perdi, uns 2 ou 3 durante 6 anos como amador. Fui 5X campeão nordestino amador. Em 1994 corri as 3 primeiras etapas e ganhei as 3, e já era campeão de novo, aí o Tarobinha falou: ‘E aí? Vai ficar querendo ganhar só aqui no nordeste até quando?’ Foi aí que me liguei que tinha chegado a hora, e passei p/ PRO no meio de 1994.
VS - Quais skatistas te impressionavam e quem foi um páreo duro na época?
M - No nordeste só tinham 2 caras que realmente eu gostava de ver andar: John-John de Salvador e Glauco de Aracaju. Eles eram muito bons mesmo, mas não sabiam competir muito.
VS – No período em que tínhamos um circuito estadual em Natal, você sempre aparecia com Adelmo Jr. (na época Juninho ET), Cara-de-Sapo também veio e mais uma galera. Que lembranças você tem desta época?
M - Na época eu patrocinava o Juninho (fui o visionário a ver que ele tinha futuro... rs) e Cara-de-Sapo era da Venice, ia com Sérgio Guerra. Era legal que o pessoal de Aracaju sempre ia nos eventos pelo nordeste. Lembro que tinha uns caras bons em Natal... O Tiburcinho tinha muito estilo, apesar das caneleiras que ele usava… (rs) Tinha o Gia de Campina Grande, o Ferbson e o Tomazone de João Pessoa… o Charles de Natal foi um dos caras que mais andava… streeteiro puro! Lembrava o Mike Carroll.
VS - E a passagem pra categoria profissional? Como foi a chegada lá em SP? Pois até então, aqui no nordeste, só Marcelo Agra (skatista pernambucano dos anos 80) tinha chegado à categoria...
M - Eu já tinha ido a SP correr de amador, mas nunca deu certo porque tinha muita ‘panela’. Eu acertava as minhas linhas inteiras e não passava. Certos amadores famosos da época erravam tudo e passavam… Isso era ruim e bom, porque foi daí que resolvi correr de PRO porque sabia que iam ser só uns 60 p/ ser julgados… prestariam mais atenção. No amador eram 200 a 300 pessoas competindo... os juízes nem olhavam os atletas andarem. Era uma palhaçada! Então, o Marcelo Agra tinha passado p/ PRO, mas não era muito conhecido porque não chegou a competir. Naquela época p/ ser PRO tinha de competir, ainda bem que isso mudou no Brasil. Quando passei p/ PRO já competi na minha primeira semana e fiquei em 2º lugar na eliminatória e 4º na final. Daí fui p/ Europa na outra semana, foi tudo muito rápido! Europa não estava programada. Era só p/ correr em Curitiba mesmo, daí com o resultado de quarto lugar, meu pai se empolgou e comprou a passagem p/ o mundial, que ia ser na outra semana.
VS - E ainda rolou um flipão descendo a escadaria na Alemanha... Falaí.
M - Hoje em dia pode parecer até banal falar disso, mas lembro que no campeonato os gringos só andavam na escada nos treinos, para filmar. Dei um flip na volta, o que foi meu passaporte p/ a final, já que só saía ollie na hora da volta e olhe lá. (rs)
VS - Na época que você passou morando em SP foi um período de baixa do skate... Como foi aquela fase?
M - Na realidade não. O período de baixa no skate foi quando minha pista tinha mais ou menos 1 ano… fim de 91. Lembro que por um ano mais ou menos só andava eu, Vavinho, Venturinha e Juninho, o resto todo mundo parou de andar nessa época. Foi a baixa do skate, mas foi bom. Foi à época que mais evoluímos e aprendemos andar de mini-rampa de verdade.
VS - Lúcio Ceguinho disse que em 1997 morou um tempo com você na Formula, que era bem difícil se manter... Você foi tutor do Ceguinho lá?(rs)
M - Quando o Ceguinho chegou lá eu já era meio que macaco velho no esquema de ser PRO. Eu já sabia andar em SP p/ todo lugar. Íamos andar sempre na pista de São Caetano do Sul. Eu sempre ligava p/ os fotógrafos e agilizava alguém p/ filmar nossas sessões. Ele poderia ter se dado muito bem se não tivesse voltado p/ o nordeste. A gente andava pela Formula e morávamos c/ eles sem ter de pagar aluguel, o que já era um grande adianto porque em SP tudo é muito caro, especialmente aluguel. Eu não sabia se era difícil p/ ele porque nunca soube quanto ele ganhava, mas p/ mim foi a época que eu mais ganhei $$$. Meus modelos de shape, tênis e camisetas vendiam muito e eu sempre estava nas cabeças nos campeonatos. A melhor parceria na minha carreira foi a Formula! Eles são como família p/ mim até hoje... Devo muito a eles por tudo que fizeram por mim!!!
VS - E o desempenho nas competições aqui no Brasil? Fala um pouco.
M - Na época, salário de profissional de skate, mais de 50% vinha de competições… no meu caso mais do que 80%! Se você não se dava bem em campeonatos, você pagava p/ andar de skate porque os patrocinadores não davam valor p/ o atleta que não fizesse final... Os Top 10 viviam do skate e os outros PROs ‘sofriam’ do skate, mas ainda bem que tudo isso mudou, porque na realidade o trabalho de fotos e vídeo deve contar muito mais. Hoje em dia quase não está tendo competição profissional e olha o nível da geração nova, é impressionante!
VS - Como foi seu desempenho nos circuitos PRO aqui no Brasil?
M - Duas vezes vice-campeão brasileiro 1994 e 1996, 3° do ranking de 1995, 4° lugar do ranking 1997, 11° lugar do ranking de 1998, 4° Lugar no ranking de 1999.
VS - Você teve boas colocações nas competições, eventos de destaque como o X-Games, porém, ao contrário dos seus conterrâneos, deu uma sumida. O que houve?
M - Tive algumas boas colocações em triagens de X-Games… por politicagem nunca tive acesso aos X-Games em si. Fiquei em 23º em Tampa, mas os melhores resultados internacionais foram Canadá (20º lugar) e Europa mesmo (16º na Inglaterra e 23º na Alemanha em 1994, passei em 4º direto p/ final)... Desde a época que morei em SP comecei a viver uma vida muito da noite e atleta não pode ter esse ritmo! Quando vim p/ cá já não tinha mais o mesmo pique, virava muita noite na balada, bebia muito… Estava vivendo uma vida de rockstar: mulherada, festa, só não tinha droga, nunca gostei! Mas bebida, passei dos limites! Isso atrapalhou muito a minha carreira.
VS - Lógico que o skate é muito mais que competição, porém, você não acha que os skatistas perdem muito com a falta delas? Principalmente a categoria profissional?
M - Competições são sempre importantes em qualquer esporte. Lógico que no skate não seria diferente. É o que gera novos adeptos, atração da mídia, cria ídolos e retorno aos patrocínios. Não estou fazendo apologia à extinção de competições no skate, mas sim delas não serem o foco principal p/ o atleta. O skate é um esporte que não pára de evoluir nunca. Tanto em manobras, como em lifestyle ou moda. Quando as pessoas centram muito em competição, até atrasa a evolução delas. Eu mesmo evoluía bem mais na época que não tinha compromisso com competições, isto é, na época de amador. Como profissional eu estava tão focado em ‘não errar’ nas competições que eu vivia ‘treinando’ a mesma manobra sempre, e aí está o perigo: parar a evolução do atleta. No meu ponto de vista campeonato e títulos são apagados da memória em um curto espaço de tempo. Garanto que a maioria que ler esta entrevista nem sabe quem sou mais... (rs) Mas vídeos e revistas são eternos! O Matt Hensley pulando uma mesa de cabalerial em 1990 nunca vai ser esquecido, o fifty do Pat Duffy no corrimão de tranco no Plan B é eterno, o switch b/s 180 de Brian Wenning no Love Park, os corrimãos desafiados pelo Fábio Sleiman, Wolney e Biano também são exemplos. Cada revista, cada vídeo é guardado em sua coleção p/ sempre! Ou vai me dizer que você jogou as revistas e os vídeos fora?!? (rs) Você lembra cada parte de cada vídeo, está na sua memória. Quem ganhou o circuito brasileiro de 1991? Já não importa mais porque você nem lembra!!!!
VS - Quando veio a mudança pros EUA?
M - Em março de 2001.Tive a proposta de entrar na marca de tênis PTS e me chamaram p/ vir correr o Tampa Pro e morar aqui p/ fazer um trabalho com a marca. Vim e não voltei mais.
VS - Existe um vídeo com o pessoal da equipe em Aracaju. O que houve com a marca? O Kao Tai (skatista old school brasileiro há muitos anos nos EUA) era o manager, não?
M - Então, eu mudei pros EUA em março de 2001... adivinha o que aconteceu em setembro? World Trade Center!.. Um monte de marca cortou orçamento, deu uma zoada na economia. A PTS acabou naquela mesma época… começo de 2002. O Kao Tai continuou a trabalhar na Topwin (distribuidora dona da PTS) e não tivemos mais contato. Sei que ele anda de skate em tudo que é piscina na Califórnia. (rs) Mas ele foi uma das pessoas que me ajudaram muito aqui. Ele e o Edsinho da Connexion Wheels.
VS - Vc se adaptou bem aí?
M - No começo foi difícil, mas como em todo lugar, tem os seus prós e contras, e no final das contas, são muito mais prós do que contras viver aqui. (rs)
VS - Mesmo nesse período de crise?
M - Eu tinha comprado uma casa com o Edsinho aqui em 2005, perdemos a casa no final de 2007. Ganhava mais no meu emprego que eu tinha antes, etc. Mas, como falei, mesmo com a crise aqui ainda tem muitos pontos positivos como violência e criminalidade baixas, educação e muitas outras coisas. Gosto de poder planejar o que vou fazer, e os EUA são um país que te permite isso. A crise é difícil, mas vim de um país que vive em crise e ninguém reclama. No Brasil se tem cerveja,carnaval e futebol está tudo certo. Aqui, o diferente é que todo o mundo sabe que está em crise, porque é EUA e reflete no mundo inteiro. Mas brasileiro é guerreiro e por isso p/ mim não faz diferença!
VS - Você também é cristão. Como se deu esse encontro com Cristo?
M - Por isso vim parar nos USA! Era o plano Dele. Aqui encontrei pessoas que eram servos e que Deus usou pra me mostrar o caminho Dele. Comecei a andar c/ André Genovesi, que tinha se convertido há uns 3 anos e ele tinha um estudo bíblico, eu não sabia... Juninho ia também no estudo. Comecei a freqüentar e me converti, para glória de Deus, me batizei, e até hoje temos estudo bíblicos com a galera cristã aqui de brasileiros. Vou na Igreja, leio a palavra… Jesus mudou minha vida! Ele é tão misericordioso que mudou a vida dos meus melhores amigos (André Genovesi, Felipe Buchecha, Tarobinha, Simão, Fábio Anjinho, Rudá Lopes e Edsinho) e da minha namorada na época, que é mãe do meu filho hoje. E vai mudar a vida de minha família também porque está escrito: ‘Serás salvo tu e tua casa’ (Atos, 16.31).
VS - Existe uma quantidade de skatistas critãos aí, não? Muitos caras das antigas, como Cabalero, Eddie Reategui... Eddie Elguera é pastor...
M - Sim. Meus pais ficaram fascinados de ver quanto skatista famoso e cristão. Eu vou numa Igreja que se chama The Sanctuary. O pastor principal é skatista de piscina das antigas, o Jay Hazlip. Os outros pastores dessa Igreja são o Christian Hosoi, Brian Sumner e Shawn Mandoli. Nos cultos sempre estão o Paul Rodriguez, Jereme Rogers, Sierra Fellers, Josh Harmony, Ray Barbee... O Terry Kennedy, Eddie Reategui e Dave Duncan começaram a ir agora.
VS - Você tem consciência da sua importância pro skate não só de Aracaju, mas do nordeste, uma vez que você rompeu várias barreiras influenciando outros...
M - Eu nunca tinha pensado muito nesse ponto até a minha primeira entrevista numa revista nacional, a Tribo Skate. Hoje em dia eu fico orgulhoso de ter ajudado a fazer parte dessa história e ter mostrado ao eixo sul/sudeste que temos grandes skatistas no nordeste, isso abriu a visão do mercado p/ todo o resto do Brasil. A melhor parte é que temos muitos skatistas de todo nordeste levando adiante essa semente que foi plantada 15 anos atrás! Sempre acompanho o trabalho dessa nova geração, principalmente de Aracaju, que vem elevando nível do skate na região. O JN Charles é o meu favorito dessa nova leva… talento natural, born to skate.
VS - Como é sua vida hoje? Que espaço o skate tem em sua vida hj?
M - Tenho minha família, trabalho como gerente de um restaurante pela manhã e à tarde com uma empresa de network marketing. Surfo (quando não é inverno) nos sábados pela manhã, ando de skate sempre que tem uma galera p/ ir numa pista perto ou vou sozinho mesmo. Não dá p/ esperar a galera porque eles sempre vão andar longe e eu não tenho saco de dirigir, ou eles estão viajando. Ando mais com o Juninho e o Cara-de-Sapo mesmo. Mas skate está sempre presente na minha vida. Acompanho todas revistas e vídeos dos EUA e Brasil.
VS - Sente falta de estar no skate profissional?
M - Só não sinto falta de cobrança de patrocinador por causa de campeonato (rs). Sentia falta no começo. Aquela coisa de viajar com os amigos, andar em picos diferentes, conhecer lugares, não ter de acordar cedo e ainda ter $$$ no fim do mês. Sem ter de trabalhar num trabalho normal. Isso é ser skatista profissional! É lógico que qualquer um iria sentir falta. (rs) Se você ainda é PRO, aproveite, porque tudo passa…
VS - Pra finalizar, com sua experiência, que recado você deixa pra quem tá começando e/ou está na ativa hoje?
M - Andar de skate tem de ser divertido! Se você não está se divertindo, algo está errado. O profissionalismo, viagens, dinheiro são somente conseqüências do que você está fazendo por amor. Skate é um estilo de vida. Você ainda vai aprender e ensinar muito através dele! Nunca deixe ninguém dizer que vc não pode. Sua mente é muito mais poderosa do que vc pensa. Barreiras são feitas p/ serem ultrapassadas!!!

2 comentários:

SKT REC disse...

opa gd resgate!! esse eh fera!!!

David disse...

Eu andei la na casa de mosquito,tinha uns 12 anos mas não levei o skate a sério ,hoje tenho 30 anos e sempre lembei dele, moro em carmopolis-se!!!.valeu mosquito fik com Deus, um abraço a juninho!!

David!!