domingo, julho 11, 2010

LARANJA MECÂNICA 
Em 1971 era lançado A LARANJA MECÂNICA, filme de Stanley Kubrick baseado no livro de Anthony Burgess, sobre uma gangue de delinqüentes juvenis liderados pelo ladrãozinho Alex DeLarge, cujos principais interesses iam de mulheres e música de Beethoven à ultraviolência.

Em 1974 a seleção holandesa tomou de assalto a Copa do Mundo de futebol c/ um esquema de jogo revolucionário, onde nenhum jogador tinha posição fixa. Graças às convincentes vitórias e ao uniforme cítrico, a equipe de jogadores liderada por Johan Cruyff ganhou o apelido de “Laranja Mecânica”.
A Holanda perdeu a final daquela Copa por 2x1 p/ a Alemanha. E também a final seguinte, contra a Argentina em 1978. Faz parte do hall das seleções inesquecíveis que não obtiveram a taça mas entram em qualquer lista de melhores de todos os tempos, junto c/ a da Hungria de 1954 e do Brasil de 1982.

32 anos depois, os laranjas da terra de Van Gogh estão de volta a uma final de Copa do Mundo, com a chance de desfazer uma injustiça histórica. “No passado, escutamos sempre o quanto era bonito o nosso futebol, mas que não foi recompensado com o título”, diz Arjen Robben, craque do time atual.
A Holanda não perde há 25 jogos, e ao contrário da sua adversária na final, a Espanha, venceu todos os jogos na Copa da África [os espanhóis perderam o 1º jogo de 1x0 p/ a Suíça]. “Até agora, o nosso futebol de resultado tem surtido efeito. Prefiro jogar uma partida extremamente feia e vencer do que jogar bonito e perder.
O ataque holandês, c/ Robben e Sneijder à frente, é o mais efetivo – 12 gols, contra apenas 7 dos espanhóis de David Villa. Mas a defesa laranja também é mais vazada que a do time latino – 5 gols, contra apenas 2 tomados pelos hermanos. “São duas equipes que demonstram enorme estabilidade”, analisa Bert Van Marwijk, técnico da Holanda:

A Espanha tem um futebol mais atrativo que o nosso, mas as duas estão com a intenção de jogar com o mesmo estilo. Não podemos dar terreno a eles, pois os espanhóis vêm mostrando um futebol melhor que o nosso.
A Holanda é um dos países mais ateístas do mundo – apenas 39% admite seguir alguma religião – e um dos mais civilizados. Lá, tabus ocidentais como aborto, eutanásia e casamento de pessoas do mesmo sexo são legalizados. Lá, e só lá, é possível escolher prostitutas na vitrine e fumar maconha numa mesa de bar.
A Espanha é tão favorita que até o polvo Paul, atração de um restaurante alemão por suas previsões sempre certas p/ o mundial, já vaticinou a vitória da Fúria na grande final. Os espanhóis fazem tanta questão de mostrar que vivem um novo momento, que mudaram o apelido da sua seleção p/ “La Roja”, a Vermelha.

Mas, ganhando ou perdendo, eu fecho é c/ a Laranja. Além de nos fazer o grande favor de eliminar a seleção brasileira – e acabar c/ esse ufanismo besta que nos assola de 4 em 4 anos – o time deutsch tem tudo p/ superar o trauma e concluir essa história c/ a frase do Alex DeLarge: “Finalmente, estava curado!
Vamos fazer todo o possível e dar o máximo para ganhar a Copa do Mundo, neste domingo”, diz Van Marwijk: “Temos todo o respeito por nosso rival, mas não temos medo e estamos convencidos de que podemos ganhar.

FAIR PLAY
PAÍSES BAIXOS OU PENÍNSULA IBÉRICA?

3 comentários:

Espedito disse...

Espanha campeã, Holanda trivice. Olé!

Viva La Brasa disse...

A Holanda sempre leva fumo...

Maicon disse...

Putamerda, eu estava torcendo pela Holanda desde que eliminaram a seleção de Ricardo Teixeira.

Enfim, não deu.