sexta-feira, agosto 27, 2010

BILLY THE KID
Adherbal já não é mais um garoto, mas continua usando boné colorido e desenhando caveiras & monstros. Fundador da banda Lobotomia, ‘Billy’ Argel é o pioneiro do crossover no Brasil – entre metal & hardcore, entre rock & skate.

Seus cartuns coloridos e detalhados de adagas, cruzes, fogo, fumaça, morcegos & ossos marcaram os anos 80 através dos shapes de Álvaro Por Quê?, Léo Kakinho, Rui Moleque e Thronn, feras da época em que o ‘nose’ do skate era diferente do ‘tail’ e ‘street’ era ‘free style’. “Sou da primeira geração do skate. Em 85 eu já andava há 10 anos.

85 foi o ano de lançamento da ATAQUE SONORO, coletânea que reuniu sua banda c/ Cólera, Garotos Podres e Ratos de Porão, entre outras, num dos mais clássicos álbuns punk sulamericanos. Em 87 a Lobotomia – Billy na guitarra, Caio no vocal, Alfredo no baixo e Grego na bateria – lança o disco de estréia c/ os sons Indigentes do Amanhã e Só os Mortos Não Reclamam.

A banda deu um tempo em 89, após as gravações de NADA É COMO PARECE, lançado pelo selo Cogumelo. E voltou a se reunir em 2002 c/ nova formação – apenas Billy e Grego dos originais – p/ abrir o show do Agnostic Front, HC novaiorquino. No ano seguinte o LOBOTOMIA de 87 é lançado em CD no Japão. Em 2008 entram em estúdio p/ gravar o 3º álbum. 

EXTINÇÃO sai em 2009, c/ 13 músicas que vão do punk tosco ao thrash metal, e junto c/ ele Billy, que a essa altura já tinha se estabelecido como artista plástico e foi cuidar de sua carreira: exposições como a RE:LOAD na Alva Gallery em Los Angeles e muitas outras em São Paulo, como a coletiva TRANSFER e as individuais Sketch Art Expo e B-LIVE, em cartaz há 1 mês no Espaço +Soma.

B-Live é o lado B mesmo”, explica Billy: “A visão de lado A, lado B é muito subjetiva. Pra mim a moda é o lado A.” Partindo do criador da identidade visual das marcas Caos, Lifestyle, Mad Rats, Narina e Urgh!, há anos colaborando c/ a Element, essa frase demonstra a independência de um cara que, segundo Caru Ares do site Colherada Cultural, é “um dos grandes nomes responsáveis pela identidade do skate e da cultura urbana no Brasil”.

A mesma independência que ele tem p/ realizar trabalhos que vão do rótulo da cerveja Hell Yeah ao Mtv Style Guide 2011. “Quem apadrinha e domina tudo é o mercado e quem realmente manda mesmo é a grana e a política”, diz Adherbal ‘Billy’ Argel, sem vender esperança nem enganação em ano de eleição. 

Colherada Cultural - Como é conciliar a carreira de guitarrista, skatista e artista? Dá tempo p/ mais alguma coisa?
Billy Argel - Ultimamente tenho me dedicado mais ao desenvolvimento de produtos e na produção de novos desenhos. Nas horas vagas me dedico à tipografia. Hoje toco blues, mas sem banda ou pretensões de trabalho, uma coisa pessoal e intimista. Já o skate, ando mais esporadicamente, e quando o faço vou ao Ibirapuera. 

CC - Como começou seu trabalho nas artes plásticas? Você sempre se interessou pela área?
BA - Comecei desenhando quando pequeno, minha mãe na época pintava a óleo e isso me inspirou. Desde então não parei mais de desenhar. 

CC - Quais são suas referências no mundo das artes?
BA - A contracultura. 

CC - Você acha que a nova geração tem a mesma pegada? Ou são épocas muito diferentes?
BA - A cada ano existe um ‘up-grade’ em tudo que acontece no mundo e por que não haveria de ocorrer no skate? Vejo que o espírito do skate continua o mesmo, o que ocorre são subdivisões e distanciamento entre as gerações e as diferentes formas de prática do skate. E cada qual defende seu ponto de vista, crenças, ídolos e ‘verdades’. 

CC - O trabalho nas artes, música e nos esportes se complementam de alguma maneira? Como?
BA - Isso é a liberdade. Achar esse espaço na sociedade está cada dia mais difícil, a liberdade custa caro hoje em dia. Responsabilidade e determinação fazem com que o trabalho se torne agradável. Ética, educação e respeito fazem parte da estruturação para se viver dessa forma. 

CC - O que você gosta de consumir em cultura? O que anda lendo, ouvindo, assistindo de bom?
BA - Leio atualidades e política, ouço músicas diversas e de preferência instrumentais. Assisto aos jornais e filmes – poucos e os que estão fora do circuito. Sinceramente, não sou fã do que está na moda. 

HELL YEAH
a arte de Billy Argel 
FONTES CUSTOMIZADAS P/ DOWNLOAD NO BLOG
OS MODELOS QUE FIZERAM SUA FAMA
 TRABALHANDO A SEDA EM SEU ESTÚDIO
 RE:LOAD, EUA: HISTÓRIA VIVA DO SKATE
EXPO NA ELEMENT STREET ART GALLERY
 
PAREDE DA 'B-LIVE' NO ESPAÇO +SOMA
CAPA E CONTRACAPA DA NOIZE #32 

B-LIVE Espaço Soma
>rua Fidalga, 98, Vila Madalena, SP [11]3031-7945
>terça a quinta das 12 às 20h [sextas e sábados das 12 à 1h]
>até 04/09 [entrada gratuita]




2 comentários:

Morrendo lentamente disse...

nervoso, o cara é fera.

fabio" binho "nunes disse...

Caraio, esse cara é um legend mesmo!!!

Muito foda o trampo dele!

na veia!!!!!

abraxxx