terça-feira, dezembro 28, 2010

ONDULANDO  
A MELHOR FOTO E A MAIOR ONDA DE SURFISTAS SERGIPANOS EM 2010 
Semana passada aconteceu a premiação dos Melhores do Ano no surf sergipano em 2010. Terça-feira, 21/12, no auditório do Sebrae, reunindo várias gerações. Apresentado por Saulo Morais, o maior campeão local dos anos 80 e shaper das pranchas World Lines, o evento inédito foi [mais] uma iniciativa do site Ondulação, de Leonardo Menezes.

C/ apenas 28 anos, Léo é o atual presidente da Federação Sergipana de Surf e o único videomaker nordestino no ramo. Seu site recebe uma média de 100.000 acessos mensais e oferece fotos, notícias, reportagens, vídeos e previsão das ondas. “Não sou de ficar parado”, diz, “escrevo, filmo, crio, desenvolvo, talvez por isso tenha escolhido a publicidade p/ me formar. Gosto da criatividade.

Seu caráter agregador conseguiu reunir desde surfistas como o master Edson Papagaio – há 2 anos invicto em sua categoria aqui no estado – e o longboarder Robson Fraga – vicecampeão brasileiro de pranchão – até skatistas como Armando Badá e JN Charles, e empresários como Bobô Cruz, meu ex-sócio no ROCK-SE, o 1º festival nacional de rock realizado em Aracaju, em 1998, c/ nomes como Eddie, Mechanics, Pin Ups, O Rappa e Marcelo D2.

Foram contempladas 16 categorias. As mais aguardadas pelo público eram, obviamente, as de foto e vídeo. A fotografia escolhida como a melhor foi de Carlos Coelho num tubo em Off-The-Wall, e a maior onda surfada foi em Sunset, por Bruno Leonel. Os veteranos Crisley Lima e Robério Pezão [foto ao lado] concorreram nas duas categorias, mas não por acaso as fotos vencedoras foram todas feitas no Havaí – lá as ondas têm outra proporção.

Robson Fraga, o Siri, foi o atleta do ano; Alexandre Mendonça, o melhor juiz; Cláudio Tady, da Seqüência, o melhor shaper; e por aí afora. Destaque p/ o prêmio especial dado a Thiago Bastos Cunha, das pranchas TBC. Sergipano radicado no Rio de Janeiro há duas décadas, Thiago criou um albergue p/ surfistas pobres nordestinos em sua fábrica e revelou os cearenses Pablo Paulino – bicampeão mundial jr. – e Silvana Lima – vicecampeã mundial no surf feminino.

Eu fui indicado em duas categorias: crônica – c/ Desenhando Ondas e Uma Onda, Uma Bunda – e texto jornalístico – c/ Adeus às Armas e O Punk Rock Não Morreu. Não levei nenhuma. A melhor reportagem foi Surfista Precisa Surfar e Pescador Precisa Pescar, de Cláudio Mecenas [à direita], sobre redes de pescas que vêm matando surfistas e banhistas na Atalaia. Merecido.

As melhores crônicas, empatadas em número de votos, foram A Derrota e Namorada de Surfista, ambas de Léo Menezes, organizador da festa e grande campeão da noite. Além de cronista, ele foi eleito a personalidade do surf sergipano em 2010 e ainda levou os 2 prêmios de vídeo. Nada mais justo p/ o pioneiro em filmes de surf no estado. Em 2007 Léo lançou seu 1º trabalho, Merrecas, no ano seguinte veio o Identidade e este ano foi a vez de 3D5, enfocando os talentos de Porto de Galinhas – Halley Batista, Júnior Lagosta, César Molusco etc.

O surf no estado estava muito parado, não tinha nada, muito na mesmice. Falo isso no cenário nordestino também. Foi quando Geraldo Cavalcante criou o Nordestino Pro e movimentou a região. Mas faltava algo. Via filmes nacionais do sul que só mostravam surfista de lá, desvalorizando os nordestinos, foi quando tive a idéia de fazer um filme sergipano e um filme destacando os nordestinos. Surgiu então o MERRECAS e o IDENTIDADE. Tem 2 anos que viajo bastante, passo quase a metade do ano viajando por diversas praias do litoral brasileiro. O Ondulação é conhecido no Brasil todo, faço a cobertura dos grandes eventos por isso tenho uma boa abertura nesse meio do surf, e sempre faço questão de levar o nome de Sergipe por onde vou. Faço um trabalho de treinamento e vídeo com alguns dos melhores surfistas profissionais do Brasil, sempre evoluindo e descobrindo novos horizontes, sempre aprendendo. Estive durante essas viagens no Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Além de tudo que já foi dito, graças a ele foram realizadas pela 1ª vez em Sergipe etapas dos 
circuitos regionais amador e profissional. Não bastasse tamanho empreendedorismo, o cara ainda é generoso. Deu o troféu de melhor vídeo de free surf – que ele venceu c/ o perfil de Valmir Neto, o mais talentoso surfista que já surgiu por essas praias – p/ o amigo Diogo Lemos [foto], que concorreu c/ o clip Contra Ratos Não Existem Argumentos, realmente muito legal.

O de melhor vídeo competição, vejam só, fez questão de dividir comigo. Foi antes mesmo do Rato. Era o 3º prêmio que Léo ganhava aquela noite, e p/ minha surpresa ele começou a falar: “Agradeço a quem votou em mim, mas gostaria de dar esse troféu a um cara que eu acho que deveria ter ganho c/ a melhor crônica. Ele escreve muito e tem até uma coluna lá no site. Adolfo, sobe aqui!

Enquanto eu caminhava pro palco, o mestre de cerimônias Saulinho seguia apresentando c/ seu bom-humor habitual: “Cara, é você que escreve aqueles textos?! Juro que não liguei o nome à pessoa, achei que fosse um jornalista do Rio, São Paulo...” Heheh. Como eu sempre tive mais talento p/ a comédia do que pro surf, fui lá e contei umas piadas:

- Vou guardar o prêmio, mas ele é seu, Léo, pode pegar de volta quando quiser. [risos] ...Esse é o segundo troféu que ganho no surf. O outro foi no estadual de tag-team em 91, um campeonato por equipes. Eu tinha 16 anos e competi na categoria júnior. Eram apenas 2 times, e o nosso ficou em 2º lugar.

Platéia explode em gargalhadas.

Se uma das novas modas do surf é o stand-up paddle [onde o surfista fica o tempo todo de pé c/ um remo em uma prancha semelhante a um barco], eu já posso emplacar no stand-up comedy. Dediquei o prêmio ao meu irmão Nando, que teria feito 33 anos no dia anterior [20/12] caso vivo estivesse, e à minha esposa Gil, que estava lá me acompanhando.

Acho que sou o único cara que ganha quando perde.
 "CONHECEM AQUELA DO SURFISTA PORTUGUÊS?"
CRISLEY LIMA E ROBÉRIO PEZÃO FORAM OS ÚNICOS A
CONCORRER NAS DUAS CATEGORIAS DE FOTOGRAFIA


Leonardo Menezes - Identidade from Viva La Brasa on Vimeo.

4 comentários:

Maicon disse...

Hahahah

Vc é um comédia mesmo adolf'o', mas afinal, qual é a desse surfista Tugo?

hehehehe

Anônimo disse...

Show. Sempre escrevendo bem! Abração

Espedito disse...

Da hora a homenagem mano, vc. merece!
Sempre me divirto (e me informo) lendo seus textos.

Viva La Brasa disse...

Dois surfistas portugueses discutiam por que os brasileiros sempre os sacaneavam em suas piadas...
Então o surfista Manoel veio ao Brasil p/ descobrir. Ao chegar no calçadão de Ipanema, encontra um surfista e pergunta:
- Ei brother, gostaria de saber por que vocês dizem que português é burro, ora poish?
O carioca diz:
- Eu vou te dar um exemplo.
Procura um poste de energia, apóia a mão nele e pede:
- Dá um soco c/ toda força na minha mão!
O português toma distância e quando tá p/ acertar o soco, o brasileiro tira a mão e o portuga arrebenta o punho no poste.
Aí o brasileiro diz:
- Tá vendo de onde vem a fama?
Manoel volta a Portugal.
Joaquim, ao vê-lo c/ a mão quebrada, pergunta:
- E ai Mané, descobriu por que nos chamam de burros?
- Descobri sim! Vou te mostrar...
Manoel procura um poste, mas não acha. Então ele coloca a mão no rosto e diz:
- Dá uma porrada aqui, c/ toda sua força!!!