segunda-feira, novembro 29, 2010

CACHORRÃO, MAMUTES & OUTROS BICHOS  


Conheci a arte de Thiago Neumann em 2007, no estúdio Backstage. Uma amiga me levou p/ assistir o ensaio da Mamutes, banda de hard rock do guitarrista Rick Maia, do vocalista Karl di Lion e do lendário batera Marcos Odara [Plástico Lunar, Crove Horrorshow]. O lugar era um apartamento transformado em espaço de ensaio p/ bandas e usado em festas underground nas noites de sábado. As paredes eram forradas de recortes e desenhos, desde cartazes punk a reproduções de Milo Manara. No meio do caos, algumas ilustrações chamavam a atenção pela unidade, quantidade, qualidade e estilo.

Eram os desenhos do ‘Cachorrão’, um dos maiores colaboradores da cena rock de Aracaju. “Nem sei se ele é sergipano, mas vive aqui, mais precisamente no conjunto Ignácio Barbosa”, escreveu o apresentador do Programa de Rock, Adelvan Kenobi, em seu blog Escarro Napalm. “Cachorrão é O CARA – e o cara é do rock! Pode ser facilmente visto ‘alive and kicking’ nos shows alternativos, sempre agitando e muitas vezes invadindo o palco para fazer alguma intervenção chapada.

Seu traço tem influência de graffiti, sua técnica vai do nanquim à tablet, e sua imaginação fértil compõe desenhos c/ muito movimento e riqueza de detalhes.  São dele as capas dos EPs da Mamutes e da Rótulo, banda de HC, e do disco de estréia da Nantes, revelação do folk/pop local – Cachorrão não faz distinção de gêneros musicais. Também criou o logotipo do Snapic, site especializado em fotos de shows. “Daqui a umas três gerações a gente conseguirá agradecê-lo pelo trampo, haha”, diz a dupla de fotógrafos Arthur Soares e Vítor Balde.

Já expôs em Salvador durante a comemoração de 10 anos do Estopim Fest, e na maior livraria da cidade durante o lançamento de uma das edições da Zupi. Foi numa exposição assim que o conheci, em 2008. Acho que o nome do evento era ‘Quanto Rock’, não tenho certeza, só lembro que tocaram The Baggios e Mukeka Di Rato. Estávamos olhando umas gravuras à venda quando Thiago se aproximou e Adelvan me apresentou: “Este aqui é Adolfo, ele desenha também!” Diante do talento absurdo do cara, tive que desmentir meu amigo: “Não, cara, eu NÃO desenho.

Lógico que nem um nem outro lembra disso, mas a minha memória é de elefante. Falando em paquidermes, os Mamutes continuam na ativa c/ seu som tipo anos 70 – época dos dinossauros do rock né – e em setembro lançaram um single c/ 3 músicas, A Dama de Branco, Noturna e Te Deixando o Meu Bye-Bye. Quanto ao Thiago Neumann, a última que soube dele é que está se formando em design gráfico e namorando a filha do governador. Cachorrão não late, morde.

ESTILO CACHORRO
AUTO-RETRATO?
3D NA LINHA ZUPI
ARTE P/ A BANDA RÓTULO
ARTE P/ A KARNE KRUA
CAPA E ENCARTE DA NANTES
http://dogsdraw.deviantart.com/

sábado, novembro 27, 2010

ULTIMATO
ou Eu Te Mato 



Rio favela violence” foi a manchete do jornal inglês The Telegraph p/ o confronto armado no Rio de Janeiro entre as tropas federais e os traficantes da Vila Cruzeiro. O assunto foi destaque em toda a mídia mundial, do The Guardian à Al Jazeera. A operação de guerra começou após uma série de ataques a civis e militares orquestrados por líderes de facções presos em Catanduvas/PR. Hoje em dia, c/ tecnologia, não tem mais essa de segurança máxima.

Na quarta-feira 8 detentos foram transferidos p/ Gericinó, zona oeste do RJ. Todo o corpo policial foi acionado – incluindo os que estavam afastados ou de férias – e 31 pessoas foram presas e 15 morreram nas operações comandadas pelo BOPE. 18 favelas foram invadidas. A resposta veio nos mais de 30 carros, ônibus e caminhões incendiados.

A Marinha enviou 6 tanques de guerra, modelos Mowag e M-113, e na sexta o Exército reforçou a linha de frente enviando 800 homens p/ cercar os mais de 40 acessos ao Complexo do Alemão. Chapa quentíssima.

Hoje o Comandante da PM carioca mandou um salve geral pros bichos-soltos: “Quem quiser se entregar, que faça agora. Estamos do lado de fora por pouco tempo. Levantem suas armas. Estamos esperando na rua Joaquim de Queiróz. Depois que a polícia entrar, a situação ficará muito mais difícil.

P/ bom entendedor meia palavra basta. Engraçado que o Rio chegou a essa situação pela ausência do Estado e políticas populistas. Agora a União volta p/ tomar o que é seu, mas na base da bala. À favela, uma manchete num jornal gringo. Nas páginas policiais.

Só fico pensando no José Padilha. Depois de ser pirateado até o cu fazer bico em sua estréia em longas, o diretor do clássico documentário Ônibus 174 criou uma série de mecanismos p/ evitar o comércio de Tropa de Elite 2 nas mãos dos camelôs antes ou depois de ser lançado, desde ilhas de edição incomunicáveis a travas tecnológicas anti-cópia. E de novo vem a realidade e atropela, fazendo a saga do Capitão Nascimento parecer novela das 6.

Tradicionalmente, existem duas opiniões”, diz Padilha, ”a da esquerda segundo a qual a violência é resultante da miséria. E a da direita, que diz que a violência existe quando não é reprimida. Mas como explicar, por exemplo, que em Nova Déli na Índia haja mais miséria e menos violência? Nos meus filmes eu mostro que quem converte miséria em violência é o Estado que, com a situação das cadeias e dos reformatórios, transforma os pequenos criminosos em monstros.

Até ontem eu contei 27 mortos, em menos de uma semana.

É, Zé, osso duro de roer.

RIO GUERRA CIVIL
 







 
 
DAS SENZALAS ÀS FAVELAS, A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA.
FOTOS: AFP, EFE, ESTADÃO, GOOGLE, GUARDIAN, TELEGRAPH

sexta-feira, novembro 26, 2010

UMA ONDA, UMA BUNDA



O que é melhor, surf ou sexo?

Por mais idiota que possa parecer, essa é uma questão que sempre afligiu os surfistas. Provavelmente porque até 10, 20 anos atrás era preciso se isolar da civilização – incluindo as mulheres – p/ descobrir novos picos, em matas fechadas no Brasil ou ilhas virgens na Indonésia. Eu nunca tive dúvida. Se tiver que escolher, posso passar o resto da vida sem surfar.

Mas eu prefiro ter as duas coisas, por que não? Os irmãos Fernando & Santiago Aguerre também pensam assim, e no final dos anos 80 montaram uma companhia de sandálias c/ o único propósito de sustentar seu 'life style': pegar onda e mulher. Argentinos que se iniciaram no surf nos anos 70, mudaram p/ La Jolla, Califórnia, e começaram seu negócio c/ apenas $4000 dólares.

Apoiando garotos que se tornariam ícones nos anos 90 e 2000, como o pipe master Rob Machado e o bicampeão mundial Mick Fanning, a REEF Brazil logo se tornou a marca de chinelos favorita da surfistada – mais especificamente o público masculino. Seus anúncios sempre traziam a foto de um surfista em ação ao lado de um belo ‘derriére’. O rosto da modelo nunca aparecia, só o 1º nome da gata.

Sexista?”, pergunta a revista Transworld Surf: “De jeito nenhum. Eles só estão tentando capturar o verdadeiro espírito da cultura surf que existe nas praias ao redor do mundo. Que o resto da indústria parece ter esquecido.” A ‘trademark’ de ‘los hermanos’ tornou-se uma multinacional e entrou p/ o ramo das roupas.

Hoje a REEF é a única grife latina entre as líderes mundiais na moda surf. “Nosso objetivo é permanecer liderando o mercado de sandálias e incrementar nosso negócio com as bermudas”, diz Fernando Aguerre. “Eu vendo em 100 países diferentes, incluindo Israel, Argentina, Brasil, Alemanha e Polônia. EUA de costa a costa, Espanha, Itália, África do Sul, Tahiti... Diga o nome de um país que eu vendo lá.

O marketing nunca mudou: uma onda, uma bunda. “Pergunte ao Hugh Hefner se deveríamos mudar. Pra mim sexo é um componente muito importante da vida. Eu sou latino e tive uma educação católica, um ambiente diferente dos EUA. A cultura americana tem ideais diferentes. Sexo é quase obscuro. Violência é quase melhor que sexo. Você vê muito mais violência do que sexo nos filmes.

Há 2 tipos de mulher no mundo”, diz Aguerre. “Existe um pequeno grupo de mulheres que vivem na América que podem achar nossos anúncios  ofensivos ou de mau gosto. E existe uma vasta maioria de mulheres ao redor do mundo que não se importa. Eu não estou colocando uma garota lá dizendo ‘Me Coma’. Nós não somos a Black Flys.

Haha! C/ seu estilo bonachão de ‘bon vivant’ curtidor, Aguerre também é um administrador competente e empresário tenaz. Em menos de 2 décadas aumentou exponencialmente o capital de sua empresa e durante 4 anos presidiu a ISA, associação internacional de surf ligada ao Comitê Olímpico. Realizou o Reef@Todos, a 1ª Copa do Mundo de ondas grandes em 1998, evento histórico vencido pelo brasileiro Carlos Burle nas morras geladas de Todos Santos, no México; vários ISA Games, competições júnior c/ amadores de todo planeta; e caiu na real.

 “Como presidente da ISA, eu percebi que esta é uma indústria egoísta”, disse na entrevista à TWS: “A natureza do nosso esporte é egoísta. ‘ESTA ONDA É MINHA!’, ‘Nós não queremos você aqui’... Quanto menos gente, melhor. Então a gente tem que decidir que porra nós queremos. Se quisermos crescer como uma indústria, ok, então vamos trabalhar para limpar os oceanos.

Mas não pensem que o peça-rara se emendou, ou que a Reef vai perder seu ‘approach’ e desviar de seu ‘target’ [só p/ usar alguns jargões que os publicitários metidos a besta adoram falar]. Nos últimos anos a marca criou uma linha de sandálias femininas e assinou c/ a musa Alana Blanchard – a surfista mais bonita do mundo – , desenvolveu um modelo de chinelo c/ um abridor de garrafas embutido na sola – assinado pelo Fanning – e no último fim de semana realizou o 1º World Miss Reef.

Concursos de miss biquini são um clássico em campeonatos de surf  que se prezem – aqui no Brasil costumam ser mais interessantes que a competição na água. O Miss Reef internacional aconteceu nas areias do Ali’i Beach Park no Havaí, um evento à parte dentro da programação do Hawaiian Pro vencido pelo Joel Parkinson. A novidade aqui é que nunca houve um no estilo Miss Universo, c/ as tops gatas de praia vencedoras de seletivas em seus respectivos países.

11 sereias de nações tão diferentes como Barbados, Indonésia e Holanda desfilaram p/ os jurados Dean Morrison, Mike Losness, Parker Coffin e o cabeleira Machado. Em jogo, $10000 dólares p/ as 3 primeiras colocadas. A América Latina dominou a cena, c/ a Miss Argentina Natalia Baccino em 3º lugar levando U$2000, a Miss Peru Vanessa Tello em 2º c/ U$3000, e Betzaida Herrera do Panamá garantindo a faixa, os U$5000 e sua presença no Calendário Reef 2012, objeto de fetiche similar ao da Pirelli p/ o meio do surf.

Revistas como Seventeen, Teen e Mademoiselle glorificam a juventude e a beleza. Nos catálogos da Victoria's Secret os peitos das modelos parecem querer saltar para fora da lingerie“, conclui Fernando. O maior desafio da indústria é se renovar. O nosso problema é que nós somos um nicho de mercado. O mainstream está mirando em nossa direção, mas para onde vamos?

Algumas coisas não mudam nunca.

RIDICULOUSLY COMFORTABLE
MAIS QUE UM ESPORTE, UM ESTILO DE VIDA
ALANA BLANCHARD, RIDICULAMENTE CONFORTÁVEL
O CALENDÁRIO REEF 2010 FOI FEITO NO NORDESTE
                                                              
WORLD MISS REEF 2010
SERÁ QUE ELAS JÁ LERAM 'O PEQUENO PRINCIPE'?





quarta-feira, novembro 24, 2010

MAL DE PARKINSON 

O surfista Joel Parkinson é tão azarado que deveria se chamar ‘Joel Murphy’ – tudo que pode acontecer de errado c/ ele, acontece. Primeiro nome da geração “Coolie Kids” da Austrália a explodir mundialmente, venceu uma etapa da 1ª divisão do circuito mundial c/ apenas 18 anos, competindo como convidado no evento do seu patrocinador, o Billabong Pro nas clássicas direitas de J-Bay, na África.

Bicampeão mundial pro-jr. em 99 e 2001, acumula 9 vitórias na elite – World Tour – e já foi candidato ao título mundial em 3 temporadas, 2002/04/09. Nas duas primeiras perdeu a disputa p/ o amigo havaiano Andy Irons, e ano passado liderava a temporada c/ 3 vitórias em 5 campeonatos no 1º semestre, quando uma contusão no cotovelo na aterrissagem de um aéreo arruinou seus planos. JP viu outro grande amigo, Mick Fanning, atropelar na 2ª metade do ano p/ vencer também 3 etapas e conquistar o bicampeonato do WT. 

3X vice, igual à Holanda no futebol. Como desgraça pouca é bobagem, no início de 2010 Parko sofreu outro acidente. Surfando em casa, na praia de Snapper Rocks, caiu dentro de um tubo e rodou junto c/ o lip e a prancha. Uma das quilhas cortou seu pé como uma navalha e quase arranca seu calcanhar. “O corte foi bem feio”, disse à revista Hardcore, mas o problema é o fato de eu ter cortado o músculo que segura o arco do meu pé e o tendão atrás dele, o que segura todos os dedos em linha.

Após a cirurgia, Parko passou quase 2 meses sem poder pisar o pé no chão e só voltou a entrar na água no início de outubro. “O médico disse: ‘Vai parecer que você está pisando em agulhas e não vai surfar bem, mas em alguns meses já surfará sem dor.” O nascimento de sua terceira filha, Mahli, revigorou suas forças. Mas ainda pairavam dúvidas sobre sua permanência no circuito mundial.

Em entrevista ao repórter Nathan Myers, Joel falou que sua inspiração será Mick, que se recuperou de uma contusão em 2006 p/ vencer seu primeiro título em 2007. “Penso: ‘Mick conseguiu, então também vou conseguir!’ Mas porra, depois de tudo que me aconteceu ano passado, será que já não passei pelo suficiente?

THE BIG COMEBACK [OU NÃO]
Segundo a Lei de Murphy, quando o pão cai no chão sempre é c/ o lado da manteiga p/ baixo. “Quando se trata de um atleta profissional, não há nada mais aterrorizante do que ficar contundido. A dúvida da recuperação perfeita, o medo do corpo não corresponder mais da mesma maneira e a força psicológica necessária para voltar são sempre sombras para quem se recupera”, escreveu a jornalista Maíra Pabst da ESPN.

Semana passada Joel Parkinson ressurgiu das cinzas p/ defender o seu título da Triple Crown, a tríplice coroa havaiana da qual é bicampeão. Logo em sua bateria de [re]estréia na praia de Haleiwa, marcou a única nota 10 da competição e ainda somou 9.87 na segunda onda p/ marcar a maior média de todo o Reef Hawaiian Pro. Ao longo das baterias, foi eliminando tops do WT como Taj Burrow e Ace Buchan, e aspirantes como o brasileiro Wiggolly Dantas.

Entre nós, o argentino-catarinense Alejo Muniz foi o melhor classificado, chegando às quartas-de-final e levando US$ 2.100. Faltando apenas a etapa de Sunset p/ fechar o WQS e o Pipe Masters p/ encerrar o ano, Alejo é o único nome novo do Brasil na lista quase definitiva dos nomes p/ o ano que vem – está em 29º entre os Top 32. Mineirinho em 8º e Jadson em 13º se classificam pelo  WT, e o cearense voador Heitor Alves volta à elite pelo ‘QS – é o 18º.

Antes da grande final rolou o especial Clash of the Legends, c/ os ex-campeões mundiais Tom Carroll, Tom Curren, Mark Occhilupo e Sunny Garcia, todos quarentões. Ao final de 3 baterias,  ‘black trunk’ Sunny levou o prêmio ao marcar 8.33 e 8.27. Suas rasgadas de frente p/ a onda são como os ganchos de direita que o Maguila acertava nos adversários  – previsíveis mas letais. Ex-presidiário e campeão do mundo em 2000, Garcia tem o porte de um pugilista superpesado. Uma pequena volta por cima.

Porque a grande volta mesmo foi a de Parko, que marcou 7.17 e 7.83 na final principal p/ derrotar outro Joel, o Centeio, local do pico e campeão mundial jr. no Brasil há 10 anos, além de dois novos ‘aussies’, Julian Wilson e Heath Joske. US$ 20.000 na conta e 6.500 pontos na tabela, nada mal p/ quem pensava em desistir.

Não esperava vencer logo meu primeiro evento de volta. Mas depois da minha 1ª bateria, eu vi que tinha condições. Voltar após uma operação e sem surfar por tanto tempo, você meio que espera que uma disputa mais forte apareça no caminho. Pra minha sorte, não aconteceu. A cada bateria eu me sentia mais forte e confiante no meu surf.

FACA QUENTE NA MANTEIGA

Joel Parkinson é um dos caras mais azarados do mundo. E um dos melhores surfistas. Ao contrário da doença degenerativa batizada c/ seu sobrenome, o surf de Parko não treme. É clean, limpo, quase clássico, sem movimentos desnecessários. Braços elegantemente postados perto do tronco, joelhos juntos – o melhor aluno da escola Curren de surfar desde Taylor Knox.

C/ suas pranchas estreitas e finas, semelhantes a adagas afiadas [shapes de Jason Stenvenson] Parko corta as ondas como faca quente na manteiga, zuuup! Seu repertório de manobras vai de aéreos altos a tubos profundos, c/ destaque p/ os arcos abertos, redondos, quase patenteados, que ele traça nas paredes. Rei do carve. E um dos competidores mais perigosos do Tour.

Bem casado, pai de 3 filhos, Joel é um cara família e foi um dos que mais sentiu a morte de Andy. “A dor da perda ainda é muito forte, mas estou tentando seguir em frente porque acredito que ele faria o mesmo. 2010 foi o ano mais radical da minha vida! Vencer a Triple Crown significaria que um ano c/ tantos altos e baixos terminou num ponto alto.

Nos anos 80, Occy abandonou o circuito como uma promessa que não dera certo. O bicampeão Curren, desestimulado, saiu também. Voltou em 90 p/ vencer pela 3ª vez o título mundial. Occhilupo conquistou o seu em 99, aos 31, após ser dado como acabado p/ o esporte. Kelly Slater deu um tempo após seu 6º título e voltou em 2002 p/ conquistar mais 4 – o último há 2 semanas em Porto Rico.

Eu já vi essa história antes, e aposto no Parko em 2011.
PRESSÃO TOTAL NO PÉ OPERADO DURANTE O REEF HAWAIIAN PRO