segunda-feira, abril 25, 2011

SEMANA SANTA ROCKS
Hoje o Viva La Brasa chegou a 100.000 acessos. Considerando que o blog existe há 6 anos, não sei se esse número representa uma soma expressiva ou uma média medíocre. Só p/ comparar, o blog do Programa de Rock foi criado há apenas 3 anos e já teve 115.666 acessos até o momento em que digito estas linhas. Hoje o Adelvan Kenobi, editor do blog e apresentador do programa, postou a resenha das gigs do feriadão de Páscoa. Rolou desde voz e violão na zona sul até festival de rock no interior e hardcore na domingueira. Eu fui no Tio Maneco na quinta e saí de lá bêbado. Agora, se me dão licença, vou beber p/ comemorar os 100.098 acessos... 100.099... 100.100...

Não me canso de falar pros mais jovens: Se vocês acham o cenário atual ruim (e é) precisavam ver como era até a metade dos anos 90, quando a gente esperava semanas, às vezes meses, pra curtir um showzinho de rock tosco na cidade. Hoje em dia até num mega feriadão como o da semana santa passada, bem ou mal, rolam uns rocks.

Tudo começou já na quarta à noite quando os Baggios se reuniram mais uma vez no Capitão Cook para celebrar seus 7 aninhos de vida. Casa cheia – de gente na porta, pra variar! Difícil abandonar velhos hábitos, né? Lá dentro não estava vazio, mas se 1/3 dos que estavam fora tivessem entrado, estaria lotado. O show foi especial, com muitos covers e participações de amigos. Destaque para a presença de Lucas, o primeiro baterista dos Baggios, que tocou bateria em algumas das primeiras músicas compostas pela banda (mandou bem, sem muita técnica mas com muita garra e feeling pra compensar) e baixo nos dois maravilhosos covers do Black Sabbath, ‘NIB’ e ‘War Pigs’. Muito bom o show, alto astral total.

‘Totalmente excelente’, diria Flavia Lins, que estava presente entre os que lotaram o boteco Tio Maneco na noite seguinte, numa apresentação acústica solo de Fábio Snoozer, baixista/vocalista da Snooze e um dos fundadores do Programa de Rock. Bem legal, excelentes petiscos regados a boa música e muitos amigos. Com gente ‘saindo pelo ladrão’, tiveram até que fechar os portões porque não havia mais mesas disponíveis, muito embora houvesse bastante espaço para novas mesas (fiquei imaginando que os proprietários não devem ser de Itabaiana, pois um comerciante itabaianense não se conformaria em ver espaço disponível em seu estabelecimento com gente fora disposta a entrar e consumir, iria pegar mesa até no inferno). No repertório várias pérolas do Flaming Lips, Velvet Underground, REM, Pixies, Smashing Pumpkins, etc, etc, etc. O Tio Maneco tem ‘bombado’ todas as quintas-feiras, quando abre espaço para apresentações de figuras célebres de nosso pequeno porém bem servido cenário alternativo. O próximo será Júlio da The Baggios, recomendo.

Na sexta-feira, que eu saiba, não teve show, mas teve Programa de Rock, que é um show a parte, imperdível, maravilhoso, o melhor programa de rádio do universo de todos os tempos da última semana. No sábado fui a Itabaiana conferir mais uma edição do projeto Cebolada. Infelizmente a The End, banda de metal/hard rock oitentista de Poço Redondo, não pôde comparecer. Quando chegamos estava rolando Estúdio Box & Azulejo, uma boa nova banda (de Lagarto, se não me engano) com um dos nomes mais horríveis que eu já vi. O show, no entanto, não foi bom: o som estava embolado e a microfonia comia solta sempre que o vocalista cismava de tocar gaita. Na platéia, uns 4 ou 5 gatos pingados – isso já descontando a presença das namoradas dos caras, alojadas numa mesa. Na sequência, Thee Swampbeat Brothers, o projeto garageiro/pantanoso de Maicon Stooge e Givanildo. Bem legal, souberam equalizar melhor o som e deu pra rolar numa boa. Altos riffs, boa performance de palco e alguns cover espertos do Cramps e até da clássica bagaceira ‘Sílvia’, do Camisa de Vênus. Impossível não lembrar de minha adolescência roqueira nos anos 80 ao ouvir coisas do tipo. Uma pena que o público continuou minguado: contei exatos 24 expectadores num momento de ‘pico’, desta vez contando com as namoradas dos caras de Lagarto e os próprios, que haviam virado platéia.

A Karranca iria substituir a The End mas o sono bateu e eu me retirei. Na mesma noite estava rolando Lacertae num encontro de estudantes de História na UFS e, no domingo de páscoa, o Centro de Criatividade seria o palco de mais uma edição do Macacore. Não fui.

por Adelvan Kenobi
foto e vídeo: Snapic

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