quarta-feira, setembro 07, 2011

KAAPORA
A árvore da vida. Um casal viajando no dorso de pássaros. A rainha-pavão sopra um balão. Música viva sai da flauta do índio. Cores e linhas em harmonia, embora haja uma batalha. O universo de Fernando Chamarelli.

Eu tenho uma conexão forte com as culturas pré-colombianas: maia, inca e asteca. Também gosto de arte chinesa, egípcia, celta, maori etc”, diz o paulista de Bauru, que só trabalha c/ o rádio ligado. “Sempre escuto música brasileira quando estou criando algo novo, sem falar na nossa fauna, flora, folclore, carnaval, a arte indígena... Tento adicionar elementos de diferentes culturas em meu trabalho.

Chamarelli começou nos cartuns, passou pros retratos realistas, virou grafiteiro, aprendeu a tatuar e estudou design gráfico, até sintetizar experiência e influências na geometria do seu traço. “Primeiro eu penso na forma, depois vêm as cores. Sempre tento usar novas combinações de cor, intercalando branco, preto e cinza. Me preocupo com o balanço das cores, gosto de ter certeza que tons similares não toquem uns nos outros.

Ele é mais um caso de brasileiro mais conhecido lá fora do que dentro do próprio país. Em apenas 4 anos de carreira, já expôs na Alemanha, Inglaterra, Canadá, México e duas vezes nos Estados Unidos – em coletivas e até individuais como a Lost Civilization na Thinkspace Gallery mês passado. Seus quadros têm bastante saída, alcançando 4 dígitos em dólares. Já pegou contratos da vodca Absolut e da marca esportiva Umbro.

A Umbro fez uma coleção de camisas em tributo aos 7 times que ganharam a Copa do Mundo e eu fui o artista escolhido para criar a estampa da camisa do Brasil”, falou em entrevista à revista inglesa Juxtapoz. “Na exposição da London Miles, o tema foi Deuses & Mitos. Venho de uma cidade cercada por rios e cachoeiras, tenho muito contato com a natureza e isso me ajuda nas formas orgânicas  e nos elementos que uso.

São desenhos detalhados c/ forte teor étnico que permitem várias leituras – inclusive subliminares. “Eu não imponho um significado para minhas pinturas e não espero um tipo de sentimento único. Se eu pintei um cavalo e o espectador vê um dragão, no problem! Gosto de ver a imaginação das pessoas, eu deixo livre para interpretações. Meu trabalho pode significar algo pra mim e ter um significado diferente pra outra pessoa.

KAAPORA fica até o fim de setembro na Qaz, nova galeria de arte de São Paulo. Além da individual do Chamarelli, o gaúcho Samuel Casal está c/ a sua expo de xilogravuras, EM TODA PARTE, também até o fim do mês na Choque Cultural. E em Aracaju fica em cartaz até dia 23 a SÓ LÂMINA, do artista multimídia Nuno Ramos, na galeria do Sesc – que abriu edital de seleção p/ 2012.

Às armas, cidadãos.

"PÁSSARO DOURADO", ACIMA, E "RESISTÊNCIA", ABAIXO...
...SEUS QUADROS ATINGEM U$ 1.400,00 NO EXTERIOR
"INFINITO" E SUA RIQUEZA DE DETALHES
 
KAAPORA Qaz galeria de arte 01 a 30 de setembro
http://www.chamarelli.com.br/

Um comentário:

A wild Garden disse...

Muito legal!