sexta-feira, novembro 18, 2011

VIDEO GUERRILHA
São Paulo é uma selva, e a Rua Augusta concentra a maior biodiversidade nessa mata fechada de asfalto e concreto. Cruzando a Avenida Paulista, esse trecho de 3km entre o centro e o bairro chique Jardins é endereço de bancos, cinemas, teatros, lojas e até um shopping a céu aberto. É lá que ficam clubes noturnos como o Outs, Vegas, Inferno – e a principal zona de meretrício da cidade.

Sampa, pra quem vem de fora é uma beleza, mas a única coisa que todos têm aqui é a certeza”, rima o Emicida no rap Rua Augusta. “As maquiagem forte esconde os hematoma na alma, fumando calma ela observa os faróis que vêm e vão”...

Ferveção desde os anos 60 – como mostra o curta de estréia do cineasta Carlos Reichenbach, Esta Rua Tão Augusta, de 1968 – por lá passa todo tipo de gente: artistas e putas, travecos e tiras, mendigos e ricos, trabalhadores voltando p/ casa e jovens em busca de diversão. “Entrei na Rua Augusta a 120 por hora, botei a turma toda do passeio pra fora, fiz curva em duas rodas sem usar a buzina, parei a quatro dedos da vitrina”... Lembram?

É lá que acontece a Video Guerrilha, intervenção urbana onde imagens em movimento são projetadas sobre prédios, transformando a rua em galeria de arte. “A intenção é mudar a percepção que as pessoas têm da cidade”, diz o guerrilheiro Dudão Melo da Visualfarm, produtora que explora novas linguagens visuais. 100 artistas participam da 2ª edição. Entre as novidades, recursos como o Agigantador de Pessoas e o Kinetic. “A arte-mídia acompanha a tecnologia.

O bombardeio começou ontem e vai até a madrugada de sábado p/ domingo. “High high Johnny, high high Alfredo, quem é da nossa gangue não tem medo”... 

ESTA RUA TÃO AUGUSTA

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