segunda-feira, novembro 28, 2011

XANDRILÁ 

Seria Alagoas o nosso Shangri-La? Uma semana após os títulos de Siri e Marujinho no Circuito Mahalo de surf, um filme sergipano acaba de ganhar o prêmio do júri popular no 1º Festival de Cinema Universitário em Penedo.

Realizado por estudantes de audiovisual c/ apoio do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, XANDRILÁ já havia levado o 2º lugar do júri oficial no festival Curta-SE em outubro. Foi lançado em abril numa sessão p/ 600 pessoas na Universidade Tiradentes, c/ presença maciça da mídia e pocket-shows da Karne Krua e Patrícia Polayne, autora da trilha sonora. “XANDRILÁ veio para quebrar tabus”, disse a cantora na ocasião.

O curta-metragem de 22 minutos conta a história de uma adolescente que larga a escola e vira prostituta. Baseado num conto de Isaac Dourado, o argumento lembra demais o de BRUNA SURFISTINHA, e os atores são amadores – o próprio autor do conto faz o principal papel masculino. Não se trata de um “marco”, como foi dito na premiére, nem de uma obra-prima. Mas inegavelmente tem seu valor.

Os prêmios que vem recebendo são prova de que, descontando o hype, XANDRILÁ é bom entretenimento. Destaque p/ a loirinha Huana Paula e a fotografia de Arthur Pinto, que eu conheci estagiando no Cena do Som e se tornou meu amigo. “O Arthur é um cara centrado e tem uma sensibilidade incrível para captação de imagem”, diz André Aragão, diretor do vídeo.

XANDRILÁ não é um projeto meu, do Isaac Dourado ou do Arthur Pinto. O filme carrega o nome do nosso estado e é a prova de que Sergipe é um lugar propício para o cinema.

Um comentário:

André Aragão disse...

Boa crítica. Obrigado Adolfo Sá.