sábado, dezembro 03, 2011

EM OUTRAS
Blues é som de estrada, e foi numa dessas encruzilhadas que nasceu o rock. The Baggios são 2 moleques que sabem das coisas e fazem música da pesada. Júlio Andrade, o Julico, é um guitarrista de mão cheia, e Gabriel Carvalho, o Perninha, pisa fundo e bate forte na bateria. C/ idade média de 21 anos, o duo blues-rock é a banda sergipana que mais toca, dentro e fora do estado.
 
Nos últimos meses foram 12 shows no Nordeste e mais 6 em São Paulo, incluindo 2 festivais no interior e uma apresentação na TV Trama, divulgando o disco de estréia. Lançado pelo selo Vigilante, THE BAGGIOS já tem mais de 2.000 downloads feitos diretamente pelo site oficial dos caras, “sem contar os números dos links que circulam por outros blogs”, observa Julico. 

Energético, ruidoso e rápido”, definiu Jéssica Figueiredo do Rock In Press. A revista Rolling Stone disse que “o duo sergipano poderia facilmente ser classificado como mais uma das bandas que bebem na fonte inesgotável do rock setentista, mas o que o diferencia é saber usar a estética musical daquela época a seu favor sem cair na obviedade.” O show de lançamento em Aracaju garantiu aos que compraram o ingresso um CD c/ capa lindona em formato digipack.

São 14 faixas que vão do esporro de O Azar Me Consome e Em Outras – canção vencedora dos festivais da Aperipê e da Arpub em 2010 – passando por influências de soul music – os metais de Candango’s Bar e Quanto Mais Eu Rezo – até flamenco – em Oh Cigana. O álbum foi produzido por eles mesmos e mixado por Léo Airplane, que cria o clima psicodélico c/ seus teclados em Não Estou Aqui e You Never Walk Alone.

Quem dá as cartas aqui é a guitarra, por vezes bem suja, em outras mais inteligente e harmônica, mas sempre presente e colocada em primeiro plano”, avalia o site Zona Punk. “Para o desespero dos indies, a dupla está mais próxima de Raul Seixas e do ié-ié-ié da Jovem Guarda do que do White Stripes, apesar de sua energia roqueira por vezes não fazer nem um pouco feio ao lado de um Jon Spencer, por exemplo.

Descobri que fomos citados por um dos principais jornais da Inglaterra, The Guardian, pela nossa participação na coletânea mensal e mundial chamada MUSIC ALLIANCE PACT”, Julico comenta sem perder a humildade. O bluesman de São Cristóvão também é guitarrista solo da Plástico Lunar, a banda do Léo em que tem participação cada vez maior, segurando os vocais de América e Onde Deus Está, composições dele.

Somos amigos desde 2009, quando gravamos o clip de Gargantas do Deserto. Hoje vou lá no Centro de Criatividade, onde rola no fim de tarde a premiére do documentário The Baggios - Turnê Nordeste 2011. “Quem for, poderá comprar o DVD que vem com alguns extras: Acústico Aperipê, trecho do show que fizemos no Office Pub e também uma série de fotos do Snapic.

Conversei c/ o slider mais endiabrado – e sorridente – do mundo, p/ descobrir por que o estradeiro Júlio diz que seu caminho é “o mais lá dentro e o mais feliz”.

Viva La Brasa - E aí, o lançamento do CD foi o que você esperava?

Júlio Andrade
- Superou minhas expectativas, o clima que se criou na Casa Rua da Cultura foi perfeito. Olhar para aquelas 400 pessoas que foram pra festejar o lançamento do nosso primeiro álbum foi emocionante. Todos foram realmente pra assistir nosso show e garantir seu disco. Foi lindo mesmo ver aquela turma cantando as músicas, isso foi uma prova viva do tanto de gente que vem nos dando força. Estou muito feliz e agradecido por isso.

VLB - Da gravação até o disco ficar pronto foi um ano ou mais... Por que tanto tempo?

JA -
A gente sabia que iria demorar um pouco, pois queríamos algo que nos agradasse pra valer, só que demorou um pouco mais do que o esperado. Já estávamos com 95% do disco pronto no começo de dezembro, quando fomos sondados pelo Rafael Ramos, produtor do selo DeckDisc e da Vigilante. Ele nos pediu o disco pra ouvir, gostou do que ouviu e deu a idéia de lançar virtualmente pelo selo Vigilante. Estudamos alguns contratos enviados por ele e fechamos, só que isso tudo demorou bastante, acho que só em março estávamos com tudo ok. Daí depois veio a burocracia da prensagem do disco, que demorou quase dois meses também, contando com as papeladas que a gente teve que enviar. A demora toda foi essa, mas acredito que saiu no momento certo, agora é tirar o atraso.

VLB - Ficou como você queria?

JA -
Sim! Ficamos bem satisfeitos. A gente escolheu um estúdio ‘veurigude’ e locamos um monte de equipamentos profissionais. Fomos sabendo o que queríamos, e isso facilita o processo de gravação. Quando começamos a gravar esse disco queríamos toda a energia da banda ao vivo, pra isso gravamos guitarra e bateria juntos numa mesma sala, e depois coloquei os vocais. Acho que funcionou. Deu pra sentir a crueza que expomos ao vivo.
 
VLB - Tocar na Plástico Lunar e ter passado pela Mamutes deve ter te dado uma puta cancha, até porque os caras são mais velhos que você...

JA -
Sim! Eu já era maior fã da Plástico antes de ser guitarrista. Já tinha feito algumas participações quando só tocava com a Baggios e Mamutes. Foi ótimo começar a tocar com essa turma mais experiente, me ajudou a ter mais noção de como funcionam as coisas.

 
VLB - Essas duas bandas, Plástico e Mamutes, só tem alucinado... Qual a melhor história que você tem c/ eles?

JA - Pô, que saia justa, man! [risos] Melhor deixar as histórias por conta da imaginação do pessoal, aposto que devem imaginar histórias mais emocionantes.

VLB - Cara, ano passado vocês ganharam o Festival Aperipê e na sequência o Festival Arpub. Em 2009, Patricia Polayne levou esses mesmos prêmios e ganhou da Arpub uns R$ 15.000,00... Verdade que não rolou din-din nenhum p/ vcs em 2010? Quais foram os prêmios nesses 2 festivais?

JA -
No Festival da Aperipê, além do prestígio, ganhamos uns prêmios oferecidos pela Casa do Artista. No Festival da Arpub, mal deram as passagens pra gente receber o simbólico troféu em Brasília e isso me deixou bastante triste. Essa falta de estrutura que o festival ofereceu justamente no ano em que ganhamos foi frustrante, mas superei e prefiro acreditar que ter ganhado o festival vai nos ajudar de alguma maneira.
 
VLB - Sem falar que na noite seguinte à vitória no festival nacional você foi assaltado descendo do ônibus. O Azar Me Consome tinha que ser feita por vc mesmo... [risos]
 
JA - 
Primeira vez que me aconteceu isso, e foi logo no meio de uma grande alegria. Estava eu indo comemorar o prêmio, quando desço do ônibus e dois loucões me abordaram, arrancaram minha mochila e pegaram tudo que tinha nos bolsos. Fiquei sem documento, sem grana, mas por sorte isso aconteceu na porta do Plástico Jr., daí pedi uma força a ele e fomos juntos na plantonista fazer o B.O., pra que depois finalmente eu fosse na festa. Como tinha uma grana para receber naquele dia, aproveitei pra comprar umas biritas e tomar todas. Deu pra aproveitar bem a festa.

VLB - Então, nunca te vi de mau humor...

JA -
Na maior parte do tempo vivo de boas, atirando sorrisos para todo lado, mas sempre aparecem umas pedras no caminho pra me tirar do sério e me deixar estressado ou pra baixo.

VLB - Fale um pouco de suas origens em São Cristóvão. 
 
JA - Antes de me tornar músico sonhava em ser jogador de futebol e joguei até meus 15 anos. Minhas primeiras viagens para fora do estado foram com a escolinha de futebol, diziam que eu era um bom goleiro, rolavam altas promessas de jogar em escolinhas de Aracaju, mas quando ganhei minha primeira viola aos 14 anos e ouvi minha primeira fita K7 do Nirvana, eu comecei a perder interesse pelo futebol.

VLB - Em Oh Cigana você diz p/ a garota que tá indo embora: "na sua ausência não vou me conter"... Vc quer dizer que vai se masturbar pensando nela?

  
JA - Deixa de malícia, rapaz! [risos] Falo da saudade nessa parte, de como é duro estar longe da pessoa que você adora.

VLB - A moral da Baggios foi conquistada em cima do palco... Tem uma noção de quantos shows fazem por ano, em média?
  
JA - Desde o ano passado fazemos uma média de 50/60 shows. Estamos circulando cada vez mais, e como estávamos presos com o lançamento desse disco, agora em diante vamos procurar tocar cada vez mais. 

VLB - Você já desenvolveu uma técnica p/ não detonar os joelhos quando cai no chão?
  
JA - Não tem como estudar isso, faz parte do feeling do show, nunca sei quando vai dar vontade de pular e cair, acontece. Já saí mancando algumas vezes com a ‘laranja’ no joelho, outras vezes saí ileso.

VLB - C/ que idade começou a tocar?
  
JA - Eu ganhei minha primeira guitarra aos 15 anos. Inicialmente fui pegando dicas com um amigo meu que era super amarrado em Led Zeppelin, ainda tentei estudar violão clássico pra ver se me ajudava, mas aquela história de não usar palheta, postura pra tocar e começar tocando ‘Atirei o Pau no Gato’ não me empolgou muito, e continuei com revistas de cifras e tirando músicas de ouvido.

VLB - Gosto muito do seu estilo de slide guitar...
  
JA - A primeira vez que pirei no slide foi quando assisti o vídeo do Woodstock e tinha o Johnny Winter tocando ‘Mean Town Blues’, imediatamente procurei discos desse albino genial e comecei a estudar as afinações e algumas músicas que ele tocava no slide. Ultimamente tenho feito algumas músicas com slide, acho que no segundo disco da Baggios terão no mínimo duas que usarei a ferramenta.

VLB - Quando montou a 1ª banda? Que sons te influenciaram na época?

   
JA - Meados de 2001 toquei numa banda que se chamava Junkies e depois mudou o nome para De Stjil. Eu tocava guitarra e Lucas, primeiro batera da Baggios, era o vocalista, chegamos a fazer três shows, incluindo um em janeiro de 2002 na Rua da Cultura, quando ainda era em frente ao Teatro Atheneu. A gente tocava Sex Pistols, Buzzcocks, Ramones. Era uma banda punk.

VLB - E que sons te influenciaram diretamente na gravação desse disco? Percebo algumas influências nítidas de Jimi Hendrix, blues da Stax, James Brown nos metais e até Deep Purple – que é uma banda ‘Plástico Lunar’ pra caralho heheh...
  
JA - Nesse disco tem isso tudo que você falou. Costumamos construir as músicas na base do blues, mas com a pegada rock, como se fazia nos anos 60. Então todas essas bandas que misturavam blues e rock nos influenciaram de certeza. Tem algumas influências nacionais como Jorge Ben e Tim Maia, que andei ouvindo muito nos últimos três anos.

VLB - Sempre usam White Stripes e Black Keys p/ dar uma referência do som da Baggios, principalmente por causa do esquema de duo guitarra-bateria. O que vc acha dessa comparação? Inevitável ou preguiçosa?...

  
JA - Eu já me incomodei mais. Sou fã das duas bandas, tenho influências deles, não posso negar. Me incomodaria ler que plagiamos as duas bandas, mas usando como referência por enquanto tá de boas. A cada resenha que leio surge uma referência nova, o que me deixa ainda mais contente. Dia desses falaram em Graveyard, Supergrass, Left Lane Cruiser, bandas que curto muito. 

VLB - Perninha é 3º baterista da banda, um deles hoje tem uma carreira solo de cantor de samba rock, o Elvis Boamorte. Fale um pouco dos 3 bateras da Baggios.
  
JA - Lucas foi o primeiro baterista. Passamos por algumas bandas juntos, e montamos a Baggios por não ter mais ninguém que conhecíamos querendo tocar seriamente numa banda. Ele não tocava bateria, mas se comprometeu em aprender pra botar uma banda pra frente, e fomos fazer o primeiro ensaio com algumas músicas próprias e os acessórios da bateria emprestados. Ele era bem empolgado, tinha noção do que fazer e o desenvolvimento a cada ensaio era notável. Nossas músicas dessa época tinham uma pegada bem diferente do que fazemos hoje, tinha umas troncheras nas composições, e as letras eu escrevia num inglês meio embromado, ainda hoje paro pra ouvir aquilo e me orgulho muito, era o começo de uma longa estrada. Esse período rendeu alguns registros, mas não publicamos.

Lucas foi morar na Suíça em 2005 e surgiu a idéia de chamar Elvis Boamorte, guitarrista da banda Sequelados e grande amigo da gente. Ele conhecia a maioria das músicas e tava a fim de começar a tocar bateria, daí o convite foi feito e ele topou. Foi algo parecido com Lucas, ele começou a desenvolver suas técnicas de acordo com a necessidade da banda, e tava atendendo. Gravamos a primeira demo em 2006 e o EP ‘Hard Times’ em maio de 2008, quando ele saiu da banda.

Eu conhecia a Anéis de Vento, e curtia muito como Gabriel Perninha tocava. Não deu outra, a primeira pessoa que me veio em mente quando Elvis saiu foi ele, o convite foi feito, ele aceitou e não decepcionou. O menino com 16 anos na época mandava bem mesmo, o cara era bem dedicado e já curtia a banda, o que ajudou muito. Acho que foi uma das melhores coisas que aconteceram com a Baggios.

VLB - Sei q vc é um cara bastante preocupado c/ timbragem. Ficava muito no pé do Léo na mixagem?
  
JA - Ah, se não fosse Léo, o cara mais paciente do mundo! A gente acompanhou todo o processo de mixagem, na maioria das vezes ficava eu e Perninha no pé, mas poucas vezes interrompemos. Ele sabia o que fazer. A gente só dando uns retoques, gravezinho aqui, um efeito ali. Acho que o fato dele ser bem tranqüilo e já ter mixado os três trabalhos anteriores ajudou muito.

VLB - E que tal a experiência de produzir o próprio disco, ainda mais de estréia?

  
JA - Foi tranqüilo. Entramos no estúdio sabendo os equipamentos que queríamos usar, tínhamos algumas referências em mente e já entramos no estúdio com 90% de certeza do que a gente queria fazer. Não teve segredo. Pagamos um bom estúdio, alugamos ótimos amps, guitarras e bateria, e estávamos com as músicas desenhadas na cabeça. Só em ‘Josie Magnolia’ bolamos alguns arranjos durante a mixagem.

VLB - Qual equipamento você usa, Julico?
  
JA - Basicamente uma guitarra semiacústica com captação vintage, um Overdrive azedo, e um Fuzz na hora do peso.

VLB - Uma vez tava conversando c/ você e Luiz [guitarrista da Snooze] e os dois disseram que não gostam muito de Marshall. Por quê? 

JA - A maioria dos amps Marshall tem um som abelhudo, puxa muito pro médio-agudo. Mas esse disco foi gravado com um JCM 800 Marshall, que particularmente eu gostei, e um Fender Twin.

VLB - E a parceria c/ a Snapic Fotografias?

JA - Tem rolado sempre. Os caras nos acompanham há mais de três anos e somos muito gratos pelo apoio. Temos registros dos principais momentos da carreira da Baggios graças a eles.
 
VLB - Ouvindo suas músicas dá p/ ver que você tem uma ligação emocional muito forte c/ São Cricas. Se um dia rolar proposta de gravadora p/ vcs morarem em São Paulo, vcs vão?

 
JA - Gosto de morar em São Cristóvão, apesar de sofrer com o deslocamento constante para Aracaju. Mas não creio muito nessa proposta de ter que morar fora pra ser contratado por uma grande gravadora. Se acontecer, por que não pensar no caso, né?!
 
VLB - Você também é o autor da capa do disco e sempre faz os cartazes dos shows, além disso sabe editar vídeo. Tem alguma coisa que cê não sabe fazer? Deve ter sido um menino muito do malino na infância... 

JA - Quando pivete curtia desenhar em cadernos, muitas vezes fazia alguns desenhos abstratos e mostrava pra meu avô. Quando ele curtia, me recompensava com umas moedas. Foi meu primeiro grande incentivador pela arte. Comecei a mexer seriamente com arte gráfica em 2006, quando precisei de uma capa para a demo do Baggios, me empolguei e pesquisei e até hoje faço as artes da banda. É o velho ‘faça você mesmo’.

VLB - E as edições, como começaram?

JA - Vieram com a mesma necessidade de criar as capas e os cartazes dos shows. Não conhecia ninguém próximo pra fazer isso e meti as caras pra aprender. Comecei mexer em vídeo um pouco depois do Photoshop. Ficava brincando com uns vídeos caseiros de alguns shows da Baggios, e daí saiu a primeira edição legal que curti, Pegando um Punga, tudo filmado no celular de um amigo meu. Fui aprendendo a mexer em programas mais eficientes, com ajuda de tutoriais e do mestre Youtube, e adotei a edição de vídeo como mais uma paixão minha. Realmente curto muito passar o dia inteiro editando vídeos. Fiz alguns teasers para o disco e o clipe da música Can’t Find My Mind com as imagens feita pelos parceiros Victor Balde e Arthur Soares, da Snapic.

VLB - Como surgiu a idéia de fazer um doc. da tour nordestina?

JA - Esse documentário na verdade seriam vários vídeos resumindo como foi essa nossa turnê pelo Nordeste. Seria nossa maior turnê e queria registrar tudo aquilo. Daí compramos uma filmadora e praticamente não tirávamos ela das mãos. Registramos tudo. Quando comecei a editar fiquei com muita pena de descartar algumas imagens que achava importantes, e fui acumulando vídeos na timeline, quando me dei conta só tinha editado a parte dos shows de Fortaleza e já tinha 15 minutos de vídeo. Foi daí que descartei a idéia de fazer vídeos sobre a tour dividindo em capítulos e investir na edição de um documentário grande. Ficou com aproximadamente 61 minutos de filme, com depoimentos de músicos, produtores, público, da banda, trechos de shows e outras cositas mais. Boa partes da imagens foram feitas por mim e Perninha mesmo, mas na hora das apresentações tem imagens de uma galera diferente, deu até trabalho lembrar de todo mundo para creditar no filme. A Snapic registrou parte dos shows de Fortaleza e o show de Maceió. Os caras sempre têm nos acompanhado em momentos muito importantes pra gente.
 
VLB - E o Baggio, que inspirou o nome da banda, ainda tá vivo?

JA - Vivinho da Silva. Desde que produzimos o documentário ‘Baggio Sedado’ em 2007, mantenho contato direto com ele. Dia desses fui deixar o novo disco com ele, e me preocupei. Há um bom tempo ele tem vivido a base de sedativos e fica tranqüilo na rua dele, ou passeando com seus cachorros pela cidade baixa, mas ultimamente tem voltado a se vestir como antigamente: roupas esquisitas, cheio de pulseiras, anéis... E se mostra mais agitado e um pouco confuso com o que fala. Alguns dizem que ele parou de tomar os remédios e voltou a beber.

PEGANDO UM PUNGA
PASSAGEM DE SOM NA CAUEIRA, LITORAL SUL
TOCANDO NA BIENAL DA UNE, RIO DE JANEIRO
SHOWZINHO UNDERGROUND EM FORTALEZA
FESTIVAL UFSCAR, EM SÃO CARLOS - SP
C/ A PLÁSTICO LUNAR NA RUA DA CULTURA
STUDIO SP NO BAIXO AUGUSTA, MÊS PASSADO
ACIMA E ABAIXO, AO VIVO NA TV TRAMA


FOTOS: Arthur Soares, Maha Feitosa, Marcelinho Hora, Michael Meneses, Victor Balde

Um comentário:

Espedito disse...

BOA BANDA, BROTHER!
FELIZ NATAL! EXP.