domingo, outubro 09, 2016

DISCOTECA PRIMITIVA 
Berindrums é o novo projeto de Aldemir Tacer, baterista do Lacertae que acoplou o berimbau à bateria e criou uma maneira inédita de tocar esses instrumentos. Após 28 anos, 3 discos lançados com a banda e um ponto de cultura criado – Zabumbambus no Campo do Criolo – Tacer saiu sozinho de Lagarto, no agreste de Sergipe, e caiu no mundo. Foi parar em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde chamou atenção no Festival Internacional de Jazz e ganhou o respeito da cena local.
27 de outubro é o lançamento de Eletricultura, disco gravado em 2009 com batida mangue e inspiração no livro Folclore Brasileiro, finalmente masterizado. Perguntado se vai se radicar por lá, responde: “Vim no intuito de aprimorar projetos culturais na parceria com o Outro Sul, mas se for pelas gaúchas aí sim viro gaudério.”
Prepara outro álbum com pegada no universo da música eletrônica e estética sonora inspirada em discos voadores, frequências de sintetizadores dos anos 70, efeitos especiais dando um clima místico e astral”. Tocando com os músicos Lê Dipa, Davi Batuca, Satolep Jazz e Serginho & A Vassoura, ele mesmo está produzindo num estúdio analógico, mirando em raves e festivais. "Mantra" 1 e 2, primeiras faixas prontas, são pura psicodelia calanga. “Quero criar uma massa sonora envolvente com essa mistura de rústico e informações tecnológicas”, diz Tacer, “formando uma junção entre o orgânico e o eletrônico, daí surgindo a discoteca primitiva do Berindrums”.
LACERTAE EM LAGARTO. FOTO: ANDERGROUNDI
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